terça-feira, 7 de julho de 2026

Flávio diz nos EUA que tarifas ajudariam Lula e que agora é o 'pior momento' para adotá-las, FSP

 Isabella Menon

Washington

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (7) em audiência nos Estados Unidos que a adoção de uma tarifa sobre os produtos brasileiros beneficiaria o presidente Lula (PT), seu rival na disputa eleitoral deste ano, e que agora seria "o pior momento" para implantá-la.

O senador também citou o caso Master, sem mencionar o seu elo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que gerou desgaste para Flávio e vantagem para o petista em pesquisas de intenção de voto. Ele afirmou ainda que um novo tarifaço poderia aproximar o Brasil da China e defendeu o Pix.

O pré-candidato à Presidência foi à audiência promovida pelo USTR (Escritório de Comércio dos EUA) junto com o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado por coação a autoridades no STF (Supremo Tribunal Federal) e cassado pela Câmara dos Deputados.

Três pessoas sentadas lado a lado em mesa de reunião, com microfones e pastas à frente. O homem à esquerda veste terno azul e gravata clara, o homem ao centro veste terno cinza e gravata azul, e a mulher à direita veste blazer preto e blusa clara. Ao fundo, outras pessoas estão sentadas e algumas em pé, em ambiente de sala de conferências.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em comissão que discute as taxações nos EUA - Fernando Pessoa/Divulgação Flávio Bolsonaro

Depois do depoimento, Flávio disse em fala rápida com a imprensa querer o cancelamento da taxação prevista a produtos brasileiros, não o adiamento —ao contrário do que declarou em documento enviado ao USTR há cinco dias.

No texto, ele afirmou que medidas econômicas de grande porte às vésperas da eleição podem ser vistas como "uma tentativa de influenciar o resultado" e que "adiar a implementação até depois das eleições elimina essa caracterização".

O USTR investiga o Brasil por supostas práticas desleais sob a Seção 301 desde julho do ano passado.

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