segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Sinais de fumaça sugerem que Lula prepara nova surpresa, que passará por Kassab, FSP

 

Em 2022 Lula surpreendeu a política nacional colocando Geraldo Alckmin na sua chapa. Afinal, em 2006 ele havia disputado a Presidência contra Lula.

Os sinais de fumaça vindos da taba de Lula sugerem que ele prepara uma nova surpresa. A vice continuará com Alckmin, mas a surpresa virá antes do segundo turno.

Desta vez a novidade passará pelo cacique Gilberto Kassab.

Dois homens sentados lado a lado em ambiente interno, um veste terno escuro com gravata azul e o outro camisa branca de mangas compridas com braços cruzados. Ao redor, outras pessoas estão sentadas, algumas olhando para frente e uma mulher à direita segura um celular.
Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab durante celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida, na Basílica de Aparecida - Rubens Cavallari - 12.out.25/Folhapress

Segundo turno

Flávio Bolsonaro está convencido de que irá para o segundo turno com Lula.

Depois do Carnaval ele começará a calibrar os faróis.

Lula e Roosevelt

Lula não tem sorte quando faz paralelos históricos. Outro dia ele foi ao Panamá e disse o seguinte:

"O presidente Franklin Roosevelt implementou uma política de boa vizinhança que tinha como objetivo substituir a intervenção militar pela diplomacia em sua política externa para a América Latina e Caribe."

Roosevelt preferia as gestões diplomáticas. Mas quando elas não bastavam sabia usar a força.

No caso da entrada do Brasil na Segunda Guerra ele levou a diplomacia ao seu limite e bastou, mas em 1941 os Estados Unidos estavam preparados para ocupar o Saliente Nordestino. Afinal, o caminho mais curto e seguro para que os aviões americanos atravessassem o Atlântico, precisavam de uma pista que ligasse o Rio Grande do Norte à África.

Em março de 1945, com a guerra já decidida, Roosevelt "esperava que o general Vargas fosse reeleito presidente, mas que não ia procurar dar uma mão, por medo de prejudicar mais do que ajudar".

À época os admiradores de Vargas (que nunca foi general) criaram o mito segundo o qual o ditador foi derrubado pelo embaixador americano. O economista Adolfo Berle.

Serviço: O comentário de Roosevelt está no excelente livro do professor americano Stanley Hilton, "O Ditador e o Embaixador".

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