terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Conheça o concorrido brunch da Catedral da Sé; veja como reservar, OESP

 Já imaginou tomar um café da manhã na Catedral da Sé? Pois não só é possível como já se transformou em uma concorrida atração turística de SP. Mensalmente, e sempre aos domingos, acontece o Brunch na Catedral – com menu assinado pela chef Gil Gondim, especialista em banqueteria com influência italiana.

A experiência gastronômica é completada por um tour pela catedral que reúne histórias e curiosidades. Além de explorar pontos únicos do monumento, como uma visita à cúpula – que apresenta uma vista panorâmica de parte da região central.

Convidados no brunch na Catedral da Sé
Convidados no brunch na Catedral da Sé  Foto: Chalana Carmona

Os ingressos podem ser adquiridos ao valor de R$375 por pessoa – e é necessário fazer reserva. O valor arrecadado é revertido para a Associação Amigos da Catedral Metropolitana de São Paulo para contribuir na conservação e preservação do patrimônio histórico.

“Como todas as grandes catedrais do mundo, a Catedral da Sé, além de servir à liturgia da igreja, é um espaço de expansão da boa arte, seja ela musical, arquitetônica e, no nosso caso, também gastronômica”, disse o padre Luiz Baronto. “Com esse evento, podemos manter as finanças em dia, oferecendo aos fiéis e turistas um ambiente belo, limpo e em condições de acolher a todos”, completou. O próximo brunch é neste domingo. A ação tem apoio da Casa Flora com vinhos Carolina. Reservas pelo telefone 98496-9702 e @brunchnacatedral no Instagram.

Suzana Herculano-Houzel Descrição de chapéuMENTE Comer de noite engorda, FSP

 Uma das belezas da ciência é que a conta sempre fecha. A gente perde peso quando usa mais energia do que ingere e ganha peso quando ingere mais do que usa. Simples assim.

Mistério mesmo é quando dois indivíduos comem a mesma comida, mas um engorda, e o outro, não. "Fulano é magro de ruindade", dizem; come o que quer e não engorda.

Comida ingerida em períodos de inatividade do organismo pode virar peso extra - Adobe Stock

Mas não é ruindade, não. Ao menos um dos fatores agora é conhecido da ciência: quando se come faz toda a diferença. Ao que tudo indica, o que se come durante períodos de atividade é imediatamente usado, ou porque sustenta a atividade em curso ou porque, se não há grandes atividades, o que sobra vira calor, e a energia se perde para o ambiente. Saldo? Praticamente zero. Mas o mesmo tanto comido durante a inatividade vira... reserva, na forma de gordura.

A diferença vem do metabolismo dos adipócitos, as células que reservam gordura no corpo, comandados pelo cérebro, segundo estudo recente de pesquisadores da Universidade Northwestern, nos EUA, publicado na revista Science. Os pesquisadores descobriram que, mesmo quando camundongos vivem em ambiente a 30°C, que para eles não exige nenhum esforço do corpo para manter sua temperatura, comer durante o período de atividade (que para eles é à noite) aumenta a atividade de ciclos fúteis que consomem energia sem ir a lugar algum —ou seja, não produzem trabalho, apenas calor, que se dissipa.

Mas se a mesma quantidade de comida é ingerida durante o período de inatividade, quando o relógio biológico do hipotálamo mantém o corpo em estado de descanso e recuperação, os ciclos fúteis não são acionados. Toda energia necessária no momento será utilizada, claro —sempre. Mas se há energia ingerida em excesso nessas horas, em que os ciclos fúteis não podem ser acionados, o que sobra vira peso extra.

É exatamente como um carro bebedor de gasolina que andasse por aí recebendo combustível na veia, o tempo todo. O que entra enquanto o carro está rodando, ou ao menos parado em ponto morto, pronto para começar tudo de novo, é consumido pelo metabolismo que mantém o motor do carro aquecido e em funcionamento. O tanque nem esvazia, nem transborda. Mas se o combustível continua chegando depois que o carro desliga, é óbvio que o tanque vai transbordar —e a garagem ou o resto do corpo, ao redor, recolhe as sobras e guarda para outro dia. Pode ser a salvação em tempos magros e circunstâncias incertas.

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Mas para quem existe na abundância do mundo industrial, engordar parece até vingança da natureza contra quem começa a ter mais comida disponível do que precisa. Afinal, quem tem fome e encontra comida não espera para comer depois: come o quanto pode assim que encontra a comida, o que vai acontecer, por definição, enquanto se está ativo. Acumular comida para comer mais tarde, no fim do dia, durante o descanso, é para quem pode se dar ao luxo de guardar para depois.

A solução é simples. Difícil vai ser vencer o lobby dos bares e restaurantes pelo público noturno...

Livro 'Poder Camuflado' revela que militares nunca limitaram atuação aos quartéis, FSP

 O jornalista Fabio Victor está lançando o livro "Poder Camuflado" (Companhia das Letras), que fala sobre a participação dos militares na política e a imposição de seu poder a diferentes governos. Já em pré-venda, a obra chega às livrarias no fim de outubro.

Capa do livro 'O Poder Camuflado', do jornalista Fabio Victor - Divulgação

Mergulhado sobre o tema há cinco anos, Victor mostra como os fardados nunca estiveram recolhidos aos quartéis, como deveriam —tendo forte atuação e poder de veto mesmo em governos em que aparentemente o país vivia maior normalidade democrática, como os de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT).

Nunca houve um controle civil de fato sobre a caserna, afirma o livro, que relata diversos fatos que provariam a sua tese.

A narrativa começa no governo de Dilma Rousseff (PT), em que a trégua mantida em governos anteriores foi rompida pelos militares. O marco foi a criação da Comissão da Verdade, que investigou seus crimes durante a ditadura que impuseram ao país. Um dos citados era o pai do general Sergio Etchegoyen, que reagiu por meio de nota pública.

Na época, a justificativa foi de que a família do militar se manifestava, e ele se posicionou como filho e, portanto, pessoa física, sem relação com sua carreira profissional.

Mesmo rompendo a regra de que militares da ativa não podem se manifestar, ele foi nomeado no governo Dilma para a chefia do estado-maior do Exército na gestão do general Eduardo Villas Bôas.

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Os dois posteriormente tiveram papel fundamental durante a derrocada do governo Dilma, exercendo papel central no governo de Michel Temer (MDB).

O livro mostra ainda como Jair Bolsonaro (PL), que era tratado como pária no Exército, se reabilitou e hoje exerce liderança incontestável sobre as Forças Armadas.