terça-feira, 10 de março de 2026

“Isso aí é justa causa”, The News

 

“Isso aí é justa causa”

(Imagem: the news)

Mais chefes falaram isso em 2025. As demissões por justa causa bateram recorde no ano passado, registrando um crescimento de quase 200% em relação a 2019, período pré-pandemia. Em números absolutos, isso significa 638 mil pessoas.

As motivações para o aumento

Existem quatro principais razões pelas quais esse número foi tão alto no ano passado.

  • Alta rotatividade: Com a queda na taxa de desemprego, os patrões têm menos opções para contratar e acabam aceitando candidatos menos qualificados.

  • Retorno ao presencial: A volta para os escritórios significou horários mais rígidos, gerando mais atritos e possíveis motivos para justa causa.

  • Maior vigilância: As empresas passaram a utilizar mais sistemas de monitoramento responsáveis por entender o que o funcionário está fazendo no computador.

  • Geração Z trabalhando: A nova geração não aceita sobrecargas de trabalho, o que pode ser interpretado pelos patrões como insubordinação e levar à demissão.

O perfil de empresa líder em justa causa

As demissões nessa modalidade se concentram em empresas que oferecem vagas pouco atrativas e com baixa remuneração.

Tanto que, entre as categorias que mais tiveram justa causa em comparação com todas as demissões, lideram a de hipermercados (10,7%), abate de aves (9,6%) e call centers (9%).


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