terça-feira, 9 de junho de 2026

'Gap educacional' levou governo Lula a bloquear Kalshi, afirma brasileira que fundou a empresa, FSP

 Pedro S. Teixeira

Rio de Janeiro

A Kalshi espera reverter a decisão do governo brasileiro de proibir a operação dos chamados mercados preditivos no país, segundo a sua cofundadora, a brasileira Luana Lopes Lara, 29. "Vamos tentar explicar o que a gente faz, porque foi mais um gap educacional do que qualquer outra coisa."

No fim de abril, a Fazenda determinou o bloqueio de sites como a Kalshi, que fazem parte do chamado mercado de previsão. Essas empresas ofertam apostas sobre eleições, jogos, reality shows e celebridades. O entendimento foi de que elas oferecem prognósticos esportivos sem respeitar as regras impostas às bets, como o pagamento de uma licença de R$ 30 milhões e regras contra lavagem de dinheiro.

"A Kalshi não ganha dinheiro quando as pessoas perdem —essa é uma diferença muito grande", disse Luana em entrevista à Folha durante o dia de abertura do evento de tecnologia Web Summit no Rio de Janeiro.

Mulher loira sentada em cadeira cinza, vestindo blusa clara e calça escura, gesticulando durante fala. Fundo com painéis iluminados em tons de verde e roxo.
Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi, durante o Web Summit Rio 2026 - Shauna Clinton/Web Summit/Divulgação

A empresária, que vive nos EUA desde que foi estudar no MIT (Massachusetts Institute of Technology), afirmou que sua empresa cobra uma taxa de corretagem. "Se as pessoas perderem tudo, é ruim para a gente. Precisamos que as pessoas comprem mais."

"Vai ser mais rápido do que foi nos Estados Unidos, onde trabalhamos desde 2019", disse ela sobre a vitória judicial de 2024 que permitiu à companhia vender contratos sobre as eleições que levaram Donald Trump à presidência americana. A decisão impulsionou o valor da Kalshi a US$ 22 bilhões e fez de Luana a mulher mais jovem a conquistar o primeiro US$ 1 bilhão de patrimônio.

Questionada sobre a possibilidade de processar o governo brasileiro, ela desconversa. "A gente quer trabalhar de uma forma construtiva", afirmou.

Como funciona o modelo de negócios da Kalshi e de onde vem a receita da empresa?
Ganhamos dinheiro quando uma pessoa quer comprar um contrato —por exemplo, apostando em um resultado "sim" ou "não"— e outra pessoa, na contraparte, deseja vendê-lo. Retiramos uma taxa de corretagem sobre essa transação. Somando o valor investido pelas duas partes, cobramos uma taxa de aproximadamente 1%, ou um pouco menos. É a mesma mecânica de monetização utilizada pelas Bolsas de valores e pelos mercados de futuros tradicionais.

Quando a Kalshi apresentou sua proposta inicial à CFTC [agência reguladora de derivativos nos EUA], o projeto foi rejeitado sob a alegação de se tratar de jogo de azar. Como a empresa reverteu isso?
Não somos uma casa de apostas. Os usuários não jogam contra a Kalshi. A empresa não lucra quando o cliente perde. Em um cassino ou casa de apostas tradicional, o lucro vem do prejuízo dos participantes. O incentivo deles é que os vencedores parem e os perdedores continuem jogando. Nós operamos como o mercado de ações. Queremos que os usuários ganhem, evoluam e operem mais.

Críticos apontam em consultas públicas da CFTC que eventos de entretenimento ou esportivos não seguem um racional econômico por envolverem critérios imponderáveis.
Discordamos veementemente. É diante de riscos imponderáveis e incontroláveis que o acesso a mecanismos de proteção se faz mais necessário. Quando alguém contrata um seguro residencial contra alagamentos, não há como prever com exatidão quando ou se o evento ocorrerá; ainda assim, a proteção é indispensável.

De que forma setores não estritamente financeiros se enquadram nisso?
O prefeito de Nova York, cidade onde resido, declarou que a chegada dos New York Knicks às finais da NBA gerou um impacto de US$ 220 milhões na economia local. Inúmeros bares e comércios precisam se proteger financeiramente contra as oscilações decorrentes de uma série eliminatória de até sete jogos. É uma indústria imensa que necessita de mecanismos eficientes de gestão de risco.

Obter o direito na Justiça americana de comercializar contratos sobre disputas eleitorais mudou o patamar da companhia?
Há uma Kalshi antes e outra depois dessa decisão. Os mercados eleitorais são os mais importantes dentro do segmento preditivo, é notoriamente difícil obter dados confiáveis sobre tendências de votação.

Cerca de 70% dos usuários que acessam a Kalshi não realizam operações financeiras; eles buscam a plataforma como fonte de informação para entender tendências futuras. Esse ganho informacional atraiu a atenção da mídia internacional e do setor financeiro, alavancando investimentos.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) restringiu a liquidação de contratos futuros a eventos diretamente ligados a indicadores macroeconômicos. A Kalshi planeja trabalhar para reverter essa decisão?
Estamos trabalhando com o governo. Os mercados preditivos são inevitáveis, eles estão crescendo muito. É muito importante para a gente continuar fazendo coisas do jeito legalizado e regulado. Vamos trabalhar com o governo para tentar explicar o que a gente faz, porque eu acho que é mais um gap educacional do que qualquer outra coisa. Nos Estados Unidos, a gente começou a trabalhar com governo em 2019. Passamos muitos anos explicando o que a gente faz.

Os planos de abrir uma operação local no Brasil permanecem ativos mesmo após a restrição regulatória do CMN?
Sim, os planos continuam. É uma questão de cronograma, priorização e conformidade regulatória. Sendo brasileira, considero primordial trazer a operação para o país; não faria sentido expandirmos globalmente e nos ausentarmos do mercado brasileiro. Acredito que a maturação regulatória por aqui será mais rápida do que os quatro anos exigidos nos Estados Unidos.

Acionar a Justiça brasileira, nos moldes do litígio ocorrido nos EUA, está no horizonte da empresa?
Não há definição sobre isso. Nosso foco está em chegar a uma relação construtiva com as autoridades brasileiras.

Dados de mercado apontam que cerca de 70% dos usuários que depositam em plataformas preditivas registram perdas financeiras. Esse índice gera preocupação interna quanto ao endividamento das pessoas?
É preciso contextualizar esse número. Em mercados tradicionais de opções, futuros e operações de day trading no varejo financeiro, o índice de investidores que perdem dinheiro frequentemente ultrapassa a marca de 90%. Como os mercados preditivos operam com lógica mais intuitiva, a taxa de sinistralidade tende a ser menor do que no mercado de ações de curto prazo.

A Kalshi opera sob regime de margem total: o usuário só pode perder o montante que previamente depositou na conta. Implementamos travas de segurança rigorosas, como limites de depósito programáveis e a suspensão de determinados mercados. Se detectamos perdas recorrentes, exigimos comprovação de capacidade financeira.

Episódios de suposto uso de informação privilegiada por agentes públicos repercutiram na imprensa internacional. A Kalshi possui estrutura tecnológica suficiente para monitorar e coibir manipulações em escala global?
O caso divulgado envolvendo um militar norte-americano ocorreu na Polymarket, uma plataforma que opera sem regulação nos EUA. A Kalshi é uma instituição regulada.

Por sermos regulados, a prática de manipulação ou "insider trading" constitui crime federal. Casos suspeitos são reportados ao Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) para persecução penal.

Nossos sistemas barram preventivamente usuários com conflitos de interesse evidentes: atletas profissionais são bloqueados de mercados esportivos correlatos, e quadros do Partido Democrata ou Republicano não podem transacionar contratos eleitorais específicos.

Existem limites nos temas dos contratos criados na plataforma ou qualquer assunto do mundo real pode ser precificado?
Existem restrições severas. Não autorizamos a abertura de mercados vinculados a guerras, assassinatos, atos terroristas ou qualquer atividade de natureza imoral. Embora eventos violentos gerem impactos em ações de grandes companhias cotadas em Bolsa, estabelecemos uma linha ética intransigível: a plataforma não deve gerar incentivos financeiros diretos para a ocorrência de tragédias.

Sua participação na Kalshi a alçou à posição de mulher mais jovem a conquistar o primeiro US$ 1 bilhão. Existe espaço para fazer esse pedaço da empresa valer mais?
Estamos pensando em como a gente chegará a uma empresa entre US$ 100 bilhões e US$ 1 trilhão. A gente quer fazer essa empresa ficar o maior possível.

Houve nas redes sociais quem dissesse que seu sucesso se devia a sua origem familiar e acesso a recursos. Isso bastou ou precisou de trabalho duro?
Eu tive muita sorte com tudo que eu fiz e muito apoio da minha família, dos meus professores, muito apoio de muita gente para chegar onde eu cheguei. Mas eu trabalhei muito duro e estudei muito. Eu fico no escritório de 14 a 16 horas por dia. São sempre os dois lados. E eu continuarei trabalhando para chegar aos US$ 100 bilhões.


RAIO-X - LUANA LOPES LARA, 29

É fundadora da Kalshi, uma plataforma financeira que permite apostar em qualquer coisa. Egressa do MIT, foi bailarina da Escola de Teatro Bolshoi, em Joinville (SC).

João Pereira Coutinho - Aqui estão propostas para tornar o futebol menos chato e mais perturbador, FSP

 Futebol é chato? Estranha pergunta essa, às vésperas de uma Copa do Mundo. Mas a revista The Economist tem alguma razão: às vezes, é. Não seria melhor introduzir algumas mudanças para tornar o jogo mais excitante?

A revista propõe algumas. E algumas são boas. Vendar os jogadores antes do escanteio, por exemplo. Escolher um torcedor da arquibancada para jogar pelo seu time durante 10 minutos. Permitir duas bolas em campo por curtos períodos.

Ou, então, a minha favorita: ir retirando do goleiro as partes do corpo que ele pode usar para defender o gol à medida que o tempo passa. Se a partida vai para a prorrogação, só lhe sobra o rosto.

O jogo ficaria mais divertido, admito. Mas, para almas mais metafísicas, ficaria mais relevante? Mais perturbador? Não creio.

Era o italiano Arrigo Sacchi quem dizia: "O futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes da vida". É pouco ambicioso. Minhas propostas para melhorar o jogo, que defendo há vários anos, vão no sentido de tornar o futebol a coisa mais importante entre as coisas mais importantes.

Aliás, aqui entre nós, cheguei a compartilhar as minhas inovações com um antigo técnico da seleção portuguesa. O homem me ouviu em silêncio e, visivelmente perturbado, afastou-se sem dizer uma palavra.

Ainda hoje não sei se ficou bem ou mal impressionado. O leitor que decida:

Esfinge ocupando o lugar do goleiro, diante do gol
Angelo Abu/Folhapress

1ª inovação – O impedimento moral

Todos conhecemos o impedimento tático. Deveria existir o moral: o gol é anulado se o atacante, podendo resolver a jogada com dignidade, escolhe uma opção que torna o futebol espiritualmente pior.

Dou exemplos: marcar o gol de rebote; humilhar o adversário com paradinhas ou provocações; aproveitar de forma indevida o esforço de outro colega, tocando na bola quando já não é preciso.

Em resumo: não basta marcar o gol; é preciso merecê-lo.

2ª inovação – O inimigo interno

Antes do jogo, um jogador de cada time é sorteado em segredo. Durante a partida, a qualquer momento, ouve-se um sinal sonoro. Nesse instante, os dois jogadores sorteados se revelam, trocam de camisa e passam a jogar pelo time adversário até o apito final.

O infiltrado tem de jogar lealmente pelo seu novo time. Se não o fizer, optando pela sabotagem, simulação de incompetência ou excesso de nacionalismo, seu time de origem será punido com um gol a cada 15 minutos, até que o jogador compreenda que a traição também exige profissionalismo.

3ª inovação – O Rubicão

Sempre que um jogador em posse de bola cruza a linha do meio-campo, o seu time fica proibido de recuar a bola para o seu próprio campo durante aquele lance. A travessia implica compromisso ofensivo irrevogável.

Se a bola voltar para trás, o árbitro assinala infração por recuo desonroso.

4ª inovação – O goleiro esfíngico

Antes do pênalti, o goleiro se aproxima do cobrador e lhe sussurra uma adivinha, um paradoxo ou um problema metafísico. O cobrador tem cinco minutos para resolver, sem ajuda externa. Só então pode bater.

Se não souber, pode cobrar mesmo assim, mas será obrigado a indicar ao goleiro o lado para onde vai chutar.

Moral da história? Quando você não usa a cabeça, só lhe resta a força.

5ª inovação – Interregno, ou "cláusula Hobbes"

Uma vez por jogo, durante 10 minutos, o árbitro é obrigado a deixar o campo. O jogo continua normalmente, mas sem árbitro.

As regras continuam a existir, mas dependem exclusivamente da vontade dos jogadores: as faltas só existem se o jogador que as cometeu admitir; o impedimento passa a depender da consciência do atacante; a posse da bola no arremesso lateral depende do acordo entre os times; etc.

Caberá aos jogadores, sem o árbitro, optar pela cooperação ou pela anarquia.

6ª inovação – O eterno retorno

O futebol deve aceitar o recurso desesperado contra o destino. Cada time que sofre um gol pode, uma vez por jogo, invocar o Eterno Retorno. O lance que originou o gol é então repetido desde o momento da recuperação de bola, do passe decisivo ou de outro ponto fixado pelo VAR metafísico. Todos os jogadores devem estar nas mesmas posições do lance original.

Se o time atacante não voltar a marcar, o primeiro gol é anulado. Se voltar a marcar, o gol vale por dois.

7ª inovação – Festejos estoicos

O gol será anulado sempre que o atacante o festeje.

Inteligência de dados antecipa falta de água no campo, Revista Pesquisa Fapesp

 Roseli Andrion | Pesquisa para Inovação – Antes mesmo de o sol nascer, o produtor enfrenta um dilema desgastante: a lavoura clama por água, mas a decisão de acionar o sistema exige um sacrifício. Ele precisa percorrer quilômetros até a casa de bombas, sem qualquer garantia de que o rio terá vazão suficiente para sustentar a operação. É uma jornada cega e solitária, em que o risco de descobrir, tarde demais, que o manancial não suportará a demanda, é uma realidade que consome tempo e recursos preciosos.

A solução identificada pela startup paulista Spectrum, apoiada pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, para auxliliar os produtores agrícolas a enfrentar situações como essa foi expandir a aplicação de uma plataforma de internet das coisas (IoT), batizada PalmaFlex, que lançou em 2019 para monitorar a umidade do solo. O sistema foi desenvolvido sob o comando de Adilson Chinatto e Cynthia Junqueira, engenheira eletricista com mestrado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A premissa do novo sistema, batizado de PalmaFlex Total, é transformar medições dispersas em informações práticas. A tecnologia combina sensores instalados no solo, comunicação de dados de longo alcance via rádio — capaz de cobrir áreas de até 3 mil hectares — e modelos de inteligência artificial para estimar a disponibilidade hídrica. Trata-se de uma solução robusta, de baixo custo de manutenção e alta conectividade em áreas remotas.

A plataforma ainda permite monitorar variáveis como vento, radiação solar e temperatura, além de detectar falhas em motores.

Foco no manancial

Mananciais são fontes naturais de água, como córregos, riachos e rios. Em grandes propriedades produtoras de grãos, o ponto de captação geralmente é um afluente de menor volume, que perde vazão rapidamente em meses de estiagem — variando conforme o regime pluviométrico.

A maioria das grandes fazendas utiliza o pivô central, sistema que exige pressão constante na bomba para irrigar grandes áreas circulares. Quando a vazão é insuficiente, o equipamento não atinge a pressão mínima e pode desligar automaticamente. “Isso é mais que desperdício de tempo: uma irrigação irregular prejudica o desenvolvimento da lavoura”, explica Chinatto. Em culturas como soja e milho, falhas em momentos críticos podem comprometer a safra inteira.

Com a ferramenta da Spectrum, o profisisonal responsável pela decisão de irrigação obtém uma previsão da vazão. A plataforma indica se há água suficiente para operar o sistema ou se é preferível aguardar, considerando, por exemplo, a previsão de chuvas nas cabeceiras da bacia.

Essa capacidade preditiva influencia decisões estratégicas, como o momento ideal para ligar os pivôs, a viabilidade de investir em novos reservatórios, o ajuste na janela de plantio ou a escolha por culturas menos dependentes de irrigação. “É uma estratégia baseada em dados, semelhante à que produtores já utilizam para chuvas”, destaca Junqueira.

A segunda função da tecnologia consiste na análise de dados públicos de pluviometria da bacia hidrográfica a montante (região superior da bacia, responsável por abastecer o rio), cruzados com imagens de satélite e previsões meteorológicas. Como essa área elevada dita o fluxo, o volume de chuvas registrado nela impacta diretamente a vazão a jusante — o trecho do rio onde se localiza o sistema de captação — com dias de antecedência..

Com base nisso, o sistema oferece previsibilidade de até 16 dias, permitindo que o produtor programe a irrigação com precisão. A expectativa é ampliar esse horizonte conforme os modelos evoluem.

Esse conjunto de informações permite calcular o balanço hídrico — a diferença entre a água que entra (chuvas/irrigação) e a que sai (evapotranspiração) —, essencial para determinar o manejo preciso das culturas.

Resultados reais

Junqueira destaca ainda o valor da ferramenta para a renovação da outorga — autorização governamental de uso da água, renovada a cada cinco anos. Dados históricos de vazão registrados no PalmaFlex Total fornecem evidências fundamentais para negociações sobre a disponibilidade hídrica real da propriedade.

Além disso, os dados ajudam a qualificar a imagem da agricultura irrigada. Embora o setor seja frequentemente visto como responsável pelo esgotamento hídrico, fazendas com práticas conservacionistas podem, na verdade, aumentar a infiltração e a recarga dos mananciais. “Existem propriedades que, graças a essas técnicas, agem como geradoras de água”, diz Chinatto. A plataforma permite documentar esse fenômeno, abrindo caminho para pleitear bonificações ambientais.

Expansão acelerada

“O potencial é vasto, especialmente diante das mudanças climáticas”, avalia Chinatto. A distribuição das chuvas tornou-se mais irregular, com secas prolongadas intercaladas por eventos extremos.

O projeto também aponta para aplicações urbanas: a mesma lógica pode ser usada pela Defesa Civil para monitorar pequenos rios que cortam cidades, antecipando enchentes e emitindo alertas precoces. Assim, uma tecnologia desenvolvida para garantir a segurança alimentar no campo prepara-se para proteger também as áreas urbanas.