terça-feira, 14 de abril de 2026

Fundações privadas pedem veto de Tarcísio a projeto que cobra taxa das entidades, FSP

 Gabriela Echenique

Brasília

A Associação Paulista de Fundações fez um apelo para que o governador de São PauloTarcísio de Freitas, vete o projeto que estabelece a cobrança de uma taxa pelo trabalho de fiscalização feito pelo Ministério Público do estado.

Homens em pé dentro de vagão de metrô, alguns tirando fotos com celulares. Dois homens ao centro, um de camisa branca e outro de camisa azul clara, estão em destaque. Placa indicando estação 'Brasília Paulista' visível no fundo.
O governador Tarcísio de Freitas ao lado do prefeito Ricardo Nunes e do presidente da Alesp, André do Prado, durante inauguração da linha 17-ouro. - Zanone Fraissat - 31.mar.26/Folhapress

O chamado "velamento" das fundações é uma atribuição do órgão, que agora quer ressarcimento pelos custos administrativos decorrentes da função. O MP alega que a taxa vai custear a análise, instrução e condução dos procedimentos internos, além de diligências, notificações e análises técnicas.

A nova taxa foi aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo. O projeto prevê o pagamento de R$ 1.500 por qualquer ato da fundação que precise de registro junto ao MP, além de R$ 3.500 quando a entidade for prestar contas, o que é feito anualmente.

A gestora executiva da APF, Nicole Hoedemaker, diz que a medida é um disparate e um contrassenso, ainda mais em ano de eleição.

"O dinheiro é para autosustentabilidade da fundação e também para a finalidade social para a qual ela foi constituída. E não para um fundo do MP", disse.

A APF, no entanto, questiona a cobrança e diz que o velamento é dever institucional do MP, portanto uma atribuição estatal obrigatória.

"Cobrar taxa por atos de velamento do MP, utilizando esse patrimônio para financiar atividade obrigatória e ordinária do próprio Estado, contraria a lógica de proteção jurídica patrimonial que o velamento busca assegurar, além de comprometer a capacidade operacional das fundações de cumprir suas missões", afirma.

A associação reclama que o projeto foi aprovado a toque de caixa e não houve tempo sequer para uma audiência com o presidente da Alesp.

Agora, diz que pediu audiências com o governador ou com o secretário da Casa Civil, Nerylson Lima da Silva, mas ainda não teve retorno.


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