A produção média de petróleo e gás no Brasil alcançou o recorde de 4,344 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em 2023, uma alta de 11,69% em relação ao ano anterior. Os dados são do boletim mensal da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).
– O país produziu, em média, 3,402 milhões de barris por dia de óleo (bpd), aumento de 12,57% e 150 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, crescimento de 8,7%.
- O crescimento foi impulsionado pela entrada em operação de quatro FPSOs: Almirante Barroso, Anna Nery, Anita Garibaldi e Sepetiba.
- O pré-sal respondeu por 75,18% do total, com 3,304 milhões de boe/d.
- Tupi foi o campo com maior produção: 832 mil bpd
- O FPSO Guanabara, no campo de Mero, teve a maior produção: 226 mil bpd
Crescimento em 2024. A produção de óleo e gás deve continuar aumentando este ano, mas em ritmo menor, estima a S&P Global.
– O aumento será puxado pela entrada em produção do FPSO Marechal Duque de Caxias e o ramp up do FPSO Sepetiba, ambos no campo de Mero, bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.
- Os navios-plataforma têm capacidade de produzir 180 mil bpd de óleo e comprimir até 12 milhões de m³/d de gás.
Declínio em 2027. Se não houver novas descobertas e forem encontradas mais reservas, a expectativa é que o declínio na produção nacional de óleo e gás offshore comece em 2027, segundo a ANP.
- Em entrevista à epbr na última offshore week, o diretor-geral da agência, Rodolfo Saboia, afirmou que é preciso acelerar a exploração offshore no país.
- Ele destacou que a produção offshore continuará a crescer no médio prazo, com a entrada em operação de 20 novas unidades de produção entre 2023 e 2027, mas começa a cair ao fim desse período.
- "Se nada fizermos, chegará o dia em que seremos importadores de petróleo, e não exportadores”, disse Saboia.
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