A JBS (JBSS32) registrou prejuízo líquido atribuível aos acionistas de US$ 102 milhões no segundo trimestre de 2026, ante lucro de US$ 528 milhões em igual período do ano passado, informou a companhia nesta segunda-feira.
A receita líquida atingiu US$ 23,9 bilhões, alta de 14% na comparação anual e recorde. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recuou 8,2%, para US$ 1,26 bilhão, enquanto a margem caiu de 6,5% para 5,3%. O lucro por ação ficou negativo em US$ 0,10, ante US$ 0,48 no segundo trimestre de 2025.
O resultado líquido foi afetado por itens não recorrentes. Segundo a companhia, os principais ajustes foram US$ 172 milhões em prêmios, juros e custos relacionados às ofertas de recompra de bonds (título de renda fixa negociado no exterior) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), US$ 133 milhões referentes a acordos antitruste e US$ 81 milhões relativos ao cálculo final do ganho na aquisição da Mantiqueira.
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No conceito ajustado, o lucro líquido foi de US$ 218 milhões, com lucro por ação de US$ 0,20.

Segundo o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, a rentabilidade apresentou melhora sequencial na maioria das unidades de negócio. Na comparação com o primeiro trimestre, o Ebitda ajustado cresceu de US$ 1,13 bilhão para US$ 1,26 bilhão.
De acordo com ele, a comparação anual foi prejudicada pelo resultado excepcional registrado no segundo trimestre de 2025, especialmente nas operações de aves. “O segundo trimestre do ano passado foi um recorde histórico de resultado para a empresa”, afirmou ao Broadcast Agro.
A JBS gerou fluxo de caixa livre positivo de US$ 130 milhões no trimestre, ante consumo de US$ 55 milhões um ano antes. A companhia atribuiu a melhora principalmente à gestão do capital de giro, com avanço de US$ 600 milhões nos recebíveis, refletindo maior desconto de recebíveis e maiores adiantamentos de clientes chineses relacionados às exportações brasileiras, e aumento de US$ 390 milhões nos fornecedores.
A alavancagem líquida encerrou junho em 3,10 vezes, ante 2,77 vezes em março e ligeiramente acima da meta financeira de longo prazo da companhia. O prazo médio da dívida chegou a 15,3 anos, com custo médio de 5,7%. Em agosto, a JBS elevou sua linha de crédito rotativo de US$ 3,5 bilhões para US$ 4,2 bilhões, levando a liquidez total a US$ 7,7 bilhões.
*Os dados de Ebitda desta nota são apresentados pelo critério USGAAP, conjunto de princípios contábeis adotados nos Estados Unidos.



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