O banqueiro André Esteves, dono do BTG/Pactual, se encontrou com o presidente dos EUA, Donald Trump, no sábado (29).
A informação foi revelada pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, e confirmada pela Folha.
A reunião ocorreu uma semana depois de Lula conversar com Trump ao telefone, no dia 21, iniciando um degelo do governo brasileiro com a administração norte-americana, que passa por um dos momentos mais tensos da história das relações entre os dois países.
De acordo com interlocutores do banqueiro, a conversa girou em torno das possibilidades econômicas do Brasil nas áreas de energia, minerais raros e DataCenter, entre outras.
O banco de Esteves está buscando investimento nessas áreas.
O dono do BTG/Pactual informou o governo brasileiro de que estaria com Trump. Ele deve relatar a conversar a Lula.
O Brasil retoma nesta segunda-feira (31) as negociações comerciais com os Estados Unidos com auxiliares do petista céticos sobre a possibilidade de um acordo com os americanos.
Como mostrou a Folha, eles temem que o tarifaço imposto por Trump a produtos brasileiros se torne permanente caso o impasse se prolongue.
Um representante do governo lembra que as barreiras comerciais sobre aço e alumínio foram impostas ainda em 2018, no primeiro mandato de Trump. Joe Biden, seu sucessor, nada fez para revogá-las. Parte do governo receia que, sem avanços nas conversas com a gestão Trump, o cenário se repita com a sobretaxa de 25% aplicada com base em práticas comerciais do Brasil apontadas como injustas.
Esse integrante da equipe de Lula diz que o telefonema do presidente brasileiro para Trump, na semana passada, descongelou a relação e levou representantes da Casa Branca a procurarem o Palácio do Planalto. A relação entre os países estava tão desgastada que, se não fosse o telefonema, apenas uma proposta vantajosa aos EUA poderia destravar as negociações.
André Esteves é um dos convidados para um jantar de Lula com empresários marcado para esta segunda (31) no Palácio da Alvorada.
Entre os convidados estão também Roberto Setubal (Itaú) e Luiz Trabuco (Bradesco), e os empresários Joesley Batista (JBS) e José Seripieri Filho (Amil). Auxiliares de Lula afirmam que o jantar será oferecido a um grupo restrito, incluindo outros grandes nomes do PIB.
O movimento é paralelo a reuniões de dirigentes de empresas com o principal adversário do petista na eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os convites para os empresários jantarem com Lula foram feitos antes de as reuniões do senador com grandes atores da economia se tornarem públicas.

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