quarta-feira, 16 de maio de 2018

Governo de São Paulo desenvolve sistema digital para gerenciar comércio de gás natural em todo o Brasil, SP GOV

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração e Secretaria da Fazenda
Programa da Secretaria da Fazenda que irá integrar e padronizar as informações sobre o swap de gás entre os Estados do país será apresentado em janeiro de 2019

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo está desenvolvendo um sistema informatizado que irá controlar a documentação fiscal relacionada às operações de troca operacional com gás natural em todo o país. A novidade permitirá conciliar as notas fiscais emitidas pelos operadores do mercado e apurar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) devido pelos contribuintes aos Estados.
Para o secretário estadual de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, a expansão do gás natural dará sustentação ao avanço das energias renováveis no país e o projeto representa um grande marco para o setor.
“O Estado de São Paulo, em consonância com os entes da federação, está desenvolvendo esse novo sistema digital que irá contribuir de forma decisiva para a expansão do gás natural em todo o país, seja no comércio ou na indústria”, explica Meirelles.
O sistema será utilizado em todo o país e irá proporcionar o acompanhamento do fluxo contratual no mercado desde a injeção, transporte até a recepção do produto adquirido pelo contribuinte.
“A ferramenta irá nortear as relações comercias no mercado de gás, amparando todas as etapas do processo e proporcionando mais transparência nas operações, reduzindo distorções no recolhimento do imposto e minimizando os efeitos da guerra fiscal”, destacou o secretário adjunto da Secretaria da Fazenda, Rogério Ceron.
O swap foi autorizado pela Lei nº 11.909/2009 e possibilita que seja minimizado o percurso do produto na rede de transporte (gasodutos), proporcionando uma utilização mais eficiente da infraestrutura, permitindo uma redução das tarifas e o incremento da capacidade operacional, além de promover o aumento da competitividade no mercado.
A operação do swap de gás natural é baseada no descasamento entre o fluxo físico e jurídico: a comercialização do produto não envolve, necessariamente, seu fluxo contratual, mas sim a disponibilidade de gás e capacidade utilizada em gasodutos distintos.  Como a tributação do ICMS está ligada à circulação física do produto, foi necessário criar o sistema informatizado para adequar a forma atual de cobrança do imposto ao novo modelo comercial do gás natural.
A Secretaria da Fazenda prevê que o sistema estará pronto para a utilização em janeiro de 2019, prazo limite para implantação do sistema. O Ajuste SINIEF nº 3/2018 do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) que normatizou o swap do gás natural foi publicado na edição de 4/4 do Diário Oficial da União.
Gás natural em São Paulo
O Estado de São Paulo é o maior mercado de gás natural do país, responsável por 34% do consumo nacional, excluindo a demanda do setor termelétrico. Dados da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo mostram que o consumo interno em 2017 foi de 13,5 milhões de m³ por dia. Deste volume, 81% foi consumido pela indústria paulista.
No mesmo período, a produção de gás natural em São Paulo superou os 18,9 milhões de m³ por dia. Com as reservas do pré-sal, a expectativa é que nos próximos anos o Estado se consolide como 2º maior produtor do país.

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