terça-feira, 27 de novembro de 2018

Comunista de raiz, FSP

Imagine, leitor, uma família obstinadamente comunista. As crianças nela nascidas não recebem nenhum sacramento e, em vez de ser acalentadas ao som de canções de ninar, são embaladas pelos acordes da Internacional. Desde cedo, são iniciadas nos dogmas do leninismo e privadas de quaisquer referências fora do círculo marxista. Crescem convencidas de que a propriedade privada é um roubo e de que a história só avança por meio de revoluções.
Mais tarde, na escola, um desses pequenos experimentos da engenharia sociofamiliar tem aulas com um professor religioso e é apresentado às Escrituras. Fica maravilhado com o novo mundo que se lhe descortinou, converte-se e passa a viver como um temente a Deus, abandonado as teorias que lhe foram impingidas por seus pais.
Inventei essa historieta para discutir a tese de que os pais têm direito de determinar a educação religiosa e moral que seus filhos receberão, que consta da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art. 12, IV) e é um dos pilares do Escola sem Partido. Até acho que isso possa valer como uma diretriz geral para crianças pequenas, mas só para as pequenas.
À medida que os filhos crescem, é natural e desejável que sejam expostos a outras ideias, inclusive àquelas que seus genitores veem como ofensivas. É só assim que indivíduos podem tornar-se sujeitos autônomos. Não importa qual encarnação do jovem de nossa historinha você prefira, é a segunda que corresponde à sua escolha pessoal —e ela só foi possível porque, em algum momento, o suposto direito dos pais de definir os conteúdos que entrarão na mente de seus filhos foi violado.
Se o Escola sem Partido fosse movido pela coerência e pela honestidade, deveria estar propondo uma PEC para abolir o ensino religioso no ensino fundamental público. Afinal, a religião, como a ideologia, deve estar tão longe quanto possível dos bancos escolares.
 
Hélio Schwartsman
Jornalista, foi editor de Opinião. É autor de "Pensando Bem…".

Haja elite, Editorial , FSP



Não há de ser fácil para um político o exercício público do desprendimento e da autocrítica diante do fracasso. Quando seu nome é Fernando Haddad e seu partido é o PT, a dificuldade apenas aumenta.
A mania de colocar nos outros a responsabilidade pelos próprios erros, de dividir o país entre mocinhos e bandidos, de menosprezar a inteligência de quem votou no rival e de ignorar dados que contradizem suas teses marca o candidato e a legenda derrotados em segundo turno em 28 de outubro.
Na fantasia mais uma vez recrutada por Haddad em entrevista a esta Folha, "a elite econômica", ao despir-se de disfarces e mostrar sua verdadeira face, teria sido decisiva na eleição de Jair Bolsonaro (PSL). Haja elite para operar a façanha de conquistar 57,8 milhões de votos num país de vastos contingentes no máximo remediados.
O fato é que a maioria dos eleitores recusou-se a dar ao PT o quinto mandato presidencial consecutivo. Como ocorrera em 2016 com o mesmo Haddad, na cidade de São Paulo, o veredicto das urnas preferiu um neófito em disputas majoritárias ao representante de uma plataforma e de um jeito de fazer política fartamente conhecidos.
O eleitor brasileiro disse não ao partido associado ao maior escândalo de corrupção já descoberto no país. Negou apoio à legenda que não soube preservar a vida partidária das tribulações penais enfrentadas por seus maiores quadros e aceitou bovinamente ser comandada da cela de uma carceragem.
Houve rechaço às ideias irresponsáveis e ultrapassadas do PT sobre a economia —reiteradas no programa de governo patrocinado pelo próprio ex-prefeito—, cuja aplicação sistemática terminou por deprimir a renda nacional com violência inédita em mais de 30 anos.
A teimosia estratégica de nunca ter assumido responsabilidades pelo descalabro ético e material da gestão federal —e de nunca ter se reformado de acordo com essa conclusão— esvaziou a credibilidade do ensaio de moderação lançado no segundo turno.
Passada a eleição, o discurso de Haddad volta ao ponto em que estava antes dela. Dá a impressão de que a conversa de frente democrática era só truque para ganhar voto. As perorações acerca do "neoliberalismo" sugerem que o ex-candidato e sua sigla continuam prisioneiros de rançosas teorias econômicas e conspiratórias.
No Brasil, as condições para antepor-se a um presidente recém-empossado, legitimado pelo voto, são áridas como regra. Sem um diagnóstico realista dos motivos da derrota, será difícil oposição eficaz.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Conheça a trajetória do senador Major Olímpio (PSL) com mais de 9 milhões de votos, Justiça em Foco

Da redação (Justiça Em Foco) com Carla Castro. - quinta, 22 de novembro de 2018
 
As eleições de 2018 foram marcadas pela onda de votações expressivas em candidatos do PSL, o efeito Bolsonaro atingiu todos os estados brasileiros e alavancaram uma sigla, considerada pequena, à 2ª maior bancada da Câmara dos Deputados. No Senado Federal, a grande surpresa foi a eleição do Major Olímpio para o estado de São Paulo, com mais de 9 milhões de votos. 
A trajetória da vida pública do futuro senador se iniciou no âmbito da Polícia Militar de São Paulo quando ocupou a presidência da Associação Paulista dos Oficiais da PMSP e quando foi diretor da Associação dos Oficiais da PMSP. Com 29 anos de serviço dedicados à Polícia Militar, foi eleito deputado estadual por São Paulo, em 2006, com pouco mais de 52 mil votos. Na eleição seguinte, em 2010, foi reeleito com mais do dobro de votos, cerca de 135 mil. O crescimento nas votações e a boa atuação como parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) o fizeram almejar voo maiores. 
Em 2014 resolveu concorrer a Deputado Federal por São Paulo e, novamente, foi eleito com quase 180 mil votos. Atuou bastante na Câmara dos Deputados entre 2015 e 2018, sendo autor de mais de 30 projetos e relatando outros 30, especialmente na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO). Sua principal bandeira é a defesa dos direitos dos policiais e o fortalecimento da Segurança Pública.
O atual Deputado e futuro Senador é bacharel em ciências jurídicas e sociais, além disso, atua também como jornalista e professor de educação física. Pela sua formação militar, ainda é técnico em defesa pessoal e instrutor de tiro. Também é autor de livros voltados para a questão da segurança pública. No ranking parlamentar, feito pelo site Atlas Político, ocupa a 43ª colocação entre 493 deputados, sendo o 14º deputado mais atuante na Câmara. 
Dentre os seus principais posicionamentos políticos, criticou duramente o governo de Dilma Rousseff e a tentativa de nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como Ministro da Casa Civil em 2016. Major Olímpio votou a favor do impeachment de Dilma. Mantendo a pauta anticorrupção, independentemente da orientação partidária, também foi favorável a abertura do processo de investigação do Presidente Michel Temer em agosto de 2017, após o escândalo da divulgação dos áudios gravados por Joesley Batista, dono da JBS. 
Em face do alinhamento de pensamento e das posições anticorrupção e a favor da Segurança Pública, Major Olímpio resolveu se filiar ao PSL, partido de Jair Bolsonaro, para disputar as eleições de 2018. Além de ter sido o único candidato do partido a disputar o Senado pelo estado de São Paulo, Major Olímpio também foi o escolhido para presidir a comitiva do partido no estado.
A expressiva e surpreendente votação do Major revelou a força do partido e do projeto de governo do PSL. Pautado no combate à corrupção, no endurecimento ao crime organizado, no aparelhamento de todas as polícias e em profundas mudanças do código penal, Jair Bolsonaro, Sérgio Moro, Major Olímpio e todos os parlamentares eleitos do PSL, bem como os Ministros escolhidos, terão a oportunidade de alterar o status quo político, de extinguir a política do toma lá dá cá e promover segurança aos cidadãos brasileiros.
Os primeiros anos do Governo são fundamentais para pautar as reformas, pois a força dos milhões de votos obtidos pelo PSL estará fresca na memória da atual composição do Congresso. Embora cada parlamentar possua o mesmo peso a cada votação, ou seja, um parlamentar, um voto, o peso da legitimidade que cada congressista carrega para representar o povo está traduzida no número de votos que ele recebeu. A força do voto popular será a principal moeda de negociação do PSL para votação de matérias sensíveis. Nesse ponto, os 9 milhões de votos do Major Olímpio devem qualificá-lo para ser uma liderança ativa no Senado Federal.
A trajetória de sucesso do major se deve ao comprometimento e à dedicação que sempre teve como parlamentar. Assíduo, interessado e estudioso, Major Olímpio deve ser uma voz em defesa da Segurança Pública dentro do Senado e articulador de votações importantes para o Governo de Bolsonaro na Casa. Junto com Selma Arruda (PSL-MT), Soraya Thronicke (PSL-MS) e Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) forma o time de 4 senadores eleitos pelo PSL.  
redacao@justicaemfoco.com.br | Por Carla Castro