Por Alexandre Rocha (Broadcast)

A Porto investiu R$ 7 milhões na ampliação de sua empresa de reciclagem de veículos, a Renova Ecopeças, que espera aumentar o faturamento de R$ 70 milhões, em 2025, para R$ 80 milhões em 2026. A ideia, contudo, é chegar a um crescimento anual de 20% na receita. A companhia dobrou a área destinada à operação, na Vila Jaguara, zona oeste de São Paulo, para 9,5 mil m², e o espaço para armazenagem de peças, que agora comporta 40 mil itens. As novas instalações serão inauguradas oficialmente nesta terça-feira, 14.
O local passa a ter capacidade para desmontar 10 mil carros por ano, mas isso não vai ocorrer imediatamente. Em 2025, foram processadas 3,4 mil unidades, e a expectativa este ano é chegar a 4 mil veículos, segundo o diretor da Porto Serviço, responsável pela Renova Ecopeças, Daniel Morroni. O plano é aumentar conforme a demanda.
“De 2023 a 2025, nosso faturamento cresceu 70%. Nós conseguimos crescer de maneira orgânica, mas precisamos de demanda”, disse ele à Coluna. O executivo avalia que o maior volume e diversidade do estoque vão contribuir para o aumento da procura. Morroni acrescenta que a capacidade de vendas da empresa dobrou, por isso a expansão se tornou necessária. A comercialização das peças é feita por canais digitais e por uma loja física no local.
Peças são até 70% mais baratas
“O objetivo da Renova é tornar as peças originais mais acessíveis, reduzir o impacto ambiental, e também roubos e furtos”, afirmou. De acordo com ele, as peças usadas são de 60% a 70% mais baratas que as novas. A matéria-prima são carros batidos de “grande monta” que vêm majoritariamente da seguradora da Porto, mas também de compras, leilões e doações de empresas que querem fazer o descarte correto de seus veículos.
Para você
O carro é descontaminado, ou seja, são retirados todos os gases, óleos e combustível, depois é desmontado e as peças reutilizáveis são lavadas, fotografadas e colocadas à venda. Segundo Morroni, os itens são rastreáveis e têm garantia de 90 dias. Ele diz que geralmente 85% das peças são recuperáveis, e os 15% restantes, majoritariamente metais, são vendidos como sucata.
“O mercado de peças usadas ainda é pouco desenvolvido no Brasil”, declarou. Ele diz que o segmento responde por 1,5% a 2% do mercado, sendo que em países como Estados Unidos e Japão, chega a 95%. Para complementar a oferta, a Renova pretende abrir uma loja de produtos novos ao lado de suas instalações, para vender itens que não são reutilizáveis, como filtros e lubrificantes.
Morroni conta que 50% da clientela é composta por oficinas mecânicas e 50% por consumidores finais, que compram principalmente por meios eletrônicos, como no próprio site da empresa, em marketplaces e via WhatsApp. Ele informa ainda que 40% das vendas são feitas pelos canais digitais e 60% pessoalmente. A Renova foi fundada há 13 anos e conta com 110 colaboradores.
Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 14/04/2026, às 08:00




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