quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Manifesto que será lido em ato no Largo de São Francisco defende 8/1 como vitória da democracia, FSP

 Um manifesto que será lido nesta quinta-feira (8) na Faculdade de Direito da USP diz que o dia 8 de janeiro se tornou uma data para celebrar a vitória da democracia sobre os atos golpistas de três anos atrás.

O documento, que já conta com mais de 200 assinaturas, será apresentado no Largo de São Francisco, em evento promovido pelo PT-SP, o centro acadêmico XI de Agosto e o grupo Prerrogativas.

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Golpistas invadiram a praça dos Três Poderes e depredaram o patrimônio público em ato de 2023 - Gabriela Biló - 8.jan.2023/Folhapress

Entre os que apoiam o documento, estão Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo jurídico Prerrogativas, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) e o advogado Pierpaolo Bottini.

"O dia demarca, primeiramente, uma festa cívica histórica em defesa da democracia. Deve, porém, ser também uma data na qual todos nós, brasileiras e brasileiros, redobremos as atenções diante de toda e qualquer ameaça interna ou externa ao Estado Democrático de Direito Brasileiro e à nossa soberania nacional", afirma o texto.

"O dia 8 de janeiro desde então é a data nacional de celebração da vitória da democracia, pois a memória é fundamental para que novos atos deste tipo não sejam tolerados", continua.

Também há referências ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, em um trecho que diz que os signatários da carta defendem a ordem democrática e a soberania brasileira, "para que nosso país jamais seja visto como quintal de nenhuma outra nação".

"Defendemos, de forma irrestrita, o respeito ao Estado Democrático de Direito Brasileiro e à soberania do Brasil e de nossa região", escrevem as entidades.

"Nós, signatários, defendemos que a Democracia não se impõe pela força, mas é construída diariamente pela participação, pelo diálogo, pela vontade popular e pela cooperação entre os cidadãos, respeitando-se a autodeterminação dos povos, os direitos humanos, o ordenamento jurídico nacional e o direito internacional, bem como os organismos de cooperação multilateral."

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