sexta-feira, 15 de março de 2024

Governo afina rotas do ‘PAC da Integração’ com países vizinhos da América do Sul; veja projetos, OESP

 BRASÍLIA – O governo brasileiro intensificou nos últimos dias o diálogo com países vizinhos para afinar a agenda de integração sul-americana, também conhecida como “PAC da Integração”. O plano consiste na criação de cinco rotas para incentivar o comércio nacional com países da América do Sul e a reduzir de forma significativa o tempo e o custo do transporte de mercadorias para a Ásia, via oceano Pacífico.

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O projeto foi desenhado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), que mapeou as rotas com o apoio dos 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com países sul-americanos – e agora busca a validação desses países para fazer eventuais ajustes e avançar nessa agenda.

As obras – que incluem rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias – serão financiadas por bancos e instituições multilaterais (BID, CAF e Fonplata, além do brasileiro BNDES), que juntos separaram US$ 10 bilhões para esses projetos. Serão US$ 3,4 bilhões do BID, US$ 3 bilhões de CAF e de BNDES e mais US$ 600 milhões do Fonplata. Os recursos do BNDES são restritos a obras no Brasil, que já estão listadas no PAC, uma vez que o banco não tem autorização atualmente para financiar obras no exterior.

Na semana passada, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, participou da Assembleia Anual dos Governadores do BID, em Punta Cana, onde se reuniu com os presidentes dos bancos multilaterais e com ministros da Argentina, Peru, Equador, Colômbia, Uruguai, Chile e Paraguai.

“Foram reuniões de apresentação das nossas prioridades e de muita escuta sobre as prioridades dos países vizinhos. A ideia agora é atualizar nosso trabalho de acordo com as prioridades específicas apresentadas pelos países”, afirma a secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento da pasta, Renata Amaral, que tem acompanhado a ministra, assim como o secretário de Articulação Institucional, João Villaverde.

Dias antes, a equipe do Planejamento esteve na Guiana com o presidente Lula e os ministros Renan Filho (Transportes), Waldez Góes, (Integração e Desenvolvimento Regional) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) para a Conferência de Chefes de Governo da Comunidade do Caribe. Foram realizadas reuniões com autoridades da Guiana e do Suriname para afinar a rota 1, que contempla a integração do Brasil ao Caribe.

A rota desenhada pelo MPO propõe a integração de quatro Estados brasileiros (AM, AP, PA e RR) com os vizinhos ao norte. Um dos projetos é a revitalização da BR-174, em Roraima, que está prevista no PAC e ajudará no escoamento da produção do Estado e dos produtos da Zona Franca de Manaus. Dentro da Guiana, a demanda é pela pavimentação de uma rodovia de 330 quilômetros que sai de Bonfim (RR) e ajudaria nesse escoamento.

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Ministra Simone Tebet e os secretários João Villaverde e Renata Amaral se reuniram com a presidente do Fonplata, a brasileira Luciana Botafogo.
Ministra Simone Tebet e os secretários João Villaverde e Renata Amaral se reuniram com a presidente do Fonplata, a brasileira Luciana Botafogo. Foto: MPO

Villaverde destaca que a pauta comercial entre os dois países hoje é restrita e pode ser diversificada. No ano passado, o Brasil importou quase um R$ 1 bilhão da Guiana, basicamente em petróleo, e exportou US$ 327 milhões em maquinário para a extração da commodity.

“A Guiana compra batata da Holanda e do Canadá, sendo que produzimos batata aqui. Se você faz essa conexão rodoviária, que é o que eles querem, eles vão passar a importar daqui frutas, leguminosas, arroz, melancia. E também ajuda a Zona Franca de Manaus, que produz o tipo de coisa que falta na Guiana, como caneta, óculos, vestimenta”, destaca o secretário.

“Outra prioridade é a expansão dos acordos de comércio do Brasil com esses países, tanto da pauta de exportação e importação como para outros temas. E isso a gente poderia fazer sem o Mercosul”, afirma a secretária Renata Amaral.

A rota 1 contempla ainda o Porto de Santana, no Amapá, também conhecido como “Porto das Guianas”, cuja concessão está prevista para este ano, como mostrou o Estadão. “Nenhum porto dessa região tem a capacidade de receber o que o Porto de Santana, repaginado, tem. Ele pode representar uma saída muito importante do Atlântico Norte que hoje a gente não tem usado”, diz Villaverde.

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Também faz parte dessa rota a extensão do linhão de Tucuruí até Boa Vista, com o objetivo de integrar Roraima ao sistema elétrico nacional. Além da questão ambiental – uma vez que hoje o Estado é abastecido por termelétricas, que são caras e mais poluentes, essa medida também tem o potencial de baratear a conta de luz para toda a população, que hoje paga subsídios. A expectativa de conclusão, após acordo de compensação com comunidades indígenas, é 2026.

Outra obra prevista no PAC é a alça de acesso à ponte binacional de Porto Murtinho, na divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai. “Ela está 55% concluída e vai ficar 100% concluída no primeiro semestre de 2025. É a primeira obra financiada por Itaipu fora de Itaipu”, diz o secretário.

Ela integra a rota 4, que parte de Campo Grande, cruza o Paraguai, passa pelo norte da Argentina e desemboca nos portos chilenos, ajudando o escoamento de produtos pelo Pacífico, sobretudo grãos. Deverá ser a primeira das cinco rotas a ser entregue, com previsão para 2025. “A alça de acesso à ponte é uma das maiores obras do PAC. São R$ 425 milhões de reais e a ordem de serviço foi assinada em dezembro”, diz.

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A rota 5, que contempla os pampas, já existe, porém será revitalizada. Já foi dada a ordem de serviço da dragagem da Lagoa Mirim, uma das maiores hidrovias do País. “A gente vai modernizar com a dragagem para permitir o fluxo de comércio e também de turismo: será possível ir de Montevidéu até Porto Alegre por hidrovia”, diz Villaverde.

A entrega da rota 5 está prevista para o fim do mandato de Lula, assim como a rota 2, que parte de Manaus por hidrovia pela Colômbia até desembocar, por rodovia, no porto de Manta, no Equador. Já as obras da rota 3, que integra Acre, Rondônia e Mato Grosso com portos do Peru e do norte do Chile, passando também pela Bolívia, são as mais longevas e devem ser concluídas até o final da década.

Dessa rota faz parte o porto de Chancay, no Peru, que a comitiva do Ministério do Planejamento visitou nesta segunda-feira. “O porto, privado, é um dos maiores investimentos chineses fora da China. Quando ele ficar pronto – e a expectativa é entre o final de 2024 e o início de 2025 –, ele será uma espécie de Porto de Santos do Pacífico”, diz o secretário.

Ministério do Planejamento visita as obras do Porto de Chancay, no Peru.
Ministério do Planejamento visita as obras do Porto de Chancay, no Peru. Foto: MPO

‘Não é corredor, é rota’

Villaverde reforça que o primeiro grande propósito dessa agenda de integração é “apresentar o Pacífico para o Brasil”, proporcionando um acesso muito mais rápido e barato à Ásia na comparação com o escoamento pelo Atlântico.

Outro propósito é explorar as rotas de diversas formas, para além do escoamento de produtos. Por isso, diz Villaverde, a ministra Tebet baniu o uso da palavra “corredor”.

“Corredor é o que a gente tem na nossa casa, que a gente passa rápido para ir para o banheiro, para a cozinha. A gente quer fazer negócios, fazer turismo, vender. Isso aqui é rota mesmo. Enquanto a gente chega no Pacífico, a gente está transacionando. É fazer esses países vizinhos comprarem mais os nossos bens e serviços, e vice-versa”, diz o secretário.

A próxima viagem da ministra pela agenda de integração sul-americana será na segunda-feira, para o Paraguai.

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Rotas de Integração e Desenvolvimento Sul-Americano

  • Ilha das Guianas: AP, RR, AM, PA + Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela
  • Multimodal Manta-Manaus: AM , RR, PA e AP + Colômbia, Peru e Equador
  • Quadrante Rondon: AC, RO e MT + Bolívia e Peru
  • Capricórnio: MS, PR, SC + Paraguai, Argentina e Chile
  • Porto Alegre-Coquimbo: RS + Uruguai, Argentina e Chile

Ônibus aquático de SP entra na mira do Ministério Público e inauguração atrasa, OESP

 Prometida pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) para novembro de 2023, a entrega do ônibus aquático, primeiro transporte hidroviário da cidade de São Paulo, atrasou e tem sido alvo de questionamentos pelo Ministério Público Estadual (MPE) sobre licenças e possíveis impactos ambientais. A linha vai ser implementada na Represa Billings, zona sul da capital, ligando a região de Mar Paulista, em Pedreira, ao Cantinho do Céu, no Grajaú.

Ônibus aquático em fase de testes na represa Billings, próximo ao Terminal Pedreira, na zona sul de São Paulo
Ônibus aquático em fase de testes na represa Billings, próximo ao Terminal Pedreira, na zona sul de São Paulo Foto: Felipe Rau/Estadão

O Aquático SP é uma promessa de agilizar o transporte na região para cerca de 385 mil moradores, facilitando o acesso ao Terminal Santo Amaro e demais pontos da cidade. O deslocamento é feito por ônibus ou carro, em cerca de 1h20. Já a travessia de barco é estimada em 17 minutos. A via urbana de contorno da Billings tem 17,5 quilômetros de extensão. Atravessando por embarcação, são 5,6 km.

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O projeto, que consta no programa de metas 2021-2024 da Prefeitura, vem de lei proposta por Nunes quando ele ainda era vereador e sancionada em 2014 pelo então prefeito Fernando Haddad (PT). No papel, foi elaborado com apoio técnico da Faculdade de Arquitetura de Urbanismo da USP, que defende o modal como transporte mais barato e redutor de poluição.

Na semana passada, durante vistoria a um dos terminais de transporte que vêm sendo instalados na represa – ao todo, serão dois –, Nunes confirmou “problemas com relação às licenças”, mas disse que “é natural que aconteça isso”. Ele, que deve ser candidato à reeleição em outubro, prometeu a entrega para 27 de março, data do 99º aniversário da Billings.

“A gente vai adequando e não está, assim, tão fora do nosso cronograma”, disse Nunes. Antes, a previsão era de que o Aquático fosse inaugurado entre outubro e novembro de 2023, conforme disse o prefeito em entrevista à rádio CBN em agosto de 2023. Depois, o início foi adiado sucessivas vezes: para dezembro e, em seguida, para fevereiro. Agora, ficou para o fim de março.

Além do atraso, o número de barcos previstos para a operação diminuiu. Na mesma entrevista à CBN, Nunes prometeu iniciar com quatro barcos operando entre Cantinho do Céu e Mar Paulista já na inauguração. No entanto, só dois barcos foram anunciados pelo prefeito na última semana.

Nunes tem tentado alavancar o transporte público como uma das suas bandeiras, ao apostar também no programa de tarifa zero nos ônibus municipais aos domingos. As periferias da zona sul devem ser áreas de disputa por eleitorado, uma vez que Marta Suplicy (PT), pré-candidata a vice-prefeita na chapa com Guilherme Boulos (PSOL), costuma ter boa votação naquela área.

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Na mira do Ministério Público

Ofício enviado pelo Ministério Público à Prefeitura em 23 de fevereiro, ao qual o Estadão teve acesso, fala no risco de “dano à flora em virtude de desapropriação para construção do Atracadouro Pedreira na Rua do Mar Paulista, localizada ao fundo da represa Billings” e “diferença entre a elaboração do Plano Hidroviário e o atual projeto do Aquático SP”.

Procurada, a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da capital confirmou haver um procedimento “em andamento”, mas não deu detalhes. “Segundo laudos do CAEX (setor técnico do MPSP), existem falhas no licenciamento dos atracadouros e da hidrovia”, afirmou, em nota.

Em um laudo do CAEX de setembro de 2023, ao qual a reportagem também teve acesso, a Prefeitura é acusada de “fracionar o licenciamento ambiental” e implementar os terminais de ônibus via licença comum, quando deveriam ser licenciados junto à hidrovia. “Licenciamento apartado não é compatível com as disposições legais.”

O documento também detalha as diferenças entre o projeto do Aquático SP e o proposto pela USP no plano hidroviário da cidade, de 2014. Seriam, principalmente, especificações técnicas das embarcações – o barco adquirido pela Prefeitura utiliza combustível fóssil e não elétrico, como recomenda a universidade – e “incertezas quanto à necessidade de dragagem da represa”.

Nunes disse que teve problemas com licenças
Nunes disse que teve problemas com licenças Foto: Felipe Rau/Estadão

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O MPE questiona ainda a falta de um conjunto de projetos de despoluição e recuperação do entorno da represa, como mini estações de tratamento de água e esgoto. “O estudo (da USP) parte da premissa de garantir o uso múltiplo das águas mitigando os potenciais impactos ambientais”, afirma a Promotoria.

A Prefeitura não informou se, de setembro até hoje, esses pontos foram discutidos e esclarecidos junto ao Ministério Público e/ou ajustados.

Segundo o arquiteto e urbanista Alexandre Delijaicov, professor da USP que participou da criação do plano de sistema integrado de hidrovias urbanas do Município e hoje atua como consultor da Prefeitura, não é necessário realizar dragagem no solo da represa, pois ela possui um campo aberto.

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A dragagem, segundo Delijaicov, só é necessária em canais estreitos, como os dos rios Tietê e Pinheiros, que também têm transportes a barco previstos no plano hidroviário. Mas ele alerta que o fundo da Billings é coberto por lodo tóxico, proveniente de esgoto doméstico e industrial, prejudicial à saúde. Isso, afirma, demanda mais atenção do poder público, apesar de não inviabilizar o transporte.

“São águas ultra poluídas, com um lodo ao fundo que é perigosíssimo. O ideal era existirem processos complementares de retirada do lodo, num sistema que chamamos de ‘navegar para limpar’”, afirma.

O que diz a Prefeitura?

Procurada para comentar os questionamentos ambientais, a Prefeitura não respondeu até a publicação da reportagem.

Sobre a entrega do Aquático, a Prefeitura diz que, neste momento, “a SPTrans prepara a operação assistida deste primeiro trecho, que ligará o Cantinho do Céu, na região do Grajaú, até o Parque Mar Paulista, em Pedreira. Duas embarcações estão em fase de testes e ajustes, com capacidade para 60 passageiros cada, todos sentados”.

O objetivo é que, assim que inaugurado, o Aquático SP ofereça viagens assistidas com intervalos de 30 minutos a partir das 6h, até as 20h, totalizando até 58 viagens por dia. O horário de operação e a quantidade de percursos diários podem sofrer alterações, no entanto, conforme as condições meteorológicas.

Há poucos dias da prometida inauguração, o Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista ainda está em obras para instalação de área de espera, acessibilidade, bicicletários, plataforma flutuante de embarque e integração com o sistema municipal de transporte por ônibus.

“A Rua Mar Paulista passa por recapeamento, além de receber novas calçadas, guias e sarjetas para facilitar a circulação de pedestres pelo local”, diz a gestão Nunes. A SPTrans também está construindo uma parada de ônibus específica para receber os coletivos da nova linha “Terminal Pedreira – Terminal Santo Amaro”, durante a operação assistida.

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Na manhã desta quarta, 14, homens trabalhavam na implementação de pontos de ônibus próximo ao Terminal Mar Paulista, em Pedreira.
Na manhã desta quarta, 14, homens trabalhavam na implementação de pontos de ônibus próximo ao Terminal Mar Paulista, em Pedreira. Foto: Felipe Rau/Estadão

No Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu, a Prefeitura não revelou qual o status da obra, mas a infraestrutura prevista é a mesma do Mar Paulista – no lugar de linhas de ônibus de ligação ao Terminal Santo Amaro, será implementada linha circular que liga pontos do Cantinho do Céu ao atracadouro.

‘Não é simples ou rápido de se fazer’, diz professor

Segundo Delijaicov, implementar uma hidrovia é um “projeto complexo” que exige sinergia entre diversos órgãos públicos, como os de transporte, infraestrutura, meio ambiente, lazer e turismo – o objetivo é que a embarcação também sirva para passeios a lazer aos fins de semana –, entre outros.

Também demanda uma série de licenças, em especial ambientais, e diálogo com as companhias de água, neste caso a Sabesp e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). “Não é simples ou rápido de se fazer”, diz o especialista. “É preciso ter um projeto faseado. Leva anos para implementar.”

A redução do número de ônibus e carros a combustíveis fósseis no trânsito e a maior atenção à qualidade das águas, gerada pela aproximação da população com os rios e represas, são os motivos ambientais pelos quais a USP defende o modal.

Mas os especialistas também apontam possíveis ganhos logísticos e financeiros. Isso porque, com maior diversidade de meios de transporte, o trânsito deve melhor; e os custos tendem a ser reduzidos em relação ao ônibus, por ser possível levar mais passageiros em uma única viagem.

O plano hidroviário municipal prevê outro canal na Billings, ligando Pedreira à Foz do Ribeirão da Estiva, no município de Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo, mas este ainda não tem previsão de entrega. Segundo Nunes, o próximo projeto, caso seja reeleito, será na represa Guarapiranga.

Delijaicov diz que o projeto da Guarapiranga deve ligar o Jardim Ângela ao corredor de ônibus da Avenida Atlântica, em Interlagos. Tietê e Pinheiros também devem receber transporte hidroviário no futuro, conforme o plano municipal. Não há cronograma para esses projetos.

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Como funciona um ônibus aquático e qual a diferença para balsas?

Nunes tem prometido barcos com ar-condicionado, poltrona estofada, TV, banheiro e coletes salva-vidas em todos os bancos (incluindo modelos específicos para obesos e crianças) no Aquático SP. O transporte poderá ser acessado por bilhete único, com cobrança de valor igual à dos ônibus municipais (R$ 4,40) e valendo integração. No domingo, será gratuito, como a rede de ônibus da cidade.

Esta, segundo Delijaicov, é justamente a diferença entre ônibus aquático e balsas: enquanto as últimas são independentes e geralmente recebem carros e pedestres, o ônibus aquático é integrado ao sistema de transporte da cidade, feito somente para pedestres e também costuma ser utilizado para lazer.

“Um comparativo internacional é o ônibus aquático de Nova York, entre o Píer 11, em Manhattan, e o Brooklyn baixo”, diz. Em geral, ônibus aquáticos têm capacidade em torno de 60 passageiros e são totalmente cobertos e fechados, como no Aquático SP. Já em balsas, a capacidade tende a ser maior e, muitas vezes, são espécies de plataformas móveis ao ar livre – embora também haja modelos fechados.

População LGBTQ+ nos EUA bate recorde., The News

 

(Imagem: David McNew | AFP)

A Gen Z tem puxado os números da parcela da população dos EUA que não se considera hétero para cima, atingindo os maiores níveis no país.

O número de americanos entre 18 e 27 anos que se identificam como parte da população LGBTQ+ mais do que dobrou nos últimos 7 anos.

De acordo com uma pesquisa, hoje em dia, 22% desses jovens nos EUA não é hétero. Em 2017, esse número não passava dos 10% entre os mais novos da época.

Já entre as mulheres, o número fica ainda maior, com 28% das jovens americanas dizendo que são LGBTQ+ — 20% são lésbicas.

Os EUA mais diversos. No geral, considerando também os adultos, 7,6% da população americana faz parte desse grupo, uma taxa que dobrou na última década.

O impacto vem tanto dos efeitos das redes sociais e de influencers, como também da maior liberdade nos dias de hoje quando o assunto é sexualidade.