A CPI da Habitação Social da Câmara Municipal de São Paulo fará uma diligência no edifício Helbor B LIV, no Brooklin, zona sul da capital. O objetivo é investigar suspeitas de fraude na destinação de unidades de habitação popular (HIS).
O pedido foi feito pela covereadora Silvia Ferraro, da Bancada Feminista do PSOL. A comissão descobriu indícios de que investidores compraram imóveis destinados à população de baixa renda. Há suspeita de que os apartamentos estejam sendo alugados para curta temporada, o que é proibido pela lei municipal.
Procurada, a incorporadora Helbor não quis se manifestar.
Os apartamentos vão de 24 a 40 m² e, nos sites de imobiliárias, a média das negociações é de R$ 306 mil para compra e aluguel de R$ 2.674.
O mandato coletivo apurou que prédio possui ao menos 171 unidades que foram compradas por investidores. Onze pessoas adquiriram mais de um imóvel, e um investidor comprou quatro.
"A principal fraude descoberta até agora é a compra de moradia popular por investidores com objetivo de lucro. Isso fere a lei e prejudica quem mais precisa de moradia", diz Silvia Ferraro.
O requerimento foi aprovado no dia 6 de novembro. A diligência ainda será agendada pelo presidente da comissão.

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