Quem ganha mais? Vejam os últimos números do IR sobre as profissões no Brasil
Donos de Cartórios seguem no topo das maiores rendas do País, superando CEOs, advogados, juízes e engenheiros.
- Quem ganha mais no Brasil? Bancário ou cantor?
- Bancário.
- Bancário ou professor do ensino médio?
Para você
- Professor do ensino médio.
- Professor do ensino médio ou PM?
- PM.
- PM ou desenvolvedor de software?
- Desenvolvedor.
- Desenvolvedor de software ou dentista?
- Desenvolvedor.
- Desenvolvedor ou sociólogo?
- Sociólogo.
- Sociólogo ou agente de bolsa de valores?
- Sociólogo.
- Sociólogo ou jornalista?
- Jornalista.
- Jornalista ou professor de ensino superior?
- Professor de ensino superior.
- Professor de ensino superior ou militar?
- Professor de ensino superior.
- Professor de ensino superior ou advogado?
- Advogado.
- Advogado ou engenheiro?
- Engenheiro.
- Engenheiro ou motorista?
- Engenheiro.
- Engenheiro ou auditor fiscal?
- Auditor fiscal.
- Auditor fiscal ou escritor?
- Auditor fiscal.
- Auditor fiscal ou médico?
- Médico.
- Médico ou comandante de embarcação?
- Comandante de embarcação.
- Comandante de embarcação ou advogado do setor público?
- Comandante de embarcação.
- Comandante de embarcação ou parlamentar?
- Comandante de embarcação.
- Comandante de embarcação ou CEO?
- CEO.
- CEO ou MEI?
- CEO.
- CEO ou fazendeiro?
- CEO.
- CEO ou diplomata?
- CEO.
- CEO ou promotor?
- Promotor.
- Promotor ou cientista?
- Promotor.
- Promotor ou capitalista?
- Promotor.
- Promotor ou juiz?
- Juiz.
- Juiz ou atleta?
- Juiz.
- Juiz ou agrônomo?
- Juiz.
- Juiz ou ator?
- Juiz.
- Juiz ou dono de cartório?
- Dono de cartório.
- Dono de cartório ou apresentador?
- Dono de cartório.
- Dono de cartório ou dono de empresa?
- Dono de cartório.
Esses são os últimos dados que a gente tem da Receita Federal para as maiores rendas do Brasil por ocupação. E a gente tá brincando de fazer um ranking de profissões mais bem pagas no nosso País. Por mais um ano, os cartórios e os supersalários do setor público lideram o ranking de maiores pagamentos e de maiores rendimentos entre os declarantes do Imposto de Renda.
Mas cabem algumas ressalvas em relação a esse dado. A gente tá olhando para uma média de cada ocupação e tem algumas ocupações que são mais bem definidas e mais homogêneas do que outras, principalmente no serviço público. E tem muita gente que ganha bem e tá dispersa nesse tipo de dado em várias classificações, formando aí um grupo mais heterogêneo.
Quando a gente olha, por exemplo, o desenvolvedor de software, esse cara é pejotizado, pode ser que ele declare seu Imposto de Renda como desenvolvedor ou como profissional liberal ou como dono de empresa e essa informação acaba se perdendo.
Às vezes pode acontecer também de a gente ter um grupo muito numeroso em que os peixes pequenos acabam puxando a média para baixo, porque — de novo — ao fim e ao cabo a gente está falando aqui de médias. Olha, por exemplo, dirigente empresarial ou dono de empresa. Nesse tipo de dado, vai estar empresa grande e pequena e CEO, que vamos considerar uma média de dirigentes empresariais, independentemente do ramo em que ele atua, e isso é importante.

No caso de produtor agropecuário, que chamei no vídeo de fazendeiro, a gente vai estar misturando no mesmo balaio os pequenos produtores e grandes latifundiários. Então, é quase como se existisse um viés nessa comparação que resultasse por mostrar no topo profissões ou ocupações do setor público, porque de novo, elas tão discriminadas com maior nível de detalhe do que estão os dados da iniciativa privada.
A gente não tem, por exemplo, uma informação específica para produtor de soja ou para pecuarista ou para CEO do setor financeiro ou para CEO dos planos de saúde e assim vai.
Então, a gente precisa de um pouquinho de cuidado com esse tipo de comparação. Se a gente fosse fazer um ranking dos declarantes do Imposto de Renda, um ranking de pessoas, um ranking pessoal, a gente teria os mais ricos ou os que ganham mais no Brasil e não necessariamente a ocupação dessas pessoas seria titular de cartório ou juiz. Pode até ser que fosse o caso, mas a gente teria pessoas que, nessa comparação por ocupação, acabam misturadas com outras e a média acaba indo para baixo.
Os juízes, desembargadores e também os promotores, procuradores em boa parte dos Estados estão com rendimento mensal médio acima de R$ 80 mil.
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Já os donos de cartório, titulares de cartório em Estados como São Paulo e Rio de Janeiro têm renda acima de R$ 200 mil nesse último dado e é por isso que a média desse grupo é tão alta, mais alta do que CEO ou fazendeiro, comandante de embarcação que é uma ocupação bem posicionada no setor privado, enfim, e todas essas outras.
E aí? O que te chama atenção? O que você achou que era diferente? Quem são realmente os mais ricos do Brasil?


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