quarta-feira, 17 de junho de 2026

Pré-candidato do PL ao Senado em SP diz que Eduardo seguirá como suplente e participará de ato de lançamento, FSP

 

São Paulo

O PL deverá prosseguir com a indicação de Eduardo Bolsonaro como suplente do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), para concorrer ao Senado, mesmo com a decisão do STF desta terça-feira (16).

Um homem com cabelo castanho e barba, vestindo um terno cinza e uma gravata escura, está falando em um microfone. Ele parece estar em um ambiente formal, possivelmente em um evento ou reunião. O fundo é desfocado, mas sugere um auditório ou sala de conferências.
André do Prado, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) - Rafaela Araújo - 19.fev.25/Folhapress

A Primeira Turma do STF condenou por unanimidade o ex-deputado federal a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto por coação por ele ter atuado nos EUA para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista.

O evento de pré-lançamento da candidatura está mantido para este sábado (20), em Guarulhos. Segundo Prado, Eduardo deverá participar de forma virtual, por meio de chamada de vídeo.

"Amanhã [quarta] vamos conversar para definir quais medidas devem ser tomadas e caberá a ele [Eduardo] a decisão se deverá ficar como suplente ou indicar um nome. Mas vamos recorrer desta decisão injusta", disse Prado.

Segundo o presidente da Alesp, a decisão judicial é injusta, diante da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar. O evento tem a expectativa de a presença do governador Tarcísio de Freitas, do senador Flávio Bolsonaro e de quase 10 mil pessoas.

Com a condenação, Eduardo se torna "ficha suja" e ficará impedido de disputar as eleições por até oito anos. Ele também deverá pagar 50 dias-multa (no valor de dois salários mínimos cada dia-multa) e perderá o cargo de escrivão da Polícia Federal, do qual está afastado. Ainda cabe recurso da decisão.

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