Você já ouviu a história de que algum brasileiro trocou o CEP aqui por uma residência no Paraguai? Bom, o movimento tem se intensificado nos últimos meses. | Só em 2025, o país concedeu 23,5 mil autorizações de residência a cidadãos do Brasil — mais da metade do total de estrangeiros. Já neste ano, o ritmo segue forte: foram 9,2 mil nos três primeiros meses. | |
|  | (Imagem: BBC Brasil) |
|
|
|
O que mudou: Se antes o perfil era dominado por estudantes de Medicina, hoje o fluxo é composto por empresários e aposentados — atraídos por três fatores principais: impostos baixos, custo de vida menor e estabilidade política. |
A conta ajuda a explicar. Enquanto a carga tributária no Brasil gira em torno de 32% do PIB, no Paraguai é de apenas 14,5%. Por lá, a regra é simples: 10% de imposto de renda, 10% sobre empresa e 10% sobre consumo. |
|
|
Além disso, programas como a maquila permitem que indústrias instaladas no país possam importar matéria-prima quase sem imposto, produzir no território paraguaio e exportar pagando pouquíssimos tributo. |
|
O outro lado da moeda… O país ainda enfrenta desafios estruturais: 62,5% dos trabalhadores estão na informalidade, não há FGTS ou seguro-desemprego, e os benefícios trabalhistas são mais limitados. Apesar do salário mínimo maior em valor nominal, a rede de proteção é bem menor. |
Stat: Segundo os dados mais recentes (2023), cerca de 263 mil brasileiros vivem no Paraguai, formando a 3ª maior comunidade brasileira no exterior, depois de EUA e Portugal. |
|
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário