segunda-feira, 15 de junho de 2026

Você já ouviu falar nas ‘tradwifes’?, The NEWS

 

(Imagem: CNN)

Nas redes sociais, um movimento que exalta o papel tradicional da mulher vem ganhando cada vez mais espaço e transformando estética em um negócio milionário.

Se você está por fora do termo: A palavra vem de traditional wife — esposa tradicional. Inspiradas no estilo de vida dos anos 1950, mulheres usam as redes para mostrar uma rotina dedicada integralmente à casa, ao marido e aos filhos.

Em vídeos, a estética vai desde vestidos rodados, arrumação da casa, mesas de café da manhã complexas preparadas do zero e discursos que defendem o homem como provedor.

Na internet, quem puxou esse movimento, foi Hannah Neeleman, do perfil Ballerina Farm. Hoje, ela tem uma audiência milionária acompanhando sua rotina — e a loja física que ela abriu em Utah vive lotada de turistas. E o impacto vai muito além dos likes: Apenas no último ano, utensílios de cozinha vintage e produtos ligados ao estilo de vida trad viram sua presença nas prateleiras crescer até 20%.

O fenômeno mostra como visões sobre o papel da mulher estão se transformando em comunidades com forte poder de mobilização. E essa dinâmica não acontece apenas nos EUA.

Do outro lado do mundo, na China, uma tendência oposta tem acontecido. Por lá, a pressão do governo para que as mulheres casem e tenham filhos é enorme. Só que a taxa de mulheres no mercado de trabalho caiu mais de 20% desde os anos 90, muito por conta do fechamento de creches públicas.

A cidade de Chengdu, por exemplo, virou um polo de negócios voltados exclusivamente para o público feminino. Por lá, estão surgindo livrarias, bares e cafés focados na independência da mulher. Como operam como comércios comuns e dentro da legislação local, esses espaços viraram um ponto de encontro seguro e um mercado aquecido para quem busca produtos e conexões fora dos padrões tradicionais.

Apesar das diferenças entre os movimentos, ambos revelam uma característica da sociedade na era digital: identidade, valores e estilo de vida se tornaram ativos econômicos. Seja para criar espaços de autonomia feminina ou para vender uma visão idealizada da vida doméstica, comunidades cada vez mais engajadas estão transformando comportamento em influência, consumo e negócios.

O que dá para comprar com US$ 1.000.000.000.000?, The News

 

Até a última semana, essa pergunta pertencia estritamente aos livros de ficção científica ou aos exercícios teóricos de economia. Afinal, a mente humana é programada para entender o mil, o milhão e, com algum esforço, o bilhão. O passo seguinte parece distante demais.

Mas, na última sexta-feira, Wall Street serviu de palco para uma quebra de recorde histórica quando a SpaceX finalmente estreou na Nasdaq.

(Imagem: Victor J. Blue | Getty Images)

O maior IPO da história da humanidade. A empresa de Elon Musk captou US$ 75 bilhões — superando o recorde anterior da Saudi Aramco — e viu suas ações dispararem 20% logo no primeiro dia.

Com o empurrão dos investidores, a oferta teve uma demanda quatro vezes maior que o volume disponível, elevando o valor de mercado da companhia para US$ 2 trilhões.

O desfecho veio para entrar nos livros… Sendo dono de 42% da empresa, uma fatia que agora vale US$ 765 bilhões, Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da planeta.

  • Para você ter uma dimensão, se o patrimônio pessoal dele fosse o PIB de um país, estaria no G21. Apenas 21 nações produzem um trilhão de dólares em um ano inteiro.

O que nos leva a um ponto principal: Essa ascensão do Musk não é algo pontual. Na verdade, faz parte de um fenômeno que vem redesenhando a economia global nos últimos 15 anos.

Vamos voltar alguns anos… ⏳

Em 2011, o planeta contava com 1.011 pessoas que haviam atingido a marca dos bilhões. Juntas, elas controlavam US$ 4,5 trilhões.

De lá para cá, entre crises globais, o mundo assistiu à consolidação dos smartphones, à enxurrada de dinheiro injetada nos mercados durante a pandemia, à ascensão das criptomoedas e, mais recentemente, a corrida pela AI.

(Imagem: New York Times)

O balanço de 2026 mostra que a riqueza concentrada no topo mudou:

💸 O clube dos super-ricos agora abriga 3.373 bilionários globais.
💸 O patrimônio somado desse grupo atingiu a marca inédita de US$ 20,1 trilhões.
💸 Desse montante, 40% de crescimento aconteceu em apenas 24 meses.
💸 O bolo acumulado por essas poucas famílias equivale a quase 1/5 de tudo o que a humanidade produz em um ano.

O motor por trás de tudo isso, tá na palma da sua mão ou nas abas que você costuma abrir no seu computador: as BIG TECHs.

A estreia da SpaceX não mexeu apenas com o setor aeroespacial, como reforçou a confiança dos investidores no ecossistema de satélites e AI.

  • Empresas como Nvidia, Apple, Microsoft, Alphabet e Meta viram os seus valores de mercado explodirem recentemente.

Diferente das indústrias do século passado, onde se juntava mão de obra e uma quantidade grande de operários para gerar valor, o mercado agora precisa apenas de chips e grandes computadores — ou como você conhece, os data centers.

A Bolsa de Valores é o cenário onde isso dá resultado, mas não é para qualquer um… Os planos de previdência e pequenos investimentos dão uma prévia, mas dados mostram que o 1% mais rico da população detém metade de todas as ações do mercado.

É só colocar na ponta do lápis: Um grupo seleto de apenas 135 mil famílias americanas, o topo 0,1%, acumula US$ 13,7 trilhões em ações — o que representa praticamente o dobro de tudo o que os 90% mais pobres — cerca de 115 milhões de famílias — possuem juntos no mercado financeiro.

O de cima sobe e o de baixo desce 📉

O crescimento surpreendente desse topo da pirâmide acontece porque a riqueza recente dos bilionários é baseada muito mais em investimentos de capital do que na contratação de funcionários.

Com as chamadas "empresas superestrelas" — gigantes de tecnologia que dominam setores inteiros e lideram o avanço da inteligência artificial —, os fundadores e investidores iniciais conseguem reter a maior parte dos lucros para si, já que o número de colaboradores necessários para rodar essas estruturas é relativamente pequeno.

Para dar tração a esse movimento, as mudanças nas leis tributárias na última década jogaram a favor.

  • Nos EUA, por exemplo, cortes drásticos nas taxas de impostos corporativos permitiram que as companhias gerassem um caixa livre gigantesco para recomprar as próprias ações.

  • Essa dinâmica inflou diretamente os ativos dos acionistas majoritários e fez com que a fortuna desse grupo avançasse em um ritmo muito mais acelerado do que antes.

Mais do que o tamanho das contas bancárias, o verdadeiro impacto desse acúmulo extremo está no futuro. Como a maior parte dessas fortunas gigantescas passa longe da tributação tradicional e das regras do jogo comum, esse patrimônio promete ser transmitido intacto, formando uma nova e duradoura aristocracia financeira global.

Seja como for, com o primeiro trilionário da história coroado e os super-ricos quebrando a barreira dos US$ 20 trilhões, a economia opera sob uma nova lógica

Perfuração na Foz do Amazonas deve levar o dobro do tempo previsto, Eixos

 A Petrobras comunicou ao Ibama que prevê concluir a primeira perfuração em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas até 7 de agosto. (BNamericas)

  • Caso a projeção se confirme, a campanha do poço exploratório Morpho vai durar dez meses, o dobro dos cinco meses previstos inicialmente.  
No momento, a companhia está a mil metros do objetivo do poço, iniciando a sexta fase da perfuração, disse a presidente da estatal, Magda Chambriard, a jornalistas na noite de quinta-feira (11/6).
  • “Perfurar na Guiana até de cabeça pra baixo a gente faz, agora quero ver perfurar na Foz do Amazonas, com a correnteza atrapalhando”, disse no evento de lançamento da Seleção Petrobras de Jornalismo, no Rio.  
Parte do atraso se deve a um incidente no começo de janeiro, quando a estatal precisou interromper a atividade por mais de um mês, após o vazamento de 18.440 litros de fluido de perfuração. A previsão inicial da estatal era que o custo desse poço na costa do Amapá ficaria em R$ 842,4 milhões
  • Entretanto, o atraso — e a multa decorrente do incidente — podem encarecer o projeto.  
Grande aposta da Petrobras para a reposição de reservas de petróleo nos próximos anos, a exploração na Bacia da Foz do Amazonas teve início em outubro de 2025, depois de um controverso processo de licenciamento ambiental
  • A estatal demorou mais de cinco anos para conseguir a autorização do Ibama para a atividade e teve, inclusive, o primeiro pedido de licenciamento negado, em 2023, o que demandou aprimoramentos no processo. 
  • A área ambiental do governo é contra a abertura da nova fronteira exploratória na Margem Equatorial. 
  • O presidente Lula (PT), no entanto, defende a exploração na região: “Nós vamos ocupar. Vamos explorar petróleo com a maior responsabilidade”, afirmou ao citar a Margem Equatorial em evento na Refinaria de Paulínia (Replan), em maio.