sexta-feira, 11 de julho de 2025

Hard Rock Hotel não sai do papel e prédio icônico na Paulista tem pichações e vidros quebrados, OESP

 O endereço do que seria o primeiro Hard Rock Hotel de São Paulo foi escolhido por ser “bonito por fora e icônico”, como se destacou ao ser anunciado. Hoje, seis anos depois, contudo, esse mesmo prédio está esvaziado, repleto de pichações e com diversas janelas quebradas, com ares de abandonado em plena Avenida Paulista.

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O edifício em questão é o Torre Paulista, conhecido pelas formas curvas e por ter sido sede do banco japonês Sumitomo por décadas. Mais recentemente, foi endereço de escritórios diversos, que precisaram deixar o local para a implementação do hotel no fim de 2018 — parte de uma empreitada bilionária de oito unidades da famosa marca internacional no Brasil.

As obras na Paulista não avançaram, entretanto. Ao Estadão, a Residence Club, responsável pelo Hard Rock Hotel em São Paulo, respondeu que está “em tratativas com a Savoy, proprietária do edifício Torre Paulista, para definir os próximos passos e o futuro do empreendimento”. Não foi informada a previsão de início de obras ou de inauguração.

Edifício Torre Paulista está com pichações e janelas quebradas
Edifício Torre Paulista está com pichações e janelas quebradas Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Para você

A Residence Club foi criada no início do ano passado após o anúncio de que um grupo de executivos do mercado de multipropriedade adquiriu o controle acionário da Venture Capital Participações e Investimentos (VCI). A decisão ocorreu após a companhia enfrentar problemas financeiros e jurídicos diversos, além de queixas de clientes e atrasos, envolvendo empreendimentos do Hard Rock Hotel no País.

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Antes, a VCI chegou a anunciar até a criação de uma criptomoeda e teve o registro suspenso temporariamente na Comissão de Valores Mobiliários, o que foi revertido. Além disso, o plano de expansão foi reduzido, com a desistência de metade dos oito hotéis anunciados, como o de Campos do Jordão (SP).

Edifício Torre Paulista está com acessos fechados e esvaziado
Edifício Torre Paulista está com acessos fechados e esvaziado Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Segundo relatórios próprios de administração, a VCI foi fundada em 2016, com foco no “investimento direto em projetos hoteleiros de alto padrão, com a marca Hard Rock Hotel”. Esses materiais também dizem que era responsável pelo controle de “todos os processos, desde o desenvolvimento do projeto, comercialização, construção e operação”.

O Estadão procurou a Hard Rock International, mas não obteve retorno. Já a Prefeitura informou que o empreendimento tem alvará de execução de reforma na categoria “serviços de hospedagem”. Além disso, respondeu que não há registros de denúncias envolvendo o imóvel e prevê vistoria no local até o início da próxima semana.

Montagem com anúncios do então Edifício Aquarius (hoje Torre Paulista) veiculados em 1971 e 1972
Montagem com anúncios do então Edifício Aquarius (hoje Torre Paulista) veiculados em 1971 e 1972 Foto: Acervo Estadão

Hotéis Hard Rock enfrentam atrasos pelo País e multas

A Residence Club é hoje responsável por quatro empreendimentos da marca internacional. Dois estão em obras, embora atrasadas: Hard Rock Hotel Fortaleza (na cidade de Paraipaba, no Ceará) e Hard Rock Hotel Ilha do Sol (em Sertaneja, no Paraná). Há, ainda, o Hard Rock Jeri (em Jijoca de Jericoacoara, também no Ceará), descrito como “coming soon”, e os planos para São Paulo.

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Os projetos do Paraná e Ceará passaram por investigações, penalidades e questionamentos judiciais. Só em 2024, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará, emitiu duas multas.

Em janeiro de 2024, foi emitida uma multa pelos dois anos de atraso na obra, no valor de R$ 12,3 milhões. Já, em dezembro, houve nova penalidade de R$ 6,6 milhões após denúncias de que a companhia teria repassado encargos dos atrasos aos clientes.

Segundo o Ministério Público, unidades do Hard Rock Café Fortaleza são comercializadas no modelo multipropriedade desde 2018. Mais de 10 mil contratos teriam sido firmados desde então. Há diversos relatos de abordagens de transeuntes em pontos turísticos do Ceará, a fim de captar possíveis clientes.

O que se sabe sobre o projeto do Hard Rock para São Paulo?

Em geral, há poucos detalhes sobre o projeto para a Paulista. Em 2023, uma “concept store” de divulgação do hotel foi aberta nos Jardins, mas não está mais em funcionamento.

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Situação atual da fachada do Edifício Torre Paulista
Situação atual da fachada do Edifício Torre Paulista Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A principal diferença do empreendimento paulistano em relação aos demais é que deve ser voltado só ao segmento de hotelaria. Já os outros ligados à Residence Club têm o modelo de multipropriedade.

O Hard Rock Hotel São Paulo não aparece, contudo, no site da rede internacional. Na plataforma, os únicos brasileiros são os dois projetos do Ceará e o de Gramado, no Rio Grande do Sul (não diretamente ligado à VCI).

Hard Rock tem estabelecimentos no Brasil? E em São Paulo?

Fundada por americanos em Londres, em 1971, a marca Hard Rock é vinculada a hotéis, cassinos, cafés e outros estabelecimentos de hospitalidade em mais de 70 países. A empresa trabalha geralmente com franquias.

Edifício Torre Paulista está fechado há anos
Edifício Torre Paulista está fechado há anos Foto: Tiago Queiroz/Estadão

No Brasil, está presente exclusivamente em cafés, porém há projetos de hotéis. O único estabelecimento da franquia em São Paulo é o Hard Rock Café de Ribeirão Preto, em funcionamento desde 2021. Há outros cafés, especialmente na Região Sul, como em Florianópolis, Curitiba, Gramado e Porto Alegre.

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Há cerca de cinco anos, também está em desenvolvimento um projeto de Hard Rock Café em São Paulo. Os empresários envolvidos pretendem inaugurá-lo na Avenida Cidade Jardim, quase na esquina com a Avenida Europa.

Hard Rock Café de Ribeirão Preto é o único espaço ligado à marca internacional em funcionamento no Estado de São Paulo
Hard Rock Café de Ribeirão Preto é o único espaço ligado à marca internacional em funcionamento no Estado de São Paulo Foto: Celio Messias/Estadão - 08/06/2021

Edifício foi projetado por arquiteto renomado

Originalmente chamado de Edifício Aquarius, o Torre Paulista é caracterizado pelas formas curvas e afuniladas. O prédio foi projetado no início dos anos 1970, por José Gugliotta e Jorge Zalszupin — um dos mais renomados nomes de mobiliário brasileiro, autor das poltronas do STF, por exemplo.

Edifício Torre Paulista é caracterizado pela arquitetura curva e afunilada
Edifício Torre Paulista é caracterizado pela arquitetura curva e afunilada Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Polonês radicado no Brasil, Zalszupin também é um dos autores dos projetos originais do Shopping Ibirapuera, na zona sul, e do Top Center, também na Paulista, dentre outros. Além disso, sua antiga residência hoje funciona como casa-museu e galeria de arte, nos Jardins.

Conforme informações do cadastro na Prefeitura, o prédio tem 19,1 mil m² de área construída. Está em um terreno de 2,2 mil m², com endereço principal na Paulista (em frente ao prédio da Gazeta) e entrada secundária pela Alameda Santos.

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Prédio foi construído em meio à transformação da Paulista

Especialistas ouvidas pelo Estadão avaliam que se deveria manter o edifício preservado. Outro ponto destacado é a importância de que se mantenha um uso.

Pichações e vidros quebrados nas fachadas do Edifício Torre Paulista
Pichações e vidros quebrados nas fachadas do Edifício Torre Paulista Foto: Tiago Queiroz/Estadão

“O prédio deveria ser mantido: tem arquitetura correta, de autoria de um arquiteto importante no panorama paulista e faz parte da paisagem da Paulista”, diz Monica Junqueira de Camargo, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, onde foi chefe do Departamento de História e Estética do Projeto.

Professora emérita da Mackenzie e referência no estudo da verticalização em São Paulo, Nadia Somekh avalia que um uso como hotel seria compatível com o perfil atual da Paulista. “Em Nova York, tem prédios altos em que metade é escritório, metade é hotel”, exemplifica ela, que também é conselheira do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Fundos do Edifício Torre Paulista, na Alameda Santos, também apresenta sinais de falta de uso
Fundos do Edifício Torre Paulista, na Alameda Santos, também apresenta sinais de falta de uso Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A arquiteta destaca que o edifício foi erguido em um contexto de transformação da avenida, com o projeto Nova Paulista. Isso envolveu um contexto de mudanças urbanas e o estabelecimento do entorno como o polo financeiro da cidade, com a migração de instituições antes concentradas no centro velho.

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Nesse contexto, foram criadas regras específicas para construções naquele entorno, o que permitiu maior verticalização do que em outras áreas. “No ‘boom’ do Milagre (Econômico) dos anos 1970, vários prédios foram construídos, e derrubando casarões, dando uma nova cara para a Paulista”, explica Nadia.

Trump vai unir o Brasil?, Mariliz Pereira Jorge, FSP

 Foi preciso um tarifaço disparado com sotaque novaiorquino e topete tingido para o Brasil cogitar, mesmo que por instantes, uma trégua ideológica. Donald Trump, ídolo de uma ala da direita brasileira que tem orgulho de mugir em inglês, pode acabar provocando a primeira reconciliação entre petistas, isentões e bolsonaristas desde que a polarização virou o esporte nacional, com torcida organizada, juiz comprado e zero fair play.

Trump, que conduz diplomacia com a sutileza de uma geladeira velha barulhenta, resolveu mirar sua artilharia econômica no Brasil. Uma bomba tributária com endereço certo. Alvo: o agronegócio, aquele mesmo que muitos tratam como sinônimo de patriotismo e motor da pátria que alimenta o mundo. Sobrou para o aço, para os aviões da Embraer, para o boi, para a soja e para o orgulho de muita gente que decorou a frase "agro é tech, agro é pop, agro é tudo".

A imagem mostra uma pessoa usando uma camiseta preta com a frase "VOLTAREMOS WE WILL BE BACK". A camiseta apresenta uma ilustração de um homem sorridente, com metade do rosto em uma cor e a outra metade em outra, simbolizando uma divisão. Abaixo da imagem, estão os números "2024" e "2018" em cores vibrantes. O fundo da imagem é desfocado, com pessoas e bandeiras ao redor.
Pessoa usa uma camiseta em apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. - Alexandre Meneghini/REUTERS

E aí começou o curto-circuito. De repente, a turma que gritava "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos" precisa escolher entre a bandeira que beija e o gringo que idolatra. É quase como pedir a um adolescente que escolha entre o iPhone e o TikTok: um curto-circuito emocional.

Como explicar para a tia do Zap, aquela que coleciona figurinhas da Michele Bolsonaro e vídeos de exorcismo anticomunista, que o Trump não é "dos nossos"? Nunca foi. Não acorda pensando no futuro do agronegócio brasileiro, não defende valores cristãos nem luta contra o comunismo. Ele apenas faz o que sempre fez: proteger os próprios interesses. E agora está usando a economia brasileira como moeda de troca para blindar seu velho aliado: Jair Bolsonaro. Quem paga a conta é o Brasil.

O velho símbolo da soberania nacional, o uniforme da seleção e das passeatas golpistas, anda suando frio. Agora, talvez a camiseta de futebol volte a ser só... Uma camiseta. Quando o ataque vem de um ídolo conservador, com o mesmo discurso reaça que tanto agrada essa turma, o Zé das Couves começa a perceber que ser patriota de verdade não é gritar contra inimigos imaginários, é defender o país de quem ameaça, de fato, os nossos interesses.

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Nos últimos tempos, o patriotismo virou um software binário. Ou você era "patriota", com bandeirinha no nome e assinatura "Deus, Pátria, Família e Mico-Leão-Dourado", ou era traidor: aquele que ousava criticar militares, desconfiava da cloroquina e preferia Paulo Freire ao Olavo de Carvalho.

Mas eis que Trump reaparece e exige uma atualização urgente nesse sistema. Afinal, é pra ser patriota ou é pra passar pano? Dá pra colocar bandeirinha brasileira no perfil sem parecer infiltrado no grupo do Zé Trovão? É permitido cantar "230 milhões em ação" sem soar como se estivesse prestes a invadir o STF? Ou, como diria o coach mais sensato do Brasil, aquele motorista de táxi que já leu Augusto Cury, você quer ter razão ou quer ser feliz?

Com o tarifaço, o país vive um raro momento de consenso. Do Leblon a Roraima, do barzinho progressista ao grupo do agro no Telegram, todo mundo achou um inimigo comum. Pela primeira vez em anos, a esquerda e a direita se olham, desconfiadas, mas unidas na indignação, ainda que estejam disputando de que é a culpa do delírio trumpista: "Bolsonaro maldito! Lula desgraçado!"

Talvez, no fim, Trump acabe fazendo pelo Brasil o que nenhum político local conseguiu: um lampejo de lucidez coletiva. Uma pausa no Fla-Flu ideológico para lembrar que, no fundo, ninguém gosta de tomar prejuízo nem de ser feito de bobo. E se for isso que nos une, que seja. Melhor se juntar por interesse nacional do que por fantasia ideológica.

Talvez eu esteja sonhando demais. Pronto, acordei.

População na Europa supera 450 milhões de pessoas graças à imigração, FSP

 

Berlim

A população dos 27 países da União Europeia alcançou 450,4 milhões de pessoas em 1° de janeiro de 2025. A marca só foi alcançada graças à admissão de imigrantes, já que o balanço entre mortes e nascimentos no bloco segue no campo negativo, inaugurado em 2012. Desde então, é a chegada de estrangeiros que sustenta o crescimento da população europeia, tendência que se intensificou em 2022 graças aos movimentos pós-pandemia.

Em 2024, mortes superaram nascimentos em 1,3 milhão, enquanto o saldo líquido de entrada e saída de imigrantes foi de 2,3 milhões. No total, cerca de 10% da população europeia é estrangeira e dois terços desse contingente estão distribuídos por quatro países: Alemanha (16,9 milhões), França (9,3 milhões), Espanha (8,8 milhões) e Itália (6,7 milhões). O acúmulo fica ainda mais evidente quando se nota que os mesmos quatro países respondem por 57,8% da população da UE.

A imagem mostra uma área de areia com marcas de pegadas. No centro, há um colete salva-vidas laranja parcialmente dobrado e um objeto azul, possivelmente uma boia ou caixa, ao lado. O fundo é composto por areia com ondulações e mais pegadas visíveis.
Colete salva-vidas e pegadas são registradas em praia de Dunquerque, na França, nesta sexta-feira (11); tentativas de travessias do Canal da Mancha por imigrantes irregulares provocou 33.215 detenções na primeira metade deste ano - Phil Noble/Reuters

Não à toa, o debate em torno do assunto domina o cenário político europeu, com a questão sobre a necessidade crescente de trabalhadores qualificados quase sempre sendo obliterada pelo noticiário relativo à chegada irregular de imigrantes —em tendência de queda desde o ano passado, com o registro de 20% menos detenções na primeira metade deste ano.

Também em números do ano passado, além de 44,7 milhões de imigrantes, a UE abrigava 29,9 milhões de cidadãos de países fora do bloco, ou 6,4% do total. Completam o quadro de deslocados 14 milhões de europeus que continuam morando na UE, mas fora de seu país de origem.

Os números divulgados pela Eurostat nesta sexta-feira (11) mostram ainda que apenas seis países tiveram crescimento populacional sem depender da chegada de estrangeiros: Irlanda, França, Chipre, Luxemburgo, Malta e Suécia; o balanço na Dinamarca foi zero. Por outro lado, as nações com mais imigrantes admitidos foram Malta (18,7 por 1.000), Portugal (13,4) e Irlanda (12,8).

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Com 500 mil brasileiros morando em seu território, Portugal experimenta, como diversos outros países europeus, uma ofensiva populista e generalizada contra imigrantes. A votação de um pacote relacionado ao tema, proposto pelo governo Luís Montenegro, foi adiada na semana passada após debates acalorados. Dois deputados do Chega, partido de ultradireita, inflamaram o plenário ao lerem a suposta lista de chamada de uma pré-escola de Lisboa, repleta de nomes de origem árabe ou estrangeira.

Com frequência o assunto extrapola a discussão doméstica e opõe países vizinhos. Na segunda-feira (7), a Polônia instalou postos de controle na fronteira com a Alemanha em medida de reciprocidade, já que a gestão Friedrich Merz intensificou a política inaugurada pelo antecessor, Olaf Scholz, de procurar barrar a entrada de requerentes de asilo e refugiados sem documentos.

A controversa medida, uma afronta ao Tratado Schengen, que determina a livre circulação no continente, foi adotada a partir de um crime cometido por um solicitante de asilo que legalmente não deveria estar na Alemanha. Ainda que vista como inócua por especialistas, a contenção virou bandeira eleitoral do primeiro-ministro conservador.

Na Polônia, a atitude alemã ganhou contornos insuportáveis para Donald Tusk. Além de uma ofensiva da oposição no Parlamento, que busca fazer render a vitória da extrema direita na eleição presidencial, o primeiro-ministro teve que lidar com cidadãos que resolveram controlar a fronteira por conta própria.

O fenômeno já havia sido observado em estradas que ligam Alemanha e Holanda. Ultranacionalistas como Geert Wilders, que derrubou o governo holandês no mês passado ao retirar seu partido da coalizão no poder, estimulam a prática nas redes sociais.

Também fonte de tensão, a rota de imigração irregular pelo canal da Mancha ganhou uma proposta do Reino Unido durante visita oficial de Emmanuel Macron a Londres nesta semana. O governo Keir Starmer quer devolver imigrantes à França na mesma proporção em que admite quem está no país vizinho com potencial de admissão no Reino Unido ou em busca de reunificação familiar.

A estratégia, chamada de "um por um" pela imprensa britânica, já foi utilizada entre União Europeia e Turquia no auge da guerra da Síria, na década passada, que produziu milhões de refugiados. Críticos apontam que ela não funcionou à época e não funcionará agora.

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