segunda-feira, 5 de outubro de 2026

São Paulo elege 'inimiga do feminismo', Eduardo Suplicy e deputada trans para Alesp - FSP

 A nova Assembleia Legislativa de São Paulo contará com nomes já consagrados, como Eduardo Suplicy (PT) e Luiza Erundina (PSOL), que dividirão o mandato com parlamentares que chegam liderando a votação após apoio de políticos midiáticos.

Eduarda Campopiano (PL), 23, somou 1,9 milhão de votos, muito a frente dos demais candidatos. Afilhada de Lucas Pavanato —segundo deputado federal mais votado— a jovem se apresenta como "a maior inimiga das feministas".

ascida em Campinas, ela ficou conhecida por manifestar posicionamentos políticos conservadores nas redes sociais —no Instagram, soma 2,3 milhões de seguidores; no TikTok, tem 223 mil.

"Sou do PL, sou uma mulher conservadora, antifeminista", afirmou no RedCast, em debate do qual também participou Pavanato. A parlamentar também já questionou a tipificação de feminicídio.

Vereadora de Praia Grande (SP), foi eleita como a mulher mais votada da cidade. Durante o período de campanha, enfatizou que foi "a única vereadora a enviar 100% das emendas para a saúde do município no litoral paulista".

Três pessoas aparecem em retratos individuais alinhados horizontalmente. À esquerda, jovem sorridente com óculos transparentes e camiseta amarela com bottons. Ao centro, homem idoso de cabelo ralo e branco, veste suéter azul escuro. À direita, jovem com cabelo longo e escuro, usa blusa colorida e brincos longos, com expressão neutra.
Os três deputados estaduais mais votados em São Paulo. Da esq. para a dir.: Eduarda Campopiano (PL), Eduardo Suplicy (PT) e Sofia Favero (PSOL) - Montagem

Segundo mais votado, Eduardo Suplicy (PT), 85, já ocupou o cargo no fim dos anos 1970 e voltou à Alesp na última eleição, em 2022, como o deputado estadual com mais votos.

O economista, um dos nomes mais antigos do PT, é defensor da renda básica universal, a promoção da economia solidária e a ampliação do acesso à cannabis medicinal.

Ele teve 654 mil votos, menos que na última eleição, quando somou 807 mil votos.

Já Sofia Favero (PSOL), terceira mais votada, chega à Alesp com 407 mil votos. Trans, teve a candidatura apoiada pela deputada federal Erika Hilton, mulher mais votada para a Câmara dos Deputados. É psicóloga, escritora e ativista pelos direitos da população transexual, além de defender bandeiras na educação pública, no urbanismo e na proteção das minorias.

Entre os reeleitos, há veteranos como Barros Munhoz (PSD), que chega ao oitavo mandato na Alesp, e Carlos Giannazi (PSOL), que alcançou o sexto período.

A nova configuração ainda traz ainda Regina Nunes (MDB), primeira-dama do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes, eleita com propostas pela causa animal.

Luiza Erundina (PSOL), primeira mulher a governar a cidade de São Paulo, também garantiu um assento na assembleia legislativa paulista pela primeira vez. A deputada federal de 91 anos tem como principais bandeiras a implantação da tarifa zero, a melhoria do transporte público e a proteção de mulheres, crianças e adolescentes.

Duda Hidalgo foi a segunda deputada estadual mais votada do PT, com mais de 154 mil votos. A jovem de 27 anos é formada em Direito e começou a carreira como vereadora de Ribeirão Preto. É segunda vez que tenta vaga na Assembleia, com propostas sobre permanência estudantil nas universidades, combate ao racismo e a inclusão das demandas do interior para a Alesp.

Homem trans, filho da cantora Gretchen e vereador em São Paulo, Thammy Miranda (PSD) também garantiu uma cadeira na Assembleia com 85 mil votos.

Único eleito do Missão, Rafa Minato foi chefe de gabinete do deputado federal Kim Kataguiri.

Os parlamentares vinculados às forças policiais, a chamada Bancada da Bala, reunirá na próxima legislatura ao menos nove representantes: Capitão Telhada (PP), Delegado Mesquita (PP), Delegado Olim (PP), Sargento Castro (PP), Delegada Graciela (PL), Capitão Mosart (PL), Tenente Coimbra (PL), Danilo Balas (PL) e Coronel Paganotto (PL).

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