segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Flávio quer ampliar mandato, e presidente que ficou 6 anos foi um desastre, Elio Gaspari, FSP

  

Flávio Bolsonaro quer ampliar o mandato do presidente da República de quatro para até seis anos. O último presidente com mandato desse tamanho foi o general João Baptista Figueiredo. Um desastre.

Homem no centro, vestindo camisa azul clara, fala animadamente para vários microfones de diferentes emissoras. Pessoas ao redor, algumas vestindo verde e amarelo, demonstram apoio com gestos e sorrisos. Ambiente parece ser ao ar livre à noite.
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) em coletiva de imprensa após resultado das eleições, em seu QG de campanha, em Brasília - Gabriela Bilo - 4.out.26/Folhapress

Ele assumiu aos 61 anos com a imagem de um cavalariano atlético. Na realidade, era um cardiopata e tinha a coluna vertebral arruinada. Nas suas palavras, sentia "dor de dente na bunda".

Infartou, fez uma cirurgia cardíaca, desentendeu-se com o vice e adotou um comportamento errático. Para não passar a faixa a José Sarney, deixou o palácio por uma porta lateral.

Pediu para ser esquecido e foi.

Diferenças

Enquanto o PT passou a semana lavando roupa suja e encardida há anos, Flávio Bolsonaro saiu pelo Brasil costurando alianças. De Augusto Cury a uma fatia do MDB.

Aviso

Nos termos em que está formulada, a promessa de Flávio Bolsonaro de um ajuste inicial de 2% do PIB (equivalente a R$ 250 bilhões) é um terreno na Lua, em área nobre na cratera Copérnico.

Moraes está disposto a cair atirando

A determinação do ministro Alexandre de Moraes, mandando que Eduardo Bolsonaro comece a cumprir a pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, mostra que ele está disposto a cair atirando.

Homem calvo veste terno cinza, camisa branca e gravata azul, sentado em cadeira vermelha, olhando diretamente para a câmera com expressão séria. Fundo neutro cinza e preto.
O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão da Primeira Turma do STF - Pedro Ladeira - 16.jun.26 /Folhapress

O ministro e a torcida do Flamengo sabem que ele será o primeiro a ser impedido se os bolsonaristas conseguirem os 54 votos de senadores necessários para baixar a lâmina.

É preferível ser impedido por sentenças contra os golpistas e os Bolsonaros.

    Moraes está disposto a cair atirando

A decisão do ministro não afeta o cotidiano de Eduardo, pois ele vive nos Estados Unidos. Se o seu irmão for eleito presidente, precisará primeiro perdoá-lo, para depois nomeá-lo ministro das Relações Exteriores.

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