quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Suspeito de matar advogado em roubo de celular é preso na zona sul de SP, Agora SP

 29.set.2021 às 20h07

SÃO PAULO

Um homem de 31 anos foi preso na noite desta terça-feira (28), na zona sul da capital paulista, sob a suspeita de matar um advogado, durante um assalto, em 20 de agosto, na região de Perdizes (zona oeste), quando a vítima passeava com seu cão de estimação.

Outro suspeito de envolvimento no crime também foi preso, nove dias após o latrocínio (roubo com morte), em Curitiba (PR). A defesa de ambos não havia sido localizada até a publicação desta reportagem.

Entre quarta-feira (22) e a noite de sábado (25), ao menos oito pessoas foram mortas em ações criminosos diferentes, na Grande SP, no litoral e na capital paulista, entre elas três jovens, com idades entre 16 e 25 anos, assassinados a tiros na região do Jabaquara (zona sul da capital paulista).

Na ocasião em que foi abordado pelo suspeito preso nesta terça, o advogado Rafael de Paula Carneiro Ribeiro, 45 anos, passeava com seu cachorro na rua Atibaia, quando foi abordado por um ladrão, de acordo com registros policiais. Neste momento, uma mulher de 28 anos caminhava com o namorado e afirma ter presenciado o crime.

Ela relatou à polícia que a vítima teria reagido a abordagem após entregar o celular ao bandido. A reação de Ribeiro ao crime também foi registrada por uma câmera de monitoramento. Por isso, o criminoso atirou e correu até um Hyundai I30 prata, com o qual fugiu, levando o celular do advogado, que morreu no local. Ao volante, segundo apontam as investigações, estava outro suspeito.

Câmera de monitoramento registrou momento em que advogado reagiu a assalto, em 20 de agosto na zona oeste da capital paulista. Ele foi ferido com um tiro e morreu no local. O suspeito pelo roubo seguido de morte levou o celular do advogado na ocasião, sendo preso nesta terça-feira (28), pela PM, na zona sul de São Paulo - Reprodução/TV Globo

O crime foi registrado na ocasião no 91º DP (Ceasa), como latrocínio, mas também é investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

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Após o latrocínio, o departamento policial passou a verificar a localização dos suspeitos. Com apoio do Cope (Centro de Operações Policiais Estratégicas), de Curitiba, a Polícia Civil paulista conseguiu prender o condutor do veículo usado na fuga. Na ocasião, a prisão do outro suspeito já havia sido decretada pela Justiça.

As investigações prosseguiram por 28 dias até que, nesta terça, policiais militares do 37º Batalhão faziam ronda pela rua Maria Cortada Codorniz, quando abordaram o suspeito de 31 anos.

Ao constatar que havia um mandado de prisão contra ele, o criminoso foi encaminhado para o DHPP, onde teria confessado o crime, de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública). Em nota, a pasta afirmou que a polícia ainda procura outros prováveis envolvidos no caso.

A capital vive uma onda de roubos seguidos de morte, que aumentaram em 22% comparando as 31 vítimas de latrocínio de janeiro a agosto deste ano, com o mesmo período do ano passado. A zona sul da cidade registrou, nos sete primeiros meses de 2021, mais da metade dos assaltos em que vítimas são assassinadas na cidade.

Por causa disso, o Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital Paulista) realizou uma operação, nesta terça-feira, à procura de envolvidos em roubo, compra e venda de celulares. Ao todo, foram presas 333 pessoas e recuperados 1.680 aparelhos.

China constrói centro com 5 mil quartos para quarentena de passageiros do exterior, FSP

 A China deve pôr em operação nos próximos dias o primeiro de seus centros de quarentena gigantes em Guangzhou, capital da província de Guangdong, no sul do país.

A estação tem mais de 250 mil metros quadrados e capacidade para receber até 5.074 viajantes para o cumprimento das medidas de isolamento para conter a proliferação do coronavírus.

O conjunto de prédios de três andares na área que abrange o equivalente a 46 campos de futebol custou cerca de US$ 260 milhões (R$ 1,4 bilhão) e foi construído do zero em menos de três meses.

Vista aérea do conjunto de prédios que formam o novo centro de quarentena em Guangzhou, na China - Lu Hanxin - 17.set.21/Xinhua

Segundo o Global Times, jornal controlado pelo Partido Comunista Chinês, as primeiras 184 equipes médicas começaram a trabalhar na estação há cerca de duas semanas com a ajuda de equipamentos de inteligência artificial para reduzir contatos desnecessários e, como consequência, os riscos de contaminação.

Os recursos tecnológicos permitirão, entre outras atividades, verificações de temperatura, investigações epidemiológicas e registros de entrada e saída na estação, além de coleta e armazenamento de dados sobre a saúde de cada um dos quarentenados.

Os viajantes serão transferidos em linhas diretas com origem no aeroporto e ficarão confinados por pelo menos duas semanas. Necessidades diárias como o fornecimento de água e alimentos serão tarefas executadas por robôs, também uma forma de minimizar o contato.

A Estação Internacional de Saúde de Guangzhou, como as instalações foram oficialmente batizadas, é a primeira desse tipo na China e foi planejada para substituir hotéis da metrópole de mais de 15 milhões de habitantes que vinham sendo designados exclusivamente para receber viajantes em quarentena.

Além disso, o modelo deve ser replicado em outras grandes cidades chinesas —projetos semelhantes já estão em andamento em Dongguan e Shenzhen.

"Esta não é apenas uma medida paliativa", disse Yanzhong Huang, pesquisador de saúde global do think tank Conselho de Relações Exteriores, em entrevista à rede americana CNN. Em sua avaliação, os líderes chineses acreditam que a pandemia ainda não está tão próxima do fim e, que por isso, o controle estrito das fronteiras ainda é necessário. "Instalações como essa servem como uma forma de institucionalizar a estratégia de tolerância zero."

Apesar do fechamento rigoroso que durou mais de 18 meses na China, alguns surtos de Covid-19 foram registrados esporadicamente. Em maio, a província de Guandong foi particularmente afetada por casos da variante delta em uma época em que mais de 90% dos viajantes estrangeiros que tinham permissão para entrar na China chegavam nessa região.

Quando, no final de junho, o surto estava contido, as autoridades locais concluíram que as medidas postas em prática até então ainda não eram suficientes e começaram as obras da nova estação, com mais de 4.000 trabalhadores designados para a tarefa —eles próprios também submetidos ao isolamento.

De acordo com o jornal Guangzhou Daily, as equipes médicas cumprirão escalas que envolvem 28 dias de trabalho, seguidos de uma semana de quarentena na própria estação e mais duas semanas de isolamento em casa.

Cumprido o cronograma de inauguração do centro gigante, ele deve estar em plena atividade antes do início da Canton Fair, a maior exposição comercial da China, prevista para começar em 14 de outubro. Tradicionalmente, o evento recebe dezenas de milhares de empresas de todo o mundo e, neste ano, deve servir como uma espécie de teste para Estação Internacional de Saúde de Guangzhou.

Desde o último sábado (25), vigoram na cidade novas regras que exigem 21 dias de quarentena em centros especializados nessa finalidade.

Até esta quarta-feira (29), a China registra oficialmente 108 mil casos e 4.849 mortes por coronavírus, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. Há duas semanas, o país ultrapassou a marca de 1 bilhão de pessoas com o esquema de vacinação completo contra a Covid-19. Segundo o portal Our World in Data, 76,22% da população chinesa recebeu ao menos uma dose do imunizante, e os que estão completamente vacinados representam 70,78%.