O empresário Roberto Leme, conhecido como "Beto Louco", concordou em pagar R$ 1 bilhão em impostos devidos ao Estado de SP caso o acordo de delação premiada que propôs oficialmente ao MPSP (Ministério Público de São Paulo) seja aceito pelos promotores que comandam as investigações contra ele.
CAIXA CHEIO
Nos anexos já entregues ao MPSP, em que são rascunhados os termos da colaboração, ele se propôs a revelar inclusive a participação de servidores e magistrados do Estado no esquema bilionário de fraudes fiscais, sonegação e lavagem de dinheiro descobertos pela megaoperação Carbono Oculto no ano passado.
SOMA
Além da revelação, ele desembolsaria o dinheiro para pagar o que sonegou com as fraudes investigadas. Procurado, o advogado Guilherme San Juan, que representa o empresário, não se manifestou.
DIVISÃO
A proposta de colaboração de "Beto Louco" rachou o Ministério Público. A coluna apurou que promotores do interior do Estado se posicionam contra o acordo, e querem que ele seja vetado ainda nesta semana.
MARTELO
A expectativa é que o atual procurador-geral de Justiça (PGJ) do estado de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, bata o martelo sobre o assunto.
DE PERTO
Oliveira e Costa deve ser reconduzido nesta semana ao cargo pelo governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), depois de vencer as eleições internas do Ministério Público, realizadas no sábado (11).
DE LONGE
"Beto Louco", que tentou também negociar delação premiada na PGR (Procuradoria-Geral da República), sem sucesso, está foragido desde que teve a prisão decretada.
DE LONGE 2
Mesmo à distância, ele passou as últimas semanas, de domingo a domingo, segundo disse a interlocutores, conversando com seus advogados no Brasil para preparar os anexos.

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