Falta exatamente uma semana para as eleições. Em 7 dias, os brasileiros estarão aptos a ir às urnas para decidir quem vai comandar o país, quem estará à frente do estado e quem o representará no Congresso e nas Assembleias Estaduais pelos próximos anos. |
Somos mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, uma alta de 1,46% em relação a 2022, sendo 136,5 milhões obrigatórios e 22,2 milhões facultativos — analfabetos, adolescentes de 16 e 17 anos e idosos com mais de 70 anos. |
Embora os holofotes e debates nacionais se voltem para a corrida à Brasília, existe uma decisão importante dentro de cada um dos estados. |
Curiosidade: O colégio eleitoral do estado de São Paulo, com 34,4 milhões de eleitores, é maior do que a população inteira de países como o Canadá, Peru ou Marrocos e responde por mais de 21% de todos os votos do Brasil.
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Um giro pelas federações  |
Se no nível federal a polarização chama a atenção, nos estados, ela também aparece em alguns estados, mas fica misturada por um jogo de alianças com partidos de centro que ajudam a ditar o ritmo da corrida. |
O PSD, liderado por Gilberto Kassab, é, provavelmente, o melhor exemplo disso. A sigla lançou 13 candidaturas ao governo, sendo que apenas 4 delas apoiam o candidato do próprio partido ao Planalto, Ronaldo Caiado. |
No geral, os outros 9 usaram da estratégia de independência regional para fazer alianças específicas, dependendo do contexto. É o caso do Rio de Janeiro, em que o partido fez aliança com o PT e disputa a corrida contra o PL.
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Falando nos dois partidos… Se olharmos para a comparação PL vs. PT, o partido de Flávio Bolsonaro fica ligeiramente na frente em candidaturas a governador, com 13, contra 12 do partido de Lula. |
Ambos adotaram alianças com outros partidos, principalmente com nomes que já apareciam à frente da corrida. É o caso do Rio de Janeiro, com o apoio do PT a Eduardo Paes (PSD), e de São Paulo, com o apoio do PL a Tarcísio de Freitas (Republicanos). Veja o mapa: |
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Em quesito de lideranças nas pesquisas, os números ficam assim: |
PSD: Lidera ou aparece empatado em 1º lugar com 7 candidatos. (Amazonas, Maranhão, Pernambuco, RJ, Amapá, Sergipe e Rondônia) PL: Lidera ou aparece empatado em 1º lugar com 5 candidatos. (Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Roraima) PT: Lidera ou aparece empatado em 1º lugar com 2 candidatos. (Piauí e Bahia)
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Mas indo além dos números exatos dos partidos, existe um outro fator que aparece claro: as teias de aliança. Aqueles candidatos que não são respectivamente do partido de cada um, mas que devem estar no palanque. |
Enquanto Lula consegue espalhar a sua influência através de aliados diretos em quase todos os estados, a rede de Flávio conta com apoios de grande peso, mas enfrenta situações pontuais de "aliados desalinhados". |
É o caso de estados como Bahia e Ceará, onde o partido está na coligação, mas o candidato local prefere manter distância do debate nacional. |
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Para bancar as candidaturas, precisa fazer a máquina girar  |
O fundo eleitoral liberado pelo TSE foi de R$ 4,96 bilhões. Do total do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, quatro partidos abocanham mais da metade da verba inteira do país: |
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 | (Imagem: Reprodução | Senado Federal) |
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Diferente das campanhas municipais concentradas em um só município, a eleição para governador consome fortunas em logística por cobrir grandes territórios. |
Vamos falar um pouco de SP? |
Se a disputa pelos estados já move bilhões e articulações complexas, São Paulo é a grande capital desse complexo. |
O colégio eleitoral tem 34,4 milhões de votantes, o equivalente a mais de 21% do eleitorado nacional. Quem vence no Palácio dos Bandeirantes passa a gerir o segundo maior orçamento do setor público brasileiro, ficando atrás apenas da União. |
O governador que sair vencedor em São Paulo importa — e muito — para o resultado que dá a cadeira da Presidência da República. O motivo, decidimos destrinchar em 4 tópicos: |
Ter o governador paulista significa ativar a maior rede de prefeitos, secretários e cabos eleitorais do Brasil. Na prática, em um 2º turno e durante 4 anos de mandato, faz a campanha presidencial ter pernas e palanque em centenas de municípios ao mesmo tempo. Como coração econômico do país, o alinhamento entre o Planalto e o Palácio dos Bandeirantes dita o ritmo de grandes obras, concessões e investimentos federais. O governador paulista tem influência direta sobre a maior bancada de deputados federais em Brasília, peça-chave para aprovar reformas no Congresso. São Paulo funciona como o maior "laboratório" de políticas públicas do país. Se o governador for de oposição, vira a principal vitrine alternativa ao Governo Federal.
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Ou seja, se o cargo de governador continuar com Tarcísio ou for para as mãos de Fernando Haddad, garante a eles o controle do maior centro eleitoral e econômico da América Latina. |
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UM GIRO PELOS OUTROS ESTADOS |
Acre: Mailza Assis (PP) com 36% e Alan Rick (Republicanos) com 28%; Amapá: Dr Furlan (PSD) com 53% e Clécio (União Brasil) com 40%; Amazonas: Omar Aziz (PSD) com 29% e Maria do Carmo (PL) com 19%; Pará: Hana Ghassan (MDB) com 40% e Daniel Santos (Podemos) com 35%; Rondônia: Marcos Rogério (PL) com 37% e Adailton Furia (PSD) com 21%; Roraima: Arthur Henrique (PL) com 57% e Soldado Sampaio (Republicanos) com 32% Tocantins: Professora Dorinha (União) com 42% e Vicentinho Júnior (PSDB) com 29%
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Alagoas: JHC (PSDB) com 43% e Renan Filho (MDB) com 41%; Bahia: ACM Neto (União Brasil) com 42% e Jerônimo Rodrigues com 29%; Ceará: Ciro Gomes (PSDB) com 44% e Elmano de Freitas (PT) com 43%; Maranhão: Eduardo Braide (PSD) com 46% e Orleans Brandão (MDB) com 27%; Paraíba: Lucas Ribeiro (PP) com 49% e Efraim Filho (PL) com 16%; Pernambuco: Raquel Lyra (PSD) com 48% e João Campos (PSB) com 44%; Piauí: Rafael Fonteles (PT) com 55% e Joel Rodrigues (PP) com 25%; Rio Grande do Norte: Alysson (União) com 39% e Cadu (PT) com 21%; Sergipe: Fábio (PSD) com 43% e Valmir (Republicanos) com 34%;
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Goiás: Daniel Vilela (MDB) com 42% e Marconi Perillo (PSDB) com 19%; Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos) com 29% e Welligton Fagundes (PL) com 27%; Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP) com 51% e Fábio Trad (PT) com 12%; Distrito Federal: Celina Leão (PP) com 42% e Leandro Grass (PT) com 23%; |
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Espírito Santo: Ricardo Ferraço (MDB) com 33% e Lorenzo Pazolini (Republicanos) com 31% Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos) com 40% e Patrus Ananias (PT) com 15%; Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) com 43% e Douglas Ruas (PL) com 30%
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Paraná: Sérgio Moro (PL) com 36%, Requião Filho (PDT) com 20% e Sandro Alex (PSD) com 20%; Santa Catarina: Jorginho Mello (PL) com 54% e João Rodrigues (PSD) com 13%; Rio Grande do Sul: Luciano Zucco (PL) com 29% e Juliana Brizola (PDT) com 23%; |
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