terça-feira, 7 de abril de 2026

Operação que envolve trens e caminhões reduz emissões de CO2 em rota entre MA e SP, MarceloToledo, FSP

 

Ribeirão Preto

Uma operação logística multimodal que envolve a utilização de caminhões e trens reduziu as emissões de CO2 numa rota entre o Maranhão e São Paulo.

A operação envolvendo a Brado e a Alcoa tem a Ferrovia Norte-Sul como eixo principal e liga Davinópolis, no interior do Maranhão, a Sumaré, no interior paulista, numa viagem de 2.700 quilômetros.

Contêineres são empilhados em vagões ferroviários
Operação com contêineres empilhados da Brado Logística - Divulgação

Desde o início da fase de testes, em julho do ano passado, até agora foram feitas 13 viagens de trens, que transportaram 884 contêineres de lingotes de alumínio da Alcoa produzidos na Alumar, consórcio gerenciado pela empresa no Maranhão, para clientes paulistas. Os lingotes têm peso médio de 1,1 toneladas por unidade.

Só no segundo semestre do ano passado, a redução de emissões de CO2 pela empresa foi superior a 5.000 toneladas, quando comparada ao transporte exclusivamente por rodovias. Com a operação multimodal, 40% da carga de alumínio no trecho passou a ser feita por trens.

Segundo o CEO da Brado, Luciano Johnsson, a rota já vinha sendo estudada pelas empresas e começou a ser estruturada em janeiro de 2025. Após a fase inicial com nove viagens de testes, entrou em caráter permanente no mês passado.

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A operação começa em São Luís e segue para Davinópolis, de onde percorre a Norte-Sul até Sumaré.

A adoção do sistema, de acordo com as empresas, propiciou ganhos importantes em sustentabilidade –com destaque para a redução das emissões, já que a ferrovia é mais eficiente do ponto de vista energético e ambiental do que as rodovias– e previsibilidade no fluxo logístico.

Conforme a Alcoa, a decisão de incorporar a ferrovia à operação está ligada à estratégia de tornar sua logística mais eficiente, segura e sustentável.

"A adoção de uma solução multimodal permite reduzir a dependência exclusiva do transporte rodoviário, trazendo mais previsibilidade operacional e menor exposição a riscos logísticos", diz a empresa.


Governo de SP prepara concessões de saneamento de R$ 50 bilhões em 2026, FSP

 

São Paulo

O Governo de São Paulo deve lançar nas próximas semanas uma consulta pública referente a concessões de saneamento em 149 municípios que não são atendidos pela Sabesp. A ideia é avançar com o cronograma de modo que pelo menos quatro blocos de cidades sejam licitados ainda em 2026.

As concessões se inserem no programa Universaliza SP, que busca avançar com o atendimento de água e esgoto no estado para cumprir com os objetivos determinados pelo marco legal do saneamento.

A nova legislação definiu a meta de ampliar o acesso à água potável para 99% da população até 2033. Até lá, o tratamento e a coleta de esgoto também devem alcançar 90% de cobertura.

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Estação de tratamento de esgoto da Sabesp em Botucatu (SP) - Rubens Cavallari - 26.ago.24/Folhapress

Segundo Cristiano Kenji, subsecretário de recursos hídricos da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), se os 149 municípios mantivessem o ritmo atual de expansão do saneamento, eles levariam cerca de 30 anos para atingir as metas.

"A gente está trabalhando em torno de R$ 51 bilhões de investimentos até 2060 e R$ 24 bilhões para a universalização até 2033", disse Kenji durante evento do Bradesco, em São Paulo.

Após a privatização da Sabesp, em 2024, o governo passou a olhar os 274 municípios que não estão na área de concessão da companhia. Segundo o subsecretário, cerca de 40 cidades já têm hoje algum tipo de concessão ou atuação de empresas de economia mista. O estado se concentrou, então, nos casos em que o serviço é feito por autarquias e administrações diretas.

A consulta pública das concessões de 149 municípios deve ser lançada ainda neste mês. Em seguida, em maio, o governo pretende fazer as audiências públicas.

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De acordo com Kenji, a ideia é trabalhar, inicialmente, com um bloco único de municípios. Hoje, o estado tem duas unidades regionais de saneamento, as chamadas Uraes. Uma delas engloba 371 municípios atendidos pela Sabesp. Os demais 274 estão na Urae 2.

O governo pretende criar blocos regionalizados dentro desse grupo maior para fazer os contratos de concessão, seguindo a mesma lógica regulatória adotada com a Sabesp.

"A expectativa é ter um andamento desses blocos de licitação ainda este ano. Estamos prevendo até quatro blocos."

A declaração de Kenji foi feita em painel sobre saneamento básico no evento do Bradesco. Também participava da conversa o CEO da Sabesp, Carlos Piani, que disse que a companhia tem interesse natural nessas concessões.

Segundo o executivo, entrar em outros municípios de São Paulo permitiria sinergia de investimentos e redução de custos. Isso porque muitas cidades estão em áreas adjacentes às operações da Sabesp hoje.

Operação que envolve trens e caminhões reduz emissões de CO2 em rota entre MA e SP, FSP

 

Ribeirão Preto

Uma operação logística multimodal que envolve a utilização de caminhões e trens reduziu as emissões de CO2 numa rota entre o Maranhão e São Paulo.

A operação envolvendo a Brado e a Alcoa tem a Ferrovia Norte-Sul como eixo principal e liga Davinópolis, no interior do Maranhão, a Sumaré, no interior paulista, numa viagem de 2.700 quilômetros.

Contêineres são empilhados em vagões ferroviários
Operação com contêineres empilhados da Brado Logística - Divulgação

Desde o início da fase de testes, em julho do ano passado, até agora foram feitas 13 viagens de trens, que transportaram 884 contêineres de lingotes de alumínio da Alcoa produzidos na Alumar, consórcio gerenciado pela empresa no Maranhão, para clientes paulistas. Os lingotes têm peso médio de 1,1 toneladas por unidade.

Só no segundo semestre do ano passado, a redução de emissões de CO2 pela empresa foi superior a 5.000 toneladas, quando comparada ao transporte exclusivamente por rodovias. Com a operação multimodal, 40% da carga de alumínio no trecho passou a ser feita por trens.

Segundo o CEO da Brado, Luciano Johnsson, a rota já vinha sendo estudada pelas empresas e começou a ser estruturada em janeiro de 2025. Após a fase inicial com nove viagens de testes, entrou em caráter permanente no mês passado.

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A operação começa em São Luís e segue para Davinópolis, de onde percorre a Norte-Sul até Sumaré.

A adoção do sistema, de acordo com as empresas, propiciou ganhos importantes em sustentabilidade –com destaque para a redução das emissões, já que a ferrovia é mais eficiente do ponto de vista energético e ambiental do que as rodovias– e previsibilidade no fluxo logístico.

Conforme a Alcoa, a decisão de incorporar a ferrovia à operação está ligada à estratégia de tornar sua logística mais eficiente, segura e sustentável.

"A adoção de uma solução multimodal permite reduzir a dependência exclusiva do transporte rodoviário, trazendo mais previsibilidade operacional e menor exposição a riscos logísticos", diz a empresa.