terça-feira, 26 de maio de 2026

Projeto de Nunes reduz multa do Psiu e dá chance extra antes de interdição por barulho, FSP

 Priscila Mengue

São Paulo

Embora divulgado pela gestão Ricardo Nunes (MDB) como um endurecimento, o projeto de lei que revisa o Psiu (Programa Silêncio Urbano) na cidade de São Paulo flexibiliza as penalizações. A proposta enviada à Câmara Municipal na quarta-feira (20) inclui redução no valor das multas, transformação da primeira autuação em advertência e criação de uma chance "extra" antes do fechamento administrativo.

A protelação da interdição até a quarta infração teve parecer desfavorável da área técnica do Psiu em 2025, relativo a projeto de lei semelhante. Em documento ao qual a Folha teve acesso, a Coordenadoria de Posturas da Secretaria Municipal de Subprefeituras chegou a apontar que iria "beneficiar os infratores contumazes", que representariam até 20% do total.

Em março, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou tentativa de flexibilizar o Psiu no entorno de grandes espaços de eventos, o que é defendido pelo prefeito e teve repercussão especialmente após série de multas ao Allianz Parque (hoje Nubank Parque) em 2024. Essa alteração não está na nova proposição, mas pode ser incluída em texto substitutivo ou emenda parlamentar até a deliberação final dos vereadores.

A imagem mostra uma mão segurando um medidor de decibéis, que exibe o valor de 96.3 dB. Ao fundo, há um espetáculo de fogos de artifício iluminando o céu noturno, com um grande edifício visível, possivelmente um estádio, onde está escrito 'Allianz Parque'. A cena é urbana, com luzes de carros e árvores na parte inferior da imagem.
Morador mede emissão de ruído no entorno do Allianz Parque; espaço da zona oeste tem histórico de reclamações - Adriano Vizoni - 5.jun.2025/Folhapress

O projeto de lei foi divulgado pela prefeitura em meio a uma escalada de mobilizações na sociedade civil contra poluição sonora na cidade. O Psiu teve recorde de queixas em 2025, com quase 50 mil registros.

Em nota, a gestão Nunes respondeu à Folha que a proposição "não representa enfraquecimento do combate à poluição sonora". Disse que é uma "modernização focada na eficácia e garantindo punições severas aos infratores contumazes, ao mesmo tempo em que se preserva a economia local e os empregos gerados pelos pequenos negócios".

Também defendeu que a proposta estabelece bases para o fortalecimento e a ampliação da fiscalização, com a previsão de regimes de plantão e blitze com forças de segurança. "Com a expectativa real de aumento no número de autuações e uma presença mais robusta da prefeitura nas ruas", afirmou.

O que muda no valor das multas

Hoje, espaços que violam o limite de decibéis estão sujeitos a multa de cerca de R$ 16 mil, prevista na Lei de Zoneamento. Essa penalidade é dobrada em reincidência e, se ocorrer pela terceira vez, triplica e resulta na interdição.

A Coordenadoria de Posturas recentemente foi contrária à criação de uma "chance extra", porque a maioria dos estabelecimentos se regulariza após a primeira punição. "Estabelecer mais uma etapa previamente ao fechamento administrativo seria apenas ofertar um imerecido prêmio àqueles que são transgressores recalcitrantes", apontou.

O Departamento Geral de Uso e Ocupação do Solo da Secretaria de Subprefeituras também avaliou que as regras atuais já dão "diversas oportunidades para que o infrator se regularize". "Não havendo justificativa plausível para inclusão de novas etapas", indicou em parecer de 2025.

Os relatórios envolvem o projeto do vereador João Jorge (MDB), que voltou a tramitar na Câmara após a decisão do STF, mas não foi mais pautado para votação após o início de abril. Desde 2025, Nunes sinalizava que enviaria uma proposta nova, visto que tentativas anteriores de flexibilização no Psiu foram derrubadas pela Justiça por estarem em textos com outros temas principais.

A proposição da prefeitura troca a primeira multa por orientação, assim como reduz o valor no caso de repetições. Também diferencia a punição a depender do tipo de atividade.

Exemplo: um bar de médio porte com duas autuações hoje somaria cerca de R$ 48 mil em multas (R$ 16 mil da inicial somados ao valor dobrado da reincidência); com a mudança na lei, a punição no mesmo caso totalizaria R$ 7.000 (pois não há multa no primeiro registro).

Hoje, a orientação inicial sem multa é indicada pela Coordenadoria de Posturas para micro e pequenas empresas. Segundo a área técnica, esses estabelecimentos são a maioria dos infratores.

Em nota, a gestão Nunes afirmou que a mudança "tem caráter educativo, permitindo que o comerciante se adeque sem comprometer imediatamente a saúde financeira do seu negócio". "O novo projeto traz uma abordagem pautada na proporcionalidade, com tolerância zero para reincidências", justificou.

O projeto da prefeitura também determina o período de 12 meses para que um caso seja considerado reincidente, a contar da infração mais recente. O prazo aumenta para 24 meses quando é estabelecimento com histórico de fechamento administrativo por barulho. Essa alteração também estava no projeto de João Jorge e foi acatada pela área técnica.

Residências podem ser incluídas, o que Nunes antes declarou ser inviável

Uma das grandes novidades do projeto é a inclusão de residências na fiscalização de barulho, atribuição antes exclusivamente da polícia, sem penalização prevista no Psiu. A infração é relativa a festas, comemorações, reuniões e similares em que o ruído acima do permitido é ouvido desde a via pública. Abrange exclusivamente o período das 22h às 7h.

Nesses casos, o primeiro registro é de advertência, seguido de multa de R$ 1.000 em caso de reincidência. O horário determinado pela prefeitura foi criticado em redes sociais por alguns movimentos de moradores contra poluição sonora.

A penalização de barulho em residências chegou a ser incluída pela gestão Nunes em uma das versões do projeto de revisão da Lei de Zoneamento, em 2023, mas foi retirada antes do envio à Câmara. A justificativa à época foi que seria inviável, diante das garantias constitucionais de inviolabilidade do ambiente domiciliar.

Em nota, a prefeitura afirmou desta vez que a retomada da proposta "atende a uma demanda histórica". "Não haverá violação do lar, pois a caracterização do ruído abusivo exigirá que o barulho seja audível da via ou logradouro públicos. [...] A fiscalização medirá o som da rua", acrescentou.

O que mais prevê o projeto

A proposta também coloca instituições de ensino na lista de espaços que não podem ser multados pelo Psiu. Como a Folha mostrou, escolas voltaram a ser autuadas após decisão judicial.

Além disso, permite o fechamento imediato de estabelecimentos onde há prática de crimes e contravenções, como a venda de bebidas sem nota fiscal e a exploração de máquinas caça-níqueis. A prefeitura tem associado esse trecho às chamadas "adegas", ligadas a pancadões em bairros paulistanos variados.

Hoje, a limitação de ruído em São Paulo vai de 40 a 65 decibéis, a depender do horário e zoneamento do local. O máximo pode chegar a 85 decibéis no entorno de obras privadas, das 7h às 19h.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Desejada autossuficiência do Brasil em trigo ainda está distante, FSP

 Em 2022, o Brasil atingiu produção recorde de trigo de 11 milhões de toneladas, e a esperança era que o país, a partir daquele momento, elevasse cada vez mais a oferta interna do cereal. Não é o que está ocorrendo. Mais uma vez, o país reduz a área, produz menos e eleva a importação.

Isso ocorre em um momento em que a produção mundial da safra de 2026/27 (de julho a junho) cai, principalmente pela forte seca nos Estados Unidos. A produção mundial recuará 25 milhões de toneladas, para 819 milhões, após o recorde de 844 milhões no período 2025/26, segundo dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Homem de camiseta azul e boné cinza segura válvula de sistema de irrigação em campo verde sob céu azul com poucas nuvens.
O agricultor Kody Carson em sua plantação de trigo em Olton, no Texas, que está sofrendo com a falta de chuva - Tom Polansek - 20.abr.26/Reuters

Os produtores brasileiros, principalmente paranaenses e gaúchos, os líderes em produção, estão cautelosos. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima uma área de 2,14 milhões de hectares para este ano, 12,5% abaixo do espaço destinado ao cereal em 2025. A produção, nos cálculos do governo, recua para 6,4 milhões de toneladas, 19% a menos. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) prevê área de 2,4 milhões de hectares e espera uma safra de 7,3 milhões de toneladas.

O Paraná, segundo maior produtor nacional e que está com o plantio deste ano em andamento, deverá semear 746 mil hectares, segundo o Deral (Departamento de Economia Rural). Se o clima cooperar, a produção poderá chegar a 2,44 milhões de toneladas no estado. Esses dados, no entanto, ainda devem passar por revisão, com possibilidade da indicação de novas baixas. O líder, Rio Grande do Sul, segundo o IBGE, semeia 1,1 milhão de hectares, com produção prevista de 3,3 milhões de toneladas.

Trator azul com barra de pulverização larga aplica produto sobre fileiras de plantações verdes em campo agrícola visto de cima.
Agricultor trabalha em plantação de trigo na província de Henan, na China - Du Jie - 25.mar.26/Xinhua

Vários fatores afastam os produtores do Sul da cultura do trigo. É uma lavoura cara, e os preços, muito voláteis, nem sempre garantem margem de retorno. Neste ano, o cenário é ainda pior devido à escassez de crédito, ao endividamento elevado, aos juros altos e à pouca possibilidade de recursos do seguro agrícola. Além disso, a guerra no Oriente Médio trouxe aumento nos preços do diesel e dos fertilizantes. Outro fator de preocupação são os efeitos do El Niño, que deverá ser mais intenso do que na média de anos anteriores.

No mercado internacional, a safra 2026/27 não repete os números recordes da anterior. Um dos poucos países a elevar a produção, a China assume a liderança mundial, com volume de 141 milhões de toneladas. A União Europeia produz 9 milhões a menos, somando 136 milhões, e os Estados Unidos têm queda de 12 milhões. A Rússia, a maior exportadora mundial, colhe 86 milhões, 4 milhões a menos. Estão ainda na lista de redução de safra Austrália, Canadá, Ucrânia e Argentina.

Colheitadeira branca e vermelha opera em campo extenso de trigo dourado sob céu azul com poucas nuvens. Poeira levanta atrás da máquina durante a colheita.
Colheita de trigo no distrito de Kasharsky, região de Rostov (Rússia) - Sergey Pivovarov - 24.jul.25/Reuters

O Brasil será o quinto maior importador de trigo na safra 2026/27, somando 7,4 milhões de toneladas, segundo números do Usda. A liderança fica com Indonésia e Egito, ambos com 12,5 milhões, seguidos de Argélia e Bangladesh. Os estoques mundiais de trigo caem 4 milhões de toneladas, ficando em 275 milhões, conforme as estimativas atuais.

O Brasil entrou neste ano com estoques iniciais de 1,64 milhão de toneladas de trigo. Com consumo próximo de 12 milhões de toneladas e safra com volume menor, o país deverá importar 7 milhões, segundo a Conab. A safra deste ano deverá ser a menor desde 2020, e as importações, as maiores desde 2013.

Moradores pressionam e gestão Nunes expulsa casas de repouso para idosos da Lapa, FSP

 

São Paulo

Moradores da Lapa estão tentando expulsar 40 casas de repouso para idosos do bairro da zona oeste de São Paulo. Nas últimas semanas, o conflito entre os vizinhos esquentou em meio a ameaças, vídeos nas redes sociais e acusações de perseguição e etarismo, além de um processo judicial contra a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que vem multando e cassando os alvarás de funcionamento das entidades.

Para os moradores, os estabelecimentos funcionam de maneira irregular, causam barulho, atrapalham o sono e desvalorizam os imóveis de alto padrão da área conhecida como City Lapa.

"Nós vamos tirar uma por uma, porque estamos do lado da lei. Ah, 'coitados dos idosos'... Tudo bem, eles podem ir para outro lugar", diz a professora de pilates Carla Banietti, 53, presidente da Assampalba (Associação de Amigos e Moradores pela Preservação do Alto da Lapa e Bela Aliança).

Placa branca com texto vermelho e preto indicando proibição de casa de repouso em zona residencial, fixada em poste com câmera de segurança, ao lado de muro de tijolos e árvores ao fundo.
Cartaz colocado em rua na Lapa, zona oeste de São Paulo, onde associação de moradores pedem a retirada de casas de idosos - Rubens Cavallari/Folhapress

A associação argumenta que os estabelecimentos não se enquadram na lei de zoneamento aprovada em 2016, que classificou a área como "estritamente residencial".

A legislação sanitária prevê cinco tipos de estabelecimentos de cuidados e permanência de idosos. O mais comum se chama "casa de repouso", voltada aos serviços médicos, de enfermagem e apoio terapêutico.

Já as ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) são moradias coletivas que, embora também ofereçam enfermagem, têm como foco o serviço de hospedagem, e não o tratamento médico. Grande parte dos estabelecimentos na Lapa se enquadra nesse segmento.

Apesar da diferenciação na lei, popularmente todos os tipos previstos são conhecidos como "casas de repouso".

Nos últimos meses, as ILPIs entraram na mira da gestão Nunes. Neste ano, a Subprefeitura da Lapa multou casas em até R$ 13 mil e cassou seis alvarás de funcionamento apenas na rua Tomé de Souza, na City Lapa.

A prefeitura argumenta que as ILPIs foram licenciadas na categoria "serviço público social de pequeno porte", o que obrigaria o setor a firmar convênios com o poder público. Segundo a gestão Nunes, como o serviço de hospedagem tem sido particular, as ILPIs estão atuando de maneira irregular e exercendo uma atividade comercial não permitida pelo zoneamento do bairro.

"A atuação da subprefeitura ocorre integralmente dentro da legalidade, com a devida garantia dos direitos dos envolvidos", diz a gestão.

As entidades afirmam que a própria prefeitura as credenciou e autorizou a funcionar e que sua atuação tem "caráter residencial de uso coletivo", o que não infringe o zoneamento. Também apontam que não existe uma política pública em São Paulo voltada a convênios com as ILPIs. O município possui 20 dessas casas conveniadas, com 690 vagas de acolhimento.

Uma das entidades multadas e com alvará cassado é o Residencial Recanto da Vila, que ocupa um imóvel na Tomé de Souza há um ano e meio. "Começamos a receber a visita de fiscais da Subprefeitura da Lapa dizendo que não poderíamos ter uma casa de repouso aqui. Fizemos todas as defesas administrativas, mas eles sempre negaram tudo", diz Simone de Sá, 44, uma das sócias.

O estabelecimento entrou com uma ação judicial contra a prefeitura pedindo o cancelamento das penalidades. Argumenta que o município agiu com "discriminação injustificada" ao impedir a atuação de uma casa de repouso particular, ao mesmo tempo em que permitiria entidades conveniadas. O caso será julgado em breve.

Nos últimos meses, esse conflito chegou às ruas e à delegacia da Lapa. Um dos casos ocorreu no Residencial Lar Aconchego, onde vivem oito pessoas de 69 a 101 anos de idade. As duas sócias, Fabiana de Oliveira, 45, e Daniela Azevedo, 45, fizeram um boletim de ocorrência contra seus vizinhos, o casal de empresários Cristiano Ferrari, 59, e a esposa Elaine Ferrari, 60. Segundo elas, o casal tem constrangido funcionários, familiares e os próprios idosos que moram ao lado de sua casa.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram uma caixa de som colocada pela família em direção à casa de repouso tocando uma música da banda AC/DC em alto volume. Outro mostra Elaine falando em direção às funcionárias da entidade. "As pessoas não querem a nossa rua cheia de casa de repouso, entendeu? Isso faz nossos imóveis desvalorizarem", afirma. O casal diz ser vítima de denúncia caluniosa.

Na última terça-feira (19), a Folha foi até a City Lapa para ouvir os dois lados desse conflito. Ao chegar à rua Tomé de Souza, Cristiano Ferrari tentava filmar a presença de um carro funerário no Residencial Lar Aconchego. Naquela manhã, um homem de 94 anos havia morrido de causas naturais.

"Olha o absurdo que isso chegou, gente. Carro funerário saindo da casa aqui. Mais um defunto", disse o empresário, enquanto gravava a cena com um celular. Ao ser abordado pela reportagem, ele tentou empurrar o fotógrafo da Folha Rubens Cavallari. Ele também afirmou que ligaria para o subprefeito da Lapa, o Coronel Telhada, 64, para "informá-lo" da presença da reportagem no bairro.

Segundo Cristiano Ferrari, ser vizinho de uma casa de repouso é uma "tortura psicológica" em razão do barulho dos funcionários e dos gritos dos idosos. "Eles ficam gemendo e dizendo que vão morrer", diz.

Banietti, presidente da associação de moradores, nega preconceito na abordagem dos membros da entidade, e critica as casas de repouso.

"É legal você chegar na tua casa e se deparar com carro funerário, com uma ambulância, com carro de oxigênio? Isso é ambiente de clínica. Você quer acordar com essa 'gemeção'? Você quer acordar com uma pessoa chorando, falando que vai morrer? Eles são doentes em processos de Alzheimer. Deveriam estar em um hospital ou lugar em que seja permitido [pela lei]."

Fabiana de Oliveira, do Lar Aconchego, diz que os idosos são silenciosos e que pacientes de Alzheimer podem eventualmente falar em voz alta, mas que isso não é frequente em sua casa de repouso.

Segundo Sérgio Soares de Oliveira, 51, presidente da federação das instituições de longa permanência de idosos do Brasil, a cidade de São Paulo tem cerca de 1.100 casas de repouso voltadas à moradia coletiva, com 30 mil residentes. Em todo o Brasil, diz ele, são mais de 10 mil instituições cadastradas, com 300 mil moradores. Em média, a mensalidade em São Paulo custa R$ 5.000.

"As casas de repouso são plenamente compatíveis com zonas residenciais. Do contrário, vamos colocar as pessoas idosas em áreas barulhentas e comerciais. Hoje, 99% das ILPIs são privadas. Não há uma política pública consolidada para o acolhimento dos idosos em um país com uma população cada vez mais envelhecida", diz.

    Para ele, os ataques contra as casas de repouso na Lapa são "baseados no preconceito". "Querem esconder o envelhecimento e a morte, mas estão se esquecendo de que todos vão envelhecer e morrer."

    A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania afirma manter diálogo com as entidades autuadas "com o objetivo de ouvir as demandas apresentadas e prestar os devidos esclarecimentos".

    Após a publicação da reportagem, outra associação de moradores da City Lapa, a Amocity, enviou uma nota à reportagem repudiando as declarações dos mebros da Assampalb. "Exigimos que a Assampalba se retrate publicamente, assuma compromisso com a inclusão social e abra diálogo com entidades que defendem a dignidade da pessoa idosa", diz.