Aumentar a taxa global do uso de eletricidade como energia limpa no lugar de combustíveis fósseis de cerca de 20% para 35% até 2035. Reduzir pela metade o crescimento da geração de resíduos no mesmo período. E elevar para pelo menos 15% o índice global de uso de materiais circulares. Essas são as principais metas que serão debatidas e apresentadas durante o 2º Fórum de Economia Circular, evento que será realizado em São Paulo na próxima semana.
As propostas deverão ser discutidas também na COP31, a cúpula climática da ONU que ocorrerá neste ano na Austrália e na Turquia. A ideia é que esses indicadores norteiem ações e políticas públicas de governos, empresas e organizações internacionais.
No Brasil, apenas 1,3% dos materiais consumidos internamente são reutilizados, enquanto a média global é de 6,9% de reaproveitamento. O dado é do relatório Circularity Gap Report, produzido pela organização internacional Circular Economy e pela consultoria Deloitte.
"Ou a gente muda essa realidade ou os impactos da crise climática continuarão se tornando mais frequentes e severos, como os vendavais que deixaram cinco mortos nesta semana em São Paulo e no Rio de Janeiro", diz o diretor-executivo do Movimento Circular, Vinicius Saraceni, organizador do 2º Fórum.
"A pauta dos resíduos sólidos, do desperdício zero e da economia circular já foi incluída como prioridade da COP 31. Agora serão definidas as metas que servirão de guia para orientar as ações", acrescenta ele.
O evento terá a participação de especialistas como Carlos Silva Filho, único brasileiro integrante do Conselho Consultivo do Secretário-Geral da ONU para resíduos sólidos e economia circular.

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