quarta-feira, 8 de março de 2023

SXSW: Maior festival de inovação e criatividade do mundo, bate recorde de brasileiros, OESP

 Esta semana começa o maior festival de inovação e criatividade do planeta, que acontece há mais de 32 anos em Austin, Texas. O SXSW (South by Southwest®), que é dividido entre suas vertentes de Educação, Tecnológica, Filme, Música e Comédia, já era o queridinho da comunidade criativa e inovadora brasileira, sempre compondo uma das maiores delegações internacionais.

A novidade este ano é que, além de um patrocinador brasileiro de peso, o Itaú, teremos um recorde de brasileiros no evento. Já são mais de 1.900 pessoas inscritas. O Itaú promete traduzir para portugues e espanhol as sessões dos principais palestrantes para tornar o festival mais inclusivo, ainda que uma viagem internacional seja uma barreira gigante para a maioria.

Com mais de 2.000 sessões, ativações e showcases distribuídos em 25 trilhas que vão de Cannabis, 2050, Climate Change, Civic Engagement, Brand experience, Markets & Economies, Health & MedTech, Music & Tech. O SXSW tem tudo para gerar FOMO (Fear Of Missing Out, "Medo de Perder Algo", em tradução literal) nos mais novatos ou JOMO (Joy of Missing Out, "Alegria de Perder Algo", em tradução literal) para os mais veteranos. Os que já participaram antes sabem da importância de se conectar com pessoas dos mais diferentes países e áreas e, tudo bem perder algo.

De qualquer forma, é bonito ver o Brasil se destacando não só como audiência, mas também no palco do festival. Várias empresas e empreendedores estarão por lá e fico ainda mais orgulhosa de fazer parte deste movimento, desde 2018. Estamos ampliando a participação das marcas e especialistas brasileiros no SXSW. Mais do que consumidores de conteúdo, temos que ser criadores do futuro.

Nos próximos dias, abrirei espaço neste blog para outras pessoas, especialmente mulheres, trazerem sua perspectiva e insights do festival, direto de Austin.

Se Uber for embora do Brasil o problema é da Uber, não nosso, diz Marinho, OESP

 Brasília - Após dizer que foi muito atacado pela imprensa por causa de sua fala sobre aplicativos de transporte, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, voltou a defender a regulamentação da atividade no Brasil durante almoço com empresários e parlamentares da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), realizado em Brasília. “Se a plataforma Uber for embora do Brasil é problema da Uber, não nosso. Mas não fiquem preocupados porque [a empresa] não vai embora”, afirmou.

Marinho enfatizou que o Brasil é o mercado número um da empresa em todo o mundo, ainda que a companhia alegue não ser o país com mais rentabilidade. “Ninguém vai embora, e a gente não quer que vá, mas a gente quer a valorização do trabalho”, destacou.

De acordo com o ministro, é preciso ter regras e controles, para não haver, por exemplo, excesso de jornada de trabalho, que, muitas vezes, conforme Marinho, estão na origem de acidentes de trânsito, aumentando o peso financeiro para os contribuintes. “Não tem nada de agressivo nisso. É a civilidade sendo praticada”, defendeu.

Luiz Marinho foi prefeito de São Bernardo do Campo (SP) e é integrante do PT
Luiz Marinho foi prefeito de São Bernardo do Campo (SP) e é integrante do PT  Foto: WILTON JUNIOR / ESTADÃO

Conforme o ex-sindicalista, um motorista de aplicativo não pode se considerar um empreendedor. “O empreendedor determina suas regras, e a única coisa que o motorista determina é a sua jornada de trabalho, mas não tarifas e outras coisas”, argumentou, acrescentando que o formato de proteção social é o “menor dos problemas”. “É possível encontrar, inclusive, um formato híbrido, mas vamos precisar muito de vocês [empresários e parlamentares] nesse processo que queremos contribuir rapidamente.”

Haddad vai resolver compensação de perdas dos Estados com ICMS em até 10 dias, diz governador do RJ, OESP

 BRASÍLIA – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou nesta terça-feira, 7, que o ministro Fernando Haddad vai resolver em até 10 dias a questão da compensação das perdas de ICMS enfrentadas pelos Estados. A pauta sobre a adesão do Rio ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) deve ser tratada depois.

“Regime (RRF) do Rio foi assinado uma semana antes da sanção das leis 194 e 192. Naquele momento a nossa realidade de arrecadação era um, por isso o plano foi aprovado, e assim que entra em vigor a 194 e 192 ela muda nossa base de arrecadação, o que muda toda perspectiva do plano de pagamento”, disse Castro à imprensa após se reunir com Haddad na sede do Ministério da Fazenda, em Brasília.

O governador do Rio faz referências às leis complementares 192 e 194, aprovadas no ano passado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A primeira diz respeito à uniformidade, em todo território nacional, das alíquotas do ICMS sobre combustíveis, e a segunda limita a cobrança do ICMS sobre bens essenciais a um teto máximo entre 17% e 18%.

Ambas legislações impuseram perdas de arrecadação aos entes federativos, que têm tentando negociar uma forma de compensação junto à União. O Comitê dos Secretários de Fazenda (Comsefaz) mantém diálogo com Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para compensar os cofres públicos estaduais.

A União e os Estados não chegaram, no entanto, a um valor de consenso, como mostrou o Broadcast Político. O governo federal propôs a possibilidade de compensar os Estados em R$ 22,5 bilhões. A proposta dos entes federativos era, no entanto, repor os valores perdidos integralmente, em um custo de R$ 45 bilhões. As conversas ainda estão em aberto.

Castro disse que propôs, junto ao Fórum dos Governadores, uma alíquota de 22% ou 23% do ICMS da gasolina e etanol como padrão em todo o Brasil
Castro disse que propôs, junto ao Fórum dos Governadores, uma alíquota de 22% ou 23% do ICMS da gasolina e etanol como padrão em todo o Brasil Foto: Danis Ferreira Netto/Estadão

O Rio estima, de acordo com o governador, uma perda de arrecadação com ICMS de R$ 5 bi em 2022 e de R$ 10 bi para 2023, envolvendo todas as mudanças impostas sobre a cobrança do tributo estadual, indo além dos combustíveis.

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Na pauta sobre a cobrança de gasolina e etanol, que hoje tem, por lei, um teto de até 17 ou 18%, Castro disse que propôs, junto ao Fórum dos Governadores, uma alíquota de 22% ou 23%, com padrão em todo o Brasil. “Já reporia perdas e não chegaria no valor absurdo que estava antes”, disse. Antes das legislação, a alíquota de ICMS sobre combustíveis no Rio chegava a 34%.