Antes mesmo das denúncias de assédio sexual do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, sua fama entre os colegas não era a pior, mas era uma das piores.
Sua degola mostrou que o pescoço de ministro de tribunal de Brasília não está livre da lâmina.
As frituras da Federal
O ministro André Mendonça entrou em rota de colisão com a Polícia Federal. Mau negócio.
Deixando-se de lado frituras nacionais recentes e indo-se a um precedente americano, foi um ex-agente do FBI, a Federal americana, quem deu o empurrão que ajudou a fritar Richard Nixon em 1974, derrubando-o da presidência dos Estados Unidos.
A Casa Branca tentou grampear a sede do Partido Democrata em junho de 1972 e cinco aloprados foram presos.
Em outubro, Nixon desconfiava que um agente do FBI estivesse alimentando a imprensa.
Bingo. Mark Felt, ex-vice-diretor do FBI, apelidado Garganta Profunda (título de um filme pornô da época), na redação do Washington Post, era uma de suas fontes. Era dele que Nixon desconfiava.
Hoover e a carta da PF
Se 27 superintendentes do FBI tivessem assinado uma carta sobre seja lá o que for, J. Edgar Hoover (1895-1972), eterno diretor da Federal americana, teria se enforcado no banheiro de sua casa.

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