O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que já iniciou as discussões com a Assembleia Legislativa (Alesp) sobre a reforma administrativa que pode atingir mais de 1,2 milhão de servidores públicos.

Em evento promovido pelo gurpo Esfera Brasil, em SP, Freitas ressaltou que a reforma administrativa vai ajudar a financiar a proposta de aumento salarial para os profissionais da Segurança Pública.

O projeto de lei enviado pelo governador Tarcísio começou a ser discutido na Reunião Conjunta das Comissões de Constituição, Justiça e Redação, de Finanças, Orçamento e Planejamento, e de Administração Pública e Relações do Trabalho e teve relatório aprovado mentendo o texto original.

O PL que reajusta o salário de policiais civis e militares do Estado de São Paulo entrou na pauta da Alesp nesta quarta-feira, 17.

Segundo o governador, o principal objetivo da reforma é reduzir o número de cargos na máquina pública, que segundo ele está repleta de "puxadinhos" herdados do governo do PSDB. Segundo Tarcísio, a proposta ainda não foi enviada à Alesp, mas membros do governo e parlamentares já estão discutindo as premissas da reforma.

"Não dá para um estado ter 120 cargos diferentes. Vamos equalizar isso. Vai cair de 120 para 18. Temos estruturas no estado de São Paulo que não precisam mais existir, e elas vão ser eliminadas. Nós temos programas que já não são mais efetivos, e eles vão sair de cena", declarou Tarcísio.

Reforma administrativa SP: como ela afeta os servidores?

Segundo levantamento do jornal Metrópoles, a reforma administrativa pode mudar quadros funcionais e atribuições de mais de 1,2 milhão de servidores públicos de São Paulo, com foco nas estruturas de comando as secretarias e autarquias estaduais.

Ainda em março, o secretário estadual da Casa Civil. Arthur Lima, explicou que a reforma administrativa de São Paulo deve ser realizada em duas etapas.

A primeira, prevista para o primeiro semestre, deve focar nos servidores comissionados. "Queremos valorizar os servidores, inclusive na questão da remuneração. A racionalização da estrutura de cargos permitirá que isso ocorra", ressaltou.

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A segunda parte do projeto deve sair no final do ano e atingir servidores efetivos, incluindo a aprovação de um novo Estatuto do Servidor Público Estadual. A versão atual do regulmamento é de 1968.