segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Ambev planeja levar água potável a 6 milhões de pessoas até 2030- FSP

 A Ambev vai dobrar o número de beneficiados pela AMA, negócio social da companhia que reverte 100% do seu lucro em vendas para soluções que ampliam o acesso à água potável no Brasil. Desde sua criação, em 2017, a iniciativa alcançou 3 milhões de pessoas via 135 projetos.

O objetivo agora é dobrar o número de beneficiados, chegando a 6 milhões de pessoas até 2030.

Criança com camiseta branca enche uma garrafa plástica transparente em torneira de grande reservatório azul com logotipos 'ambev ama' e 'Água Camelo'. Reservatório está apoiado em estrutura de madeira ao ar livre.
AMA, produto social da Ambev, leva água potável a comunidades sem abastecimento regular - Divulgação/Ambev

"A ausência da água afeta a saúde e o desenvolvimento e queremos acelerar esse modelo para chegar a ainda mais pessoas e territórios," afirma Laura Aguiar, diretora de Impacto e Relações com a Sociedade da Ambev.

O país tem 33 milhões de pessoas sem acesso à água no país, segundo dados de 2024 do Instituto Trata Brasil.

Para alcançar a meta, a fabricante de bebidas ampliará o alcance de projetos que atuam diretamente nas comunidades atingidas pela escassez hídrica, com a construção de poços profundos e a instalação de bebedouros públicos em diferentes cidades.

Uma das iniciativas financiadas pelo grupo é o Fundo Catalisador Água, ação vinculada à Catalyst 2030 Brasil, rede global de empreendedores e organizações sociais que contribuem para o cumprimento dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU). Em 2022, a Ambev firmou parceria com a rede para financiar soluções voltadas à segurança hídrica.

Uma das iniciativas fomentadas pelo fundo, "acesso à água potável para os Mundurukus", disponibilizou o recurso a 3.000 indígenas da região do Baixo Tapajós, no Pará, em 2024.

A AMA também mantém parceria com a Água Camelo para fornecer kits portáteis de filtragem, capazes de tornar a água própria para consumo, e instala estações de tratamento em regiões vulneráveis e sem abastecimento adequado.

Presente em 21 estados brasileiros e finalista do Prêmio Empreendedor Social em 2023, a startup beneficiou mais de 150 mil pessoas no Complexo do Alemão e na Rocinha, comunidades do Rio de Janeiro.

As pesquisas passaram vergonha… The News

 

(Imagem: the news)

Depois de vários institutos terem previsto erroneamente Lula como vencedor do primeiro turno, dessa vez, apontaram Flávio erroneamente como vencedor do segundo.

Nas publicações de véspera, apenas a Vox Brasil apontou Lula à frente, com 1,2pp. Todas as outras, de Datafolha a Veritá, de Quaest a Atlas/Intel, apontavam Flávio à frente numericamente — ainda que algumas com empate técnico, pela margem de erro.

E as tais plataformas de previsão? No início do domingo, elas registravam ampla vantagem do candidato do PL. No entanto, na reta final das urnas e da inusitada prorrogação (veja na próxima matéria), os principais sites passaram a apontar mais chances para o Lula.

Historicamente, as plataformas preditivas costumam acertar as eleições. Pelo visto, elas descobriram ontem o que é o Brasil… A terra do imprevisível. risos.

Ufa! - Helio Schwartsman - FSP

 Entre a sabedoria das massas e a loucura das multidões, o Brasil se pautou, talvez excepcionalmente, pela primeira. A população preferiu reentronizar um Lula enfraquecido a entregar as chaves do Planalto a um Flávio Bolsonaro com representação reforçada no Legislativo. É uma atitude inteligente, considerando o histórico antidemocrático do bolsonarismo. Prova-o a recusa de Flávio em reconhecer de imediato que sofreu uma derrota por mais de 4 milhões de votos de diferença.

A ideia básica por trás do sistema de freios e contrapesos é não deixar que nenhum agente concentre poderes demais. Normalmente essa é uma tarefa distribuída entre diferentes instituições, mas nada impede que o eleitorado cumpra a função. Cumpriu. E muito oportunamente, quando se leva em conta que a cúpula do Judiciário nacional, que deveria constituir a linha de frente nessa tarefa, vive um enorme déficit de credibilidade e não cessa de cometer erros em série. No próprio dia da eleição, cometeu mais dois.

Homem de cabelos grisalhos e barba segura microfone na mão esquerda e agita bandeira do Brasil com a direita, em estrutura metálica, contra fundo escuro.
Lula, já presidente reeleito, segura bandeira do Brasil na avenida Paulista, em São Paulo - Eduardo Knapp - 26.out.26/Folhapress

Em termos de votos, Lula deve um bom pedaço de sua histórica virada à redução, do primeiro para o segundo turno, do absenteísmo e dos brancos e nulos —um fenômeno raro. Basicamente, Lula foi reeleito porque pôde contar com os sufrágios de pessoas que ou se recusaram a apoiá-lo no primeiro escrutínio ou não consideraram importante fazê-lo. Não dá para confundir isso com um cheque em branco.

Se o resultado do pleito representa um grande alívio institucional, não tem efeitos tranquilizadores sobre os rumos da economia. Para reeleger-se, Lula deu rédeas ainda mais soltas à incontinência fiscal que caracterizou seu terceiro mandato. Enfrenta agora o duplo desafio de apresentar uma estratégia crível para lidar com o crescimento da dívida pública e tornar o inevitável estelionato eleitoral palatável para os que acreditaram em suas promessas.

Não sou muito otimista, mas, depois de domingo (25), não há como não reconhecer a extraordinária capacidade do presidente de dar a volta por cima quando tudo parece perdido.