terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Lula sanciona lei com pagamento retroativo para servidores de benefícios suspensos na pandemia, FSP

 

Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que autoriza o pagamento de benefícios retroativos para servidores públicos que haviam sido suspensos durante a pandemia da Covid-19, em texto publicado no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (13).

A lei permite que estados e municípios façam o pagamento de retroativos de anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e outros benefícios dados a servidores públicos que haviam sido suspensos durante a crise sanitária. A recomposição só poderá ocorrer se houver disponibilidade no orçamento e após aprovação na LDO dos entes federados.

Homem idoso com cabelo e barba grisalhos veste terno azul escuro, camisa branca e gravata vermelha, sorrindo e fazendo gesto com o braço direito estendido à frente. Fundo colorido com formas abstratas em vermelho, amarelo e azul.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira/Folhapress

A medida é uma resposta ao congelamento de benefícios para servidores que ocorreu entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021, que era uma condição da ajuda financeiro do governo federal aos estados e municípios durante a pandemia.

A injeção de R$ 60 milhões no caixa de estados e municípios, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dependia da suspensão de reajustes e outros atos que pudessem gerar aumento de despesas com pessoal, incluindo os benefícios para servidores.

Na época, a medida também proibiu que estados e municípios usassem o período entre maio de 2020 e dezembro de 2021 para dar adicionais por tempo de serviço, como anuênios, quinquênios, entre outros. Esses benefícios existem sobretudo nos estados e municípios, de modo a permitir aumentos salariais para servidores que atuam na administração pública há mais tempo.

A lei sancionada nesta semana permite que o pagamento desses valores atrasados. Em ano eleitoral, a medida apresenta uma vantagem para governos estaduais.

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O projeto de lei havia sido aprovado no Congresso no fim de 2025, após uma série de outras propostas terem sido apresentadas desde que o congelamento dos benefícios havia sido suspenso, ainda durante a pandemia.

Segundo o governo, a busca corrigir os impactos dessas restrições e devolver aos entes federativos a autonomia para decidir sobre o tema.

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