terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Acabou!' James Carville diz a Dan Abrams que a Casa Branca de Trump sofrerá um 'colapso maciço' em 'menos de 30 dias', Media Ite

 

'Acabou!' James Carville diz a Dan Abrams que a Casa Branca de Trump sofrerá um 'colapso maciço' em 'menos de 30 dias'

10141 comentários

O veterano estrategista democrata James Carville disse a Dan Abrams, do Mediaite , que o governo Trump "entraria em colapso" em 30 dias e aconselhou os democratas a se sentarem e deixarem isso acontecer.

Falando com Abrams — o fundador da Mediaite — em seu programa no canal SiriusXM POTUS na sexta-feira, Carville disse que depois de quatro semanas no cargo, o presidente Donald Trump viu seu estoque com o público cair drasticamente e que só iria piorar. O arquiteto da vitória eleitoral de Bill Clinton em 1992 disse por semanas que os democratas deveriam parar de se tornar alvos de zombaria protestando contra cada movimento de Trump. Ele disse que seguir esse conselho seria especialmente útil para eles nas próximas quatro a seis semanas.

Abrams observou que muitos democratas atraíram atenção negativa para si mesmos nas últimas semanas ao se oporem a todos os movimentos de Trump - e especialmente aos seus indicados para o gabinete.

“Então você tem muitos democratas que têm meio que gritado e berrado sobre muitas dessas indicações, e em alguns casos, eu acho que com razão”, disse Abrams. “E em outros casos, eu acho que tem sido um pouco exagerado. Mas, você sabe, parece que quanto mais os democratas ficam irritados, mais isso alimenta exatamente o que Donald Trump e Elon Musk e algumas dessas outras pessoas querem – ou seja, a Fox News exibe trechos sonoros de cabeças de democratas explodindo como uma espécie de esporte.”

Abrams perguntou a Carville se ele tinha algum conselho para os democratas. Carville respondeu:

O que eu disse muito publicamente é que os democratas precisam fingir que estão mortos. Essa coisa toda está entrando em colapso. Não precisa de Elizabeth Warren e alguém gritando para pacificar alguns grupos de defesa progressistas em Washington, que, a propósito, eu queria que essas pessoas fossem inúteis. Na verdade, elas são piores do que inúteis, são prejudiciais. E elas nunca, nunca aprendem a ficar quietas. E então é nisso que eu acredito. Acredito que esta administração, em menos de 30 dias, está no meio de um colapso massivo e, particularmente, um colapso na opinião pública.

Carville citou pesquisas que, segundo ele, mostraram que o índice de aprovação de Trump caiu de cinquenta para trinta, o que ele chamou de "colapso".

“Serão escolhas fáceis aqui em seis semanas”, ele disse sobre as oportunidades para os democratas. “Só relaxe.”

Abrams perguntou: “Você acha que literalmente em 30 dias a seis semanas, o governo Trump efetivamente entrará em colapso em termos de apoio público?

Carville previu que seria impossível para Trump aprovar qualquer item da pauta e que o presidente da Câmara, Mike Johnson, seria forçado a pedir ajuda aos democratas da Câmara.

“Estamos no meio de um colapso”, disse Carville. “Acabou.”

Assista acima via SiriusXM e Mediaite .

ESCOLHAS E CONSEQUÊNCIAS, Francisco Brito Cruz - Gama

 De novo, Zuckerberg e os movimentos dos bilionários da tecnologia — mas é que não há saída desse assunto no mundo das políticas digitais. A posse de Donald Trump acaba de criar um novo establishment — e dele essas lideranças empresariais são partes muito mais constitutivas do que antes. Escolheram um lado. Com isso, transforma-se radicalmente o jogo de consequências (e da confiança possível) entre diversos atores e esse setor. E esse novo jeito deve remodelar os pensamentos de curto, médio e longo prazo de todos nós.

É verdade que a direita vai dizer que o que se passou é uma troca de lealdades, não um pacto inédito. É o discurso de quem entende que as empresas de tecnologia tiveram uma fase woke (ou “lacradora”), e agora vão só mudar a chave.

Não é bem assim. Interlocutores dos executivos dessas companhias sabem que eles, em verdade, viviam pressionados por ambos os lados da política — e tinham estratégia para lidar com ambos. No Brasil de 2023, mesmo que aliados com a extrema-direita no Congresso para aplacar as propostas de regulação, as plataformas sentaram-se com seu maior nêmesis, Ministro Alexandre de Moraes, para discutir caminhos de colaboração na regulação. Mantiveram canal com os veículos que viam Lula das melhores e piores formas possíveis. Zelaram pela melhor relação possível com todos; mesmo que não tenham sido bem sucedidos em tudo, esse era o esforço reputacional do momento.

Por quase uma década, as plataformas desenvolveram suas relações públicas e institucionais sobre o fio de navalha de uma promessa de pretensa neutralidade. Política e tecnológica. Valorizaram seus produtos ao não admitir vestir a carapuça de serem responsáveis por determinados resultados eleitorais. Defenderam-se dos conservadores negando guiarem-se apenas por “lacração”. Essa era acabou com o anúncio de Zuckerberg e o apoio absoluto de Musk ao trumpismo — ao menos para a Meta e o X.

A Meta e o X não precisam mais justificar nada: basta querer que um candidato desapareça do feed e outro receba impulsionamento gratuito

A resposta para quem pensa que é só uma “troca de lealdades” é que agora parece ter acabado a vontade de se mostrar neutro; e assim receber chumbo dos dois lados. Musk e Zuckerberg decidiram que preferem tomar o chumbo da crítica de um lado só, e deixar o outro feliz. Os motivos? Alguma combinação entre conveniência, aliança contra a regulação, ideologia e a impossibilidade de oferecer o que um dos lados parecia querer (o fim da “desinformação” ou de eleições de populistas de direita).

É verdade que a esquerda vai dizer que essa mudança de discurso não significa muito, afinal o alinhamento antirregulação já era uma realidade antes mesmo de janeiro de 2025. É o discurso de quem entende que esse processo é apenas um escancaramento da vocação deste setor.

Não é exatamente assim. A recente guinada da Meta é um sinal de alerta. Dar de ombros à crítica de um lado da política e abertamente abraçar o outro deve realinhar todas as expectativas de como lidar com o setor, a sério. Mark Zuckerberg falou sobre “momento de virada política” e instantaneamente interditou qualquer promessa de neutralidade. Não é possível nem mais cobrar isso da Meta ou do X, esta é a mensagem. Em seu anúncio, Zuckerberg inclusive criticou veementemente o que era sua grande aposta para sanear a violência de suas plataformas: o uso de tecnologia e automação. Como confiar em quem reiteradamente declarava essa uma ponta de lança do avanço da segurança online em um dia e rejeitava a mesma tecnologia no outro, uma semana antes da posse de Trump?

É necessária a construção de uma visão política e jurídica que recoloque parâmetros de neutralidade — da igualdade de chances na política ao tratamento justo com criadores de conteúdo

O controle sobre o alcance e visibilidade de postagens, a desmonetização de perfis ou a aplicação dos padrões de comunidade já eram instrumentos de influência poderosos. Agora, o risco é que esses mecanismos sejam utilizados sem qualquer fazer-crer de neutralidade.

E o que impedirá que plataformas que assumam esta postura tenham a faca e o queijo na mão para intervir diretamente em disputas políticas de forma cada vez mais despreocupada? Para além das preocupações com vieses internos, há a questão dos interesses econômicos e geopolíticos que se misturam ao funcionamento da empresa. Com regras cada vez mais opacas e decisões tomadas em salas fechadas, a Meta e o X não precisam mais justificar nada: basta querer para que um candidato desapareça do feed e outro receba impulsionamento gratuito. Isso para citar duas das infinitas possibilidades.

O ponto central não é mais debater se essas lideranças do setor têm ou não um viés — isso já está claro. A questão agora é que podem simplesmente não se importar mais em escondê-lo. E, nesse novo cenário, o tecido da confiança vai se rasgando.

E agora? Instituições, partidos políticos, movimentos sociais e organizações da sociedade civil precisam pensar como agir conforme. Mais do que isso, é necessária a construção de uma visão política e jurídica que recoloque parâmetros de neutralidade – da igualdade de chances na política ao tratamento justo com criadores de conteúdo, por exemplo.

FRANCISCO BRITO CRUZ é advogado e professor de direito do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), com foco em regulação e políticas digitais. Fez seu mestrado e doutorado em direito na Universidade de São Paulo (Usp). Fundou e dirigiu o InternetLab, centro de pesquisa no tema.


Como estão as obras do Rodoanel Norte após 6 anos de paralisação, OESP

 


O trecho norte do Rodoanel de São Paulo está com cerca de um terço das obras concluídas. A obra, iniciada em 2013, sofreu várias interrupções e foi totalmente paralisada em 2018, sendo retomada em abril do ano passado. Com 43,8 km de extensão, o trecho é o último a ser construído e vai completar a interligação de todo o grande anel viário que circunda a capital paulista. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2026.

A obra, a cargo da concessionária Via SP Serra, do grupo Via Appia, chegou a 31,04% de execução em janeiro deste ano, segundo relatório da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Os serviços foram divididos em dois trechos: a evolução do trecho 1 corresponde a 18,45% da obra e os trabalhos do trecho 2 chegaram a 12,58%. Como os serviços prosseguem em fevereiro, já se estima que o avanço atinja um terço da obra.

Obras do Rodoanel próximo à Av. Raimundo Pereira de Magalhães, na zona norte da capital; atualmente, cerca de 1,8 mil profissionais estão atuando direta ou indiretamente em diversas frentes de trabalho.
Obras do Rodoanel próximo à Av. Raimundo Pereira de Magalhães, na zona norte da capital; atualmente, cerca de 1,8 mil profissionais estão atuando direta ou indiretamente em diversas frentes de trabalho. Foto: Taba Benedicto/Estadão

PUBLICIDADE

O investimento, de R$ 3,4 bilhões, inclui 107 obras, sendo 44 pontes e 63 viadutos, além de sete túneis duplos. O Rodoanel Norte passa pela capital paulista, Arujá e Guarulhos. O empreendimento contempla ainda o ramal de ligação ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, com 3,6 quilômetros. O principal objetivo é desviar grande parte do trânsito das marginais Tietê e Pinheiros e, consequentemente, eliminar parte do tráfego pesado de passagem, melhorando o transporte coletivo e individual da capital e cidades do entorno.

O governo de São Paulo diz, através da Artesp, que a construção do trecho Norte do Rodoanel começou em 2013 e deveria ter sido concluída em 2016, no entanto “a obra enfrentou uma série de paralisações e problemas ao longo dos anos”. Durante as obras houve até desabamento de túneis. Problemas licitatórios adiaram a retomada. Em 2018 os trabalhos foram interrompidos e a estatal paulista Dersa, responsável pelo projeto, rescindiu os contratos com as empresas, alegando abandono das obras.

PUBLICIDADE

Diante da paralisação, o governo iniciou novos processos de licitação para atualizar os custos e corrigir falhas nos projetos. Além disso, segundo a Artesp, foi necessária uma revisão no traçado original, que afetava áreas de preservação ambiental. O leilão para a retomada aconteceu em março de 2023. “Agora, a nova previsão é de que o trecho fique pronto no segundo semestre de 2026, sob uma concessão de 31 anos”, diz a nota.

O primeiro trecho, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, que está mais avançado, tem conclusão prevista para até setembro deste ano. Já o segundo, da Fernão Dias até a avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em São Paulo, será entregue no segundo semestre do ano que vem.

Com a conclusão do trecho norte, serão interligados o trecho sul e o leste, fechando o anel viário de 177 quilômetros cuja construção começou há 27 anos – em 1998. O novo trecho terá pedágios sem cabine, no sistema free-flow – os veículos não precisarão parar ou reduzir a velocidade.

Atualmente, cerca de 1,8 mil profissionais estão atuando direta ou indiretamente em diversas frentes de trabalho.

PUBLICIDADE

Rodoanel Norte terá 44 pontes e 63 viadutos, além de sete túneis duplos.
Rodoanel Norte terá 44 pontes e 63 viadutos, além de sete túneis duplos. Foto: Taba Benedicto/Estadão

Para o engenheiro civil Ivan Carlos Maglio, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), a conclusão do Rodoanel Norte para fechar o anel viário de São Paulo continua importante para tirar o tráfego das marginais e os congestionamentos. “O problema é que atrasou muito e logo ficará saturado. Para cargas, a solução é o Ferroanel norte, que já tem licença ambiental e sua faixa de domínio para implantação já foi desapropriada juntamente com o Rodoanel”, diz.

Maglio coordenou o Estudo Social e de Impacto Ambiental do Rodoanel Norte (ESIA) e tem acompanhado as obras. “O trecho de Guarulhos à Fernão Dias está praticamente pronto. O trecho mais atrasado, e que exige demolições e novas obras, é o de Perus à Fernão, especialmente da Cachoeirinha à Freguesia do Ó”, explicou.

Para ele, é importante que o projeto de mobilidade da Grande São Paulo, após o Rodoanel, avance com o Ferroanel, que tiraria as cargas ferroviárias que ainda passam pela Estação da Luz. “A ferrovia não gera poluição do ar”, lembra.

De acordo com o Ministério dos Transportes, o projeto do Ferroanel foi inicialmente considerado para inclusão na prorrogação da concessão da MRS (autorização para a iniciativa privada operar a malha regional da rede ferroviária federal). Com o avanço das discussões, concluiu-se que a segregação do transporte de carga das linhas de passageiros, viabilizando a implantação do Trem Intercidades, atenderia de forma mais eficaz ao interesse público.

PUBLICIDADE

Confira os detalhes da execução do Trecho 1:

  • Lote 6: 11,95 km de extensão, passando por Guarulhos e Arujá, com acesso ao Aeroporto de Guarulhos e 33 obras especiais de arte.
  • Lote 5: 7,95 km de extensão, em Guarulhos, com 13 obras de arte especiais e um túnel duplo.
  • Lote 4: 9,17 km de extensão ao longo do eixo principal, percorrendo São Paulo e Guarulhos, como 38 obras de arte especiais e túnel duplo.

Confira os detalhes da execução do Trecho 2:

  • Lote 3: extensão de 3,62 km ao longo do eixo principal do empreendimento, percorrendo o município de São Paulo, com duas obras de arte especiais e dois túneis duplos.
  • Lote 2: 4,88 km de extensão no município de São Paulo, com oito obras de arte especiais e dois túneis duplos.
  • Lote 1: extensão de 6,42 km ao longo do eixo principal, em São Paulo, começando na interseção da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na junção com o trecho Oeste, com 13 obras de arte especiais e um túnel duplo.