domingo, 1 de março de 2026

Flávio Bolsonaro não está tão parado quanto parece, Elio Gaspari, FSP

 Parecendo jogar parado, Flávio Bolsonaro aparece empatado numa pesquisa sobre o segundo turno contra Lula, e o Planalto acordou.

Flávio Bolsonaro não está tão parado quanto parece. Cinquenta e cinco apoiadores de sua candidatura pagaram para impulsionar críticas ao PT pelo desfile da Acadêmicos de Niterói. Receberam entre R$ 100 e R$ 300.

Essa técnica foi uma das marcas da campanha de seu pai, que gerou o Gabinete do Ódio.

Tudo bem, mas foi a escola de samba quem resolveu desfilar criticando as famílias conservadoras.

Homem de terno azul e gravata azul com padrão branco levanta as duas mãos abertas à frente do corpo, sentado em cadeira de madeira com estofado vermelho. Ao fundo, parte da bandeira do Brasil é visível. Sobre a mesa à frente, há duas garrafas de água e um copo de vidro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante homenagem a Valdemar Costa Neto, presidente do PL, na Alesp - Danilo Verpa - 27.fev.26/Folhapress

Zema de colete

Quando era um novato na política, o governador Romeu Zema queixou-se porque molhou os sapatos ao visitar uma região alagada.

Passou o tempo e o governador ilustrou-se, vestindo um colete-emergência. Mudou o modelo, e ele e sua equipe passaram a vestir um colete tão colorido que, pelo andar da carruagem, na próxima enchente irão à região inundada num carro alegórico.

Lula e seus herdeiros

Lula parece prestes a convencer Fernando Haddad a disputar o Governo de São Paulo. Hoje, o ministro da Fazenda não parece páreo para o governador Tarcísio de Freitas, que o derrotou há quatro anos.

Olhando a manobra com boa vontade, Haddad iria para o sacrifício porque não há melhor alternativa.

Olhando com má vontade, essa seria a quarta derrota eleitoral de Haddad. Como dizia um cacique oposicionista: "Lula é um urso que come o dono".

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