Uma operação logística multimodal que envolve a utilização de caminhões e trens reduziu as emissões de CO2 numa rota entre o Maranhão e São Paulo.
A operação envolvendo a Brado e a Alcoa tem a Ferrovia Norte-Sul como eixo principal e liga Davinópolis, no interior do Maranhão, a Sumaré, no interior paulista, numa viagem de 2.700 quilômetros.
Desde o início da fase de testes, em julho do ano passado, até agora foram feitas 13 viagens de trens, que transportaram 884 contêineres de lingotes de alumínio da Alcoa produzidos na Alumar, consórcio gerenciado pela empresa no Maranhão, para clientes paulistas. Os lingotes têm peso médio de 1,1 toneladas por unidade.
Só no segundo semestre do ano passado, a redução de emissões de CO2 pela empresa foi superior a 5.000 toneladas, quando comparada ao transporte exclusivamente por rodovias. Com a operação multimodal, 40% da carga de alumínio no trecho passou a ser feita por trens.
Segundo o CEO da Brado, Luciano Johnsson, a rota já vinha sendo estudada pelas empresas e começou a ser estruturada em janeiro de 2025. Após a fase inicial com nove viagens de testes, entrou em caráter permanente no mês passado.
A operação começa em São Luís e segue para Davinópolis, de onde percorre a Norte-Sul até Sumaré.
A adoção do sistema, de acordo com as empresas, propiciou ganhos importantes em sustentabilidade –com destaque para a redução das emissões, já que a ferrovia é mais eficiente do ponto de vista energético e ambiental do que as rodovias– e previsibilidade no fluxo logístico.
Conforme a Alcoa, a decisão de incorporar a ferrovia à operação está ligada à estratégia de tornar sua logística mais eficiente, segura e sustentável.
"A adoção de uma solução multimodal permite reduzir a dependência exclusiva do transporte rodoviário, trazendo mais previsibilidade operacional e menor exposição a riscos logísticos", diz a empresa.

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