segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Consumidor residencial respondeu por 52% do mercado de GD solar em 2021, EPBR

 A classe residencial foi destaque no avanço da geração distribuída solar em 2021, com 52% do volume adicionado, enquanto a classe comercial foi responsável por 27%, mostra um levantamento da Greener sobre o desempenho da GD no ano passado.

“A permanência do modelo de trabalho remoto, a energia elétrica mais cara e o maior acesso ao financiamento podem ser fatores decisivos na escolha da GD pelos consumidores residenciais nos próximos meses”, diz a consultoria.

Já a queda das atividades comerciais no período de pandemia pode ter puxado para baixo novas instalações nesse segmento. O preço também se mostrou fator decisivo.

A restrição da cadeia produtiva mundial, somada à disparada dos preços do frete e à valorização do dólar, impactaram diretamente os custos dos módulos fotovoltaicos em 2021.

Preços de sistemas fotovoltaicos tiveram elevação média de 8%. 

A má notícia é que o impacto das restrições da cadeia produtiva mundial de módulos FV sobre os custos pode se estender ao longo da primeira metade de 2022.

“O equilíbrio entre demanda e oferta de materiais e equipamentos a nível mundial, somado à variação do dólar, serão fatores chave para o comportamento de preços”.

Mudanças de ordem fiscal também trazem incertezas quanto aos custos tributários de módulos e inversores a partir do segundo trimestre, sendo importante ponto de atenção para a cadeia, alerta a consultoria.

A boa é que a expressiva entrada de novos players e a alta competitividade do mercado, segundo a Greener, podem ajudar a atenuar o aumento dos preços ao consumidor final.

“Apesar da elevação dos preços, os sistemas FV continuam atrativos ao consumidor, sendo a alta tarifa de eletricidade drive impulsionador dos projetos FV em todo o país”, diz o relatório.

O setor está otimista. A pesquisa aponta ainda um otimismo do setor em relação aos próximos meses, por conta da aprovação do marco da mini e micro geração distribuída e a perspectiva de elevação média de 21,21% das tarifas de energia para 2022.

“O Marco Legal da MMGD traz importantes aprimoramentos para o setor, levando maior estabilidade e previsibilidade ao mercado”.

A expectativa é que a mudança dos critérios de compensação para os empreendimentos que solicitarem conexão à rede a partir de 2023 acelere o volume de novos contratos em 2022, em especial os modelos de geração remota.

Sancionada em janeiro, a Lei 14.300/2022 preserva regras atuais até 2045 para os sistemas instalados e para novos clientes que fizerem o pedido de conexão com a rede nos próximos 12 meses.

No geral, o país atingiu 807,2 mil instalações fotovoltaicas, segundo a Aneel — um crescimento de 100% em relação a dezembro de 2020. Quase 77% do consumo é residencial.

Para atender esse aumento, o mercado brasileiro demandou mais de 9,7 GW em módulos fotovoltaicos em 2021, tanto para GD quanto para geração centralizada. O crescimento foi de 104% em relação a 2020, aponta a Greener.

O financiamento para a fonte solar tem sido uma importante alavanca para a demanda, apoiando 57% das vendas no ano passado, completa.

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GD solar na Vivo

A GD solar também está no radar de empresas de telefonia. A Vivo inaugurou hoje (18/2) no Distrito Federal a Brasília 200, em parceria com a Athon Energia. De fonte solar fotovoltaica, a usina está instalada na área rural do Paranoá.

É a segunda no DF. Em novembro de 2020, a companhia inaugurou a “Brasília 100”, também no núcleo rural de Paranoá.

Brasília 200 irá gerar cerca de 11.766 MWh/ano e tem potência instalada de 6,93 MWp. Já Brasília 100 tem capacidade instalada de 4,824 MW.

Juntas, as usinas fotovoltaicas passam a atender todas as 535 unidades consumidoras da Vivo em baixa tensão no DF, entre lojas, escritórios, antenas e equipamentos de transmissão.

É a 23ª usina de geração distribuída da empresa de telefonia a entrar em operação no país. O programa de GD da Vivo prevê 85, ao todo, produzindo energia a partir de fontes solar, hídrica ou biogás.

O plano é concluir as instalações até o final de 2022. Os investimentos incluem fontes solar (61% da energia total prevista no projeto da empresa), hídrica (30%) e biogás (9%).

Nayara Machado

Nayara Machado

Jornalista especializada em energia e combustíveis com foco em clima e sustentabilidade. Edita a newsletter Diálogos da Transição ✉️ nayara.machado@epbr.com.br

A polêmica do banheiro unissex e a identidade de gênero, The News

 

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania publicou uma resolução na sexta-feira que orienta instituições de ensino quanto ao reconhecimento da identidade de gênero e sua operacionalização.

  • Apesar de não ter força de lei, foi a partir desta resolução que a polêmica dos banheiros unissex tomou conta do final de semana e movimentou as redes sociais da sua família.

Para se inteirar em uma frase: A resolução determina que escolas garantam acesso a banheiros por identidade de gênero aos alunos. Na prática, dentre outras variações, se um homem se identificar como mulher, ele deve ter acesso ao vestiário feminino.

Um passo atrás… A identidade de gênero 🚻

O conceito determina que a percepção que uma pessoa tem de si mesma em relação ao seu gênero deve prevalecer em relação ao sexo biológico.

Sendo assim, a “identidade de gênero” seria uma experiência interna e individual, que pode ou não corresponder ao sexo biológico — ou órgão genital.

Mas a questão vai muito além do banheiro 🚽

Segundo a nova diretriz, além da garantia de uso de banheiros e demais espaços de acordo com o gênero, é recomendado que as vestimentas sigam o padrão de escolha.

  • O Ministério também propõe a realização de campanhas de conscientização sobre o direito à autodeterminação de gênero das pessoas trans.

A chamada também pode ser modificada, devendo respeitar o nome social adotado pelo aluno. Sendo criança ou adolescente, o documento recomenda que os pais sejam consultados e, caso se oponham, deve haver justificativa expressa.

Zoom out: No mês passado, o governo do Reino Unido voltou atrás em uma medida similar e disse que proibirá banheiros unissex em prédios comerciais e escolas, depois que algumas crianças passaram a evitar usá-los. Relembre aqui.

Barroso assume STF em momento de tensão com Legislativo, MEIO

 A partir desta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) terá um novo presidente. O ministro Luís Roberto Barroso assume o posto aos 65 anos, substituindo Rosa Weber, que se aposenta aos 75. “Minha gestão terá três eixos: conteúdo, comunicação e relacionamento. Isso significa melhorar a qualidade do serviço prestado pelo Judiciário, com aumento da eficiência; ser melhor entendido pela sociedade; e manter relacionamento com todos os segmentos da sociedade, para ouvir os anseios e necessidades”, afirmou. Caberá a Barroso definir a pauta de julgamentos e o ritmo em que processos politicamente sensíveis, pois irritam o Legislativo, vão tramitar. É o caso da legalização do aborto e da descriminalização do porte de maconha. Defensor de votos mais rápidos no plenário, ele pretende apresentar uma proposta administrativa de celeridade. Uma das hipóteses é mudar o rito do julgamento: o relator daria um voto robusto e só o primeiro ministro que divergisse se pronunciaria. Os demais declarariam apenas qual tese acompanham, como nos EUA. De janeiro para cá, o STF recebeu o maior número de ações penais de sua história recente: 1.289, o dobro do contabilizado desde 2006, primeiro ano da série histórica. As peças relacionadas ao 8 de janeiro correspondem a 98% dos processos criminais da Corte, que tem 23.547 casos pendentes. (Globo)

A disputa pelas vagas no STF e a da Procuradoria-Geral da República (PGR) segue acirrada. Parlamentares petistas têm dúvidas se Flávio Dino levaria adiante pautas à esquerda no Supremo. Já seus aliados afirmam que o ministro da Justiça e da Segurança Pública é o único do primeiro escalão a enfrentar publicamente o bolsonarismo. O outro candidato, o atual advogado-geral da União, Jorge Messias, é visto como político agregador, além de ser evangélico e de esquerda, podendo unir diferentes alas do Supremo. O grupo que apoia Messias teme que o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, assuma a PGR por ter perfil conservador e dar muito poder a Gilmar Mendes, do STF. Já o grupo que apoia Gonet avalia que o subprocurador-geral da República, Antônio Carlos Bigonha, pode ter perfil semelhante ao de Rodrigo Janot, responsável pela PGR no auge da Lava-Jato. (Globo)

Após quatro anos como procurador-geral da República, Augusto Aras, deixa o posto amanhã. O alinhamento com Jair Bolsonaro será a marca de sua gestão. Alguns petistas argumentavam que sua fidelidade ao ex-presidente poderia se repetir com Lula. Mas as críticas generalizadas à conduta de Aras acabaram minando a possibilidade de recondução. (Correio Braziliense)

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De olho nas eleições municipais de 2024, Bolsonaro afirmou ontem, durante um evento de direita, que o PL tem de resolver alguns “problemas”. “Vão pintar alguns problemas em São Paulo e a gente vai resolver.” Sem explicar do que se tratava, mencionou também o Ceará e disse ter conversado recentemente com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto. O ex-presidente usou seu discurso para criticar a esquerda: “Eu digo sempre: não são adversários, são inimigos da humanidade, inimigos do cidadão, inimigos da liberdade.” (Poder360)

O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para rejeitar o recurso da defesa de Bolsonaro contra a decisão que o tornou inelegível, por oito anos, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Cármen Lúcia, André Ramos Tavares, Alexandre de Moraes e Floriano Azevedo Marques acompanharam o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves. Faltam os votos de Nunes Marques e Raul Araújo. A votação no plenário virtual termina às 23h59 do dia 28. (g1)

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Com a entrada de PP e Republicanos no primeiro escalão, a base de apoio ao governo está consolidada. Mas essa aliança não é suficiente para aprovar pautas de costumes. É o que afirma o líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR), em entrevista ao Globo. Ele diz que o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), é um aliado e endossa as críticas do parlamentar a possíveis “exageros” da Polícia Federal. “O Lira é um aliado. O Brasil tem andado graças à atuação da Câmara.” Além disso, afirma que a Justiça Eleitoral é passível de críticas, como as feitas por Gleisi Hoffmann, e sinaliza que, se Sergio Moro for cassado, pode disputar uma vaga no Senado com a presidente do PT. (Globo)

Ao mandar investigar o senador Sergio Moro (União-PR), o ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, abre caminho para uma possível cassação do ex-juiz da Lava-Jato com base no mesmo precedente que tirou o mandato de deputado de Deltan Dallagnol (Podemos-PR). O corregedor determinou a instauração de uma reclamação disciplinar contra Moro por uso da magistratura com fins político-partidários e decisões que autorizaram repasses de multas de acordos de delação e leniência à Petrobras. Se concluir que houve infração, pode comunicar ao TSE. Também serão investigados a juíza Gabriela Hardt e os desembargadores João Pedro Gebran Neto e Marcelo Malucelli, ex-relatores da Lava-Jato no TRF-4, e o atual relator da força-tarefa na corte, Loraci Flores de Lima. (Estadão)

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Os Ministérios do Planejamento e da Fazenda anunciaram o contingenciamento de R$ 600 milhões do Orçamento de 2023 devido ao estouro do limite estabelecido pelo novo arcabouço fiscal. O valor está no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, que orienta a execução do Orçamento e é publicado a cada dois meses. Com isso, o total temporariamente bloqueado neste ano sobe de R$ 3,2 bilhões para R$ 3,8 bilhões, valor considerado pequeno diante do total das despesas primárias, estimadas em R$ 2,056 trilhões. Até o dia 30, o governo precisa editar um decreto detalhando a distribuição do novo contingenciamento entre os ministérios. Esse é o primeiro bloqueio desde a sanção da nova regra fiscal. (Agência Brasil)

José Márcio Camargo: “O cenário é claro. O fiscal já preocupa seriamente os investidores. O comportamento dos preços dos ativos financeiros ao longo do mês de agosto, a desvalorização do real, a queda dos preços das ações e o aumento das taxas de juros já antecipavam esse resultado. Os investidores estão ‘caindo na real’”. (Estadão)