Redação, O Estado de S. Paulo
08 de janeiro de 2021 | 19h35
A rede de livrarias Saraiva fechou 36 unidades entre março e novembro de 2020, de acordo com um relatório publicado nesta semana pela empresa que faz a recuperação judicial do grupo. O documento aponta ainda uma queda de 75% na receita do grupo de 2020 em relação ao ano anterior, e dificuldades da empresa em cumprir as obrigações de curto prazo.
A Saraiva tinha 84 lojas em 2018, antes da crise que acometeu a empresa, em 2019: hoje são 39 lojas físicas mais o ambiente virtual. O prejuízo consolidado da empresa no mês de novembro foi de R$ 4,9 milhões.
Ainda em 2020, a rede perdeu batalhas na Justiça contra editoras que pediam a devolução de livros em consignação nas lojas que estavam sendo fechadas — segundo o relatório mais recente, a Saraiva realizou saldo de mercadorias nas lojas que foram fechadas em novembro (5), reduzindo ainda mais a margem bruta do mês (superior em 2 pontos percentuais à de 2019).
A Saraiva tenta ainda aprovar uma nova versão do plano de recuperação judicial desde setembro de 2020, mas as reuniões marcadas naquele mês não tiveram quórum ou foram suspensas. De acordo com o site especializado em mercado editorial PublishNews, a ideia é dividir as unidades em três grupos (um com lojas físicas, outro de e-commerce e um terceiro, misto) e vender um deles para gerar caixa. Uma nova reunião com os credores está marcada para o dia 26 de janeiro.
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