Lembremos, ainda, que o affair Master foi precedido pelo assustador escândalo contábil das Americanas, negócio de gente não raro incensada pelo mercadismo de plantão, como o Trio Lemann.
Não esqueçamos também que a grande trapaça de Vorcaro foi arquitetada, como escreveu meu colega Vinicius Torres Freire, para terminar com "a desova de um cadáver no colo do que, no fim das contas, é o governo, o público em geral". Um velho modus operandi, diga-se.
Em que pese manifestação de protesto do MBL em torno do escândalo, a esquerda vai cada vez mais se sentindo à vontade, em contexto de campanha eleitoral, para colar o episódio na direita. "Ah, mas é para ocultar o Lulinha e outros problemas", pode-se argumentar.
Sim, a esquerda não é nenhuma santa e até que se restabeleçam as bases do acordão em crise, se isso ocorrer, a disputa vai se acirrar. Ainda estamos em brumas e não se pode descartar um envolvimento mais consistente de alguém ligado ao petismo.
É difícil, porém, não considerar que a fotografia até aqui é desfavorável a mercadistas e direitistas.
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