domingo, 18 de janeiro de 2026

Fábricas de fertilizantes na Bahia e Sergipe entram em operação, EIXOS

 

Fábrica de fertilizantes nitrogenados da Petrobras (Foto Agência Petrobras)
Fábrica de fertilizantes nitrogenados da Petrobras (Foto Agência Petrobras)

As fábricas de fertilizantes nitrogenados (Fafen) da Petrobras na Bahia e Sergipe entraram em operação neste início de ano.

A unidade baiana teve a manutenção concluída em dezembro de 2025 e está em fase de comissionamento de partida, com expectativa de início da produção de ureia até o fim de janeiro.

No caso de Sergipe, a planta vinha produzindo amônia desde 31 de dezembro e começou a fabricar ureia em 3 de janeiro.

Juntas, as duas Fafen vão produzir amônia, ureia e Arla 32 (agente redutor líquido automotivo), com investimentos iniciais de R$ 38 milhões em cada uma.

A Petrobras estima que a retomada das unidades gerou 1.350 empregos diretos e 4.050 indiretos.

Localizada no município de Laranjeiras, a fábrica de Sergipe tem capacidade para produzir 1.800 toneladas por dia de ureia, equivalente a 7% do mercado nacional.

Na Bahia, a unidade de Camaçari pode produzir 1.300 toneladas por dia. A operação da Fafen-BA contempla também os Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, na cidade Candeias.

Para assegurar o fornecimento de gás natural e viabilizar a continuidade da retomada, a Petrobras e a Bahiagás formalizaram um contrato, em dezembro, para movimentação de gás canalizado destinado à Fafen-BA. O acordo vai movimentar 1,2 milhão de m³/dia de gás por meio de gasodutos.

“As duas FAFENs, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A (ANSA), instalada no Paraná, responderão por 20% de toda a demanda de ureia do Brasil. A nossa expectativa é elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, com uma nova planta em construção no Mato Grosso do Sul”, projeta o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.

Os insumos produzidos têm aplicação para o agronegócio, com o uso da ureia como fertilizante e na alimentação de ruminantes, podendo também atender às indústrias têxtil, de tintas e de papel e celulose.

O Arla 32 tem a função de reduzir as emissões no setor de transportes.

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