quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Machado de Assis em 6 frases sobre o tempo e a impossibilidade de reviver o passado- Talita Facchini - OESP

 Nos romances de Machado de Assis, revisitar o passado é uma tentativa de compreender o que mudou, o que se perdeu e o que a memória tratou de reinventar. Seus personagens procuram recuperar a juventude, explicar antigas escolhas e dar sentido ao que viveram, enquanto deixam entrever as falhas e contradições das próprias lembranças. Com ironia e alguma melancolia, o escritor fez da passagem do tempo uma questão recorrente em sua obra.

Machado de Assis faleceu no dia 29 de setembro de 1908, aos 69 anos
Machado de Assis faleceu no dia 29 de setembro de 1908, aos 69 anos Foto: Arquivo Estadão

Morto em 29 de setembro de 1908, Machado também explorou a distância entre quem fomos e quem nos tornamos. Em livros como Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Esaú e Jacó, o tempo transforma pessoas, sentimentos e até a maneira de contar uma história. Nos 118 anos de sua morte, reunimos seis passagens sobre essas mudanças.

  1. “Matamos o tempo; o tempo nos enterra.” - Memórias Póstumas de Brás Cubas
  2. “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui.” – Dom Casmurro
  3. “O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto.” - Esaú e Jacó
  4. “O salto é grande, mas o tempo é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo.” - Esaú e Jacó
  5. “Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior; é outra coisa.” – Dom Casmurro
  6. “Há, nos mais graves acontecimentos, muitos pormenores que se perdem, outros que a imaginação inventa para suprir os perdidos, e nem por isso a história morre.” - Esaú e Jacó

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