Em momentos como o atual, em que a guerra no Oriente Médio pressiona os preços dos combustíveis, contar com outras alternativas além do petróleo pode ser uma carta na manga. O SAF, no entanto, ainda custa de quatro a oito vezes mais que o querosene fóssil, justamente por falta de escala de produção e necessidade de diversificar matérias-primas e rotas. A proposta da Unidade de Demonstração é ajudar a encontrar novas soluções energéticas. Rogerio Meneghetti, superintendente de Energias Renováveis na Itaipu Binacional, conta que a unidade já transformou mais de 720 toneladas de resíduos orgânicos em 480 mil km rodados em biometano — o equivalente a 12 voltas na Terra. E o plano é ir além. “O importante não é só fazer tratamento, gerar biometano, é toda a inovação que começou pelo biogás e, mais recentemente, com a unidade de hidrocarbonetos que inauguramos há um ano e meio”, diz. “Nessa reinauguração, queremos possibilitar uma integração maior dos nossos processos com o turismo, com a vinda de universitários e empresários, para ver o que estamos fazendo, mas também trazer tecnologias para serem testadas aqui”, completa Meneghetti. Hoje, a unidade produz 100 m3 por dia de biometano a partir da purificação do gás de resíduos, para abastecimento de veículos da frota interna. O combustível equivalente ao gás natural também é utilizado em uma planta de produção de hidrocarbonetos sintéticos. A partir da rota Fischer-Tropsch, o gás é convertido em líquido, dando origem ao bio-syncrude, o petróleo sintético. A unidade é capaz de gerar diariamente 6 kg de óleo que serve de matéria-prima para a produção de SAF e diesel sintético. * A jornalista viajou a convite e com despesas pagas por Itaipu Binacional |
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