sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Mais um Carnaval se aproxima e Bolsonaro não está preso, Luís Francisco Carvalho Filho - FSP

 A fala do ministro da Defesa, tolerante à tentativa de golpe, não é aleatória.

Múcio é mamulengo e bolsonarista. Defendia os acampamentos patrocinados pelo Exército golpista do Brasil. Mais do que isso, tinha "parentes" acampados. Lula escolheu Múcio porque, quando trata de militares, é pelego e inseguro.

Há uma operação política e jurídica para repaginar a figura repugnante e mesquinha de Jair Bolsonaro.
O presidente insensível e criminoso que em 2021 reclamava de "frescura", "mimimi" e "choradeira" do país diante de centenas de milhares de mortes causadas pela pandemia, derrama lágrimas ao se declarar perseguido por Alexandre de Moraes e de se revelar vítima de terríveis nulidades.

Múcio participa do ilusionismo farsante ao conferir a Bolsonaro a aparente grandeza de ter colaborado para a transição do governo eleito no meio militar e por reforçar a ideia de anistia. Múcio falsifica a realidade: Bolsonaro não reconhecia a derrota, disseminava a desconfiança no processo eleitoral, conspirava contra as instituições democráticas e apostava na bagunça de caminhoneiros e acampados para criar condições de golpe.

A participação e a cegueira deliberada de Bolsonaro são cristalinas. A história da tentativa de golpe não se resume aos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 e talvez não se encerre nesta data.

A expressão da língua inglesa "work in progress", disseminada pelos universos empresarial e artístico para designar processos produtivos e criativos em andamento, aplica-se, também, a conceito mais contemporâneo de golpe de Estado. Muito além da antiga quartelada, as rupturas institucionais são programadas para acontecer aos poucos, sorrateiramente e com disfarces jurídicos.

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Gabriela Biló - 8.jan.25/Folhapress

O golpe de Estado não se consumou, entre outros motivos, porque o governo dos Estados Unidos sinalizou expressamente para o comado das Forças Armadas que não aceitaria a planejada ruptura institucional. Por isso, os militares, acovardados, não embarcaram na aventura de Bolsonaro. As oportunidades se perderam, mas não há dúvida, as Forças Armadas são instalações incubadoras de golpistas.

Em 2025, a conjuntura se altera e nova ordem mundial se instala. Donald Trump, sem oposição interna, tem demonstrado arrogância, truculência e desprezo por valores éticos e democráticos.

As ameaças contra Canadá, Groenlândia, Panamá, África do Sul, Tribunal Penal Internacional, a retirada dos EUA da Organização Mundial da Saúde e do Conselho dos Direitos Humanos da ONU e o projeto insano de promover o deslocamento forçado dos palestinos da faixa de Gaza, crime contra a humanidade, são indicações de que eventual movimento golpista para restaurar a democracia no Brasil, supostamente afetada por ação "autoritária" do STF e desatinos de governo "esquerdista", contaria com apoio entusiasmado de Trump e seu sócio Elon Musk –que, registre-se, diz que o governo Biden financiou a vitória de Lula.

Tarcísio de Freitas, "longa manus" de Bolsonaro, é outro ridículo ventríloquo do "Make America Great Again".

Muitos dirão que se trata de percepção pessimista, irreal. Pode ser. O fato é que mais um Carnaval se aproxima, os bloquinhos já estão nas ruas, e Jair Bolsonaro ainda não está preso. Liberdade para conspirar.

O match perfeito esfriou?, The News

 

(Imagem: Cosmopolitan | Reprodução)

🔥 Quando lançados, os aplicativos de relacionamentos viraram uma tendência viral. Mas, agora, os números mostram que o boom passou e eles parecem não ser mais o que eram.

  • Nos Estados Unidos, a porcentagem de adultos que usam plataformas de namoro online caiu de 18% para 15% entre 2019 e 2022.

  • Os millenials, antes o público mais ativo, agora passam menos tempo nesses apps — de 90 minutos diários em 2018 para 56 minutos em 2023.

Mesmo ainda sendo o app de namoro mais popular, o Tinder vem perdendo força. Seus downloads globais estão em queda desde 2020, e a base de usuários pagantes encolheu nos últimos dois anos.

🇧🇷 Aqui no Brasil, os matchs também diminuíram: entre 2022 e 2024, os downloads do Tinder caíram 42%, o que indica que ele não está sendo tão mais atrativo para a nova geração.

Plano B em ação: Diante da mudança de comportamento, a solução foi se reinventar. O Tinder adicionou funcionalidades como ‘Modo Festa’, para incentivar encontros em eventos. O concorrente, Bumble, aposta em recursos voltados para amizade e networking.

Crime organizado fazem mais $ com postos de gasolina do que com cocaína ⛽️ , The News

 

(Imagem: Bloomberg | Folha de SP | Reprodução)

Um estudo mostrou que o crime organizado gerou quase R$ 150 bilhões em receita ao longo de 2024 somente em produtos como ouro, bebidas, combustíveis e cigarros, representando 42% da receita total do crime organizado, de R$ 348 bilhões.

Desses, o mercado de combustíveis e lubrificantes automotivos gerou R$ 61,5 bilhões, sendo o que mais faz dinheiro e representando uma receita 4x maior que a cocaína — R$ 15 bilhões. Veja:

(Imagem: Bloomberg | Folha de SP | Reprodução)

Esses números mostram que, apesar dos esforços do governo no combate ao tráfico de drogas, o crime organizado segue diversificando suas fontes de lucro, tornando ainda mais desafiadora a atuação do Estado para conter essa estratégia.

Para se ter uma ideia da distância entre o avanço das facções e atuação das polícias, o ministro Lewandowski anunciou que o Estado causou um prejuízo de R$ 5,6 bilhões ao crime organizado — o que dá menos de 2% da receita total.

  • Ainda assim, o número foi “visto com bons olhos” por ter sido um aumento de 70% em comparação ao registrado em 2023.

Curiosidade: Uma das principais fontes de renda do crime organizado são os crimes virtuais e os furtos de celulares, onde eles ganharam R$ 186 bilhões só em um ano, entre julho de 2023 e 2024.