segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Será o fim da era de ouro das bets no futebol?, The News

 

(Imagem: Adriano Machado | Reuters)

Depois de dois anos dominando as camisas dos clubes brasileiros, as casas de apostas começaram a pisar no freio no futebol.

Em 2025, as bets injetaram mais de R$ 1 bilhão em patrocínios na Série A, ajudando a inflar o mercado. Dos 20 clubes do Brasileirão, 18 tinham uma casa de apostas como patrocinadora máster. Para se ter uma ideia:

  • Flamengo (Betano): R$ 268,5 milhões — o maior da história do país;

  • Corinthians (Esportes da Sorte): R$ 150 milhões;

  • São Paulo (Superbet): R$ 113 milhões;

  • Palmeiras (Sportingbet): R$ 100 milhões;

Só que agora o cenário tem mudado. Clubes como Bahia, Coritiba, Grêmio, Internacional, Santos e Vasco iniciaram a temporada sem parceiro principal — todos após o fim de contratos com empresas do setor.

O principal motivo é a nova regulamentação das apostas no Brasil. Desde janeiro de 2025, as empresas passaram a operar sob regras mais rígidas, incluindo tributação de 12% sobre a receita bruta.

Além disso, tramita no Congresso a Cide-Bets, que prevê uma cobrança adicional de 15% sobre depósitos feitos pelos apostadores — reduzindo a margem das empresas e, consequentemente, o investimento no futebol.

Apesar da retração no curto prazo, as bets devem continuar protagonistas no esporte — isso se o projeto que está no Senado que propõe restringir publicidade de casas de apostas nas camisas de clubes de futebol não for adiante.

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