domingo, 27 de agosto de 2023

Gasbol vazio? Os impactos do novo arranjo do gás no Cone Sul, EPBR

 

MUDANÇAS NO CONE SUL No embalo das eleições presidenciais, a estatal argentina Enarsa lançou nesta sexta (25/8) a licitação das obras de reversão do fluxo do Gasoduto Norte.

A Argentina corre contra o tempo para concluir o projeto antes do inverno de 2024 -- e assim declarar independência do gás da Bolívia.

Por que isso importa? A reversão do Gasoduto Norte mexe diretamente com a dinâmica do mercado de gás do Cone Sul e com as perspectivas de importação de gás pelo Brasil.

O envio da Bolívia está em declínio: desde junho, a entrada de gás pelo Gasbol, em Corumbá (MS), tem ficado sistematicamente na casa dos 12 milhões de m3/dia – relembrando alguns dos piores meses do inverno de 2022, quando ficou escancarada a dificuldade da Bolívia de cumprir suas obrigações.

Com o cobertor curto, diante das dificuldades de repor reservas, a Bolívia preferiu, nos invernos de 2022 e 2023, reduzir as vendas para o Brasil, para abastecer a demanda argentina.

A expectativa. no entanto, é que, a partir de 2024, com o fim das exportações para a Argentina, a Bolívia ganhe algum fôlego nos embarques para o mercado brasileiro -- o que não apaga a desconfiança sobre a capacidade dos bolivianos de manter as exportações a longo prazo.

Além disso, a reversão do Gasoduto Norte abre as portas para que o gás de Vaca Muerta, na Argentina, seja exportado, no futuro, para o Brasil via Bolívia.

Esse novo arranjo do gás, no Cone Sul, traz algumas mudanças na dinâmica do mercado brasileiro. Confira aqui na gas week:

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DO OUTRO LADO DAS FRONTEIRAS Em julho, ao justificar a reversão do Gasoduto Norte, o governo argentino informou que foi notificado pela estatal boliviana YPFB de que o despacho de gás firme para o país não está mais garantido para 2024. A exportação passará a ser feita, em sua totalidade, na modalidade interruptível a partir de então.

Na prática, é uma antecipação do fim do contrato entre os dois países, que venceria em 2026.

O discurso, na YPFB, é de que todo o gás que se deixe de exportar para a Argentina será realocado no Brasil. A estatal boliviana, inclusive, já manifestou a intenção de atuar na comercialização, para vender o gás diretamente ao consumidor final no mercado brasileiro.

Em paralelo, a Bolívia tem buscado uma aproximação com o governo argentino, para se posicionar como rota para uma eventual futura exportação do gás de Vaca Muerta para o Brasil, a partir do uso de sua infraestrutura ociosa de gás. Isso exigiria, contudo, a negociação de uma tarifa de trânsito. 

Num cenário de instabilidade no Cone Sul… Na Argentina, o líder nas eleições primárias, o liberal Javier Milei, promete uma guinada na política econômica do atual governo da coalizão peronista-kirchnerista – que, na figura de Alberto Fernández, vem tocando a agenda de integração energética com o governo brasileiro de Lula.

Já na Bolívia, a caminho das primárias para escolha do próximo candidato presidencial do partido governista, o ex-presidente Evo Morales e o atual presidente Luis Arce, antigos aliados, romperam.

BOLÍVIA CORRE CONTRA O TEMPO Em 2021, a YPFB lançou um plano de investimentos para repor suas reservas, com a meta de descobrir cerca de 5 trilhões de pés cúbicos (TCF).

A produção boliviana chegou a atingir, no pico, 59 milhões de m3/dia entre 2014 e 2015, mas a redução dos investimentos em exploração levou a um declínio acentuado. Este ano, a produção é de 37 milhões de m3/dia. 

A expectativa da YPFB é estabilizar a produção acima de 30 milhões de m3/dia, com o plano de reativação da exploração.

O mercado, contudo, vê com ceticismo a capacidade da Bolívia de recuperar as suas reservas. Em janeiro, a Wood Mackenzie publicou um relatório em que projeta um declínio da produção mais rápido do que o esperado.

A consultoria estima que o Brasil pode não dispor mais de gás boliviano ao fim da década. E destacou que, na virada da década, a Bolívia pode passar a ser importador de gás, se não houver sucesso exploratório no país. 

Não há um consenso nisso: a Gas Energy, por exemplo, concorda com o declínio da produção da Bolívia, mas estima que o país, mesmo sem novas descobertas, ainda tem gás suficiente para o consumo interno e para manter parte das exportações.

Desde então, a YPFB anunciou que, uma de suas descobertas mais promissoras, de Remanso – X1, no Departamento de Santa Cruz, pode conter 0,7 TCF.

PETROBRAS VAI INVESTIR? O governo boliviano busca uma aproximação com a Petrobras, na tentativa de atrair investimentos.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, já se reuniu duas vezes este ano com o presidente boliviano, Luis Arce. Uma visita técnica da Petrobras à Bolívia está pré-agendada para setembro.

Prates tem sinalizado interesse em investir no país vizinho. Internamente, contudo, a companhia vê com ressalvas o atual ambiente de negócios na Bolívia. 

Nesta sexta (26/8), o presidente da Petrobras Bolívia, André Bitar, foi questionado publicamente sobre o assunto, em evento no país vizinho, e evitou assumir compromissos. 

Bitar mencionou somente a intenção da petroleira brasileira de retomar, com a YPFB, a exploração em San Telmo Norte e Astillero, no departamento de Tarija. O projeto enfrenta resistências internas e teve seu contrato suspenso por força maior.

Sem penalidades: Petrobras e YPFB têm contrato que prevê a entrega de até 20 milhões de m3/dia. Em 2022, contudo, após as dificuldades enfrentadas pela Bolívia para cumprir o contrato, as duas estatais assinaram um aditivo que dá mais flexibilidade nos envios, de acordo com a sazonalidade e a disponibilidade da oferta.

O PRÉ-SAL COMPENSA? Longe de ser uma problemática de longo prazo, o declínio de gás da Bolívia já é uma realidade. O mercado brasileiro já vive hoje uma mudança na sua dinâmica – e que deve se acentuar daqui para frente: o pré-sal, cada vez mais, ocupará o espaço do gás boliviano.

A expectativa é que a entrada do Rota 3, em 2024, num cenário de baixo risco hidrológico, suavize os impactos mais imediatos do declínio boliviano. 

Numa perspectiva de mais longo prazo, as novas rotas de gás (BM-C-33, na Bacia de Campos, e Sergipe Águas Profundas) vão trazer ainda mais m3 de gás do pré-sal para o mercado brasileiro – que, embora não deva se tornar autossuficiente, como o argentino, reduzirá sua dependência do gás boliviano.

Um estudo recente do Instituto de Energia da PUC-Rio, encomendado pela Coalizão pela Competitividade Gás, evidencia isso: mesmo num cenário sem novas rotas de escoamento no pré-sal -- e sem a reversão do declínio do gás boliviano -- haverá uma sobra de gás firme no mercado a partir de 2028.

O declínio da Bolívia, aliás, foi peça-chave dentro da decisão de investimentos da Equinor no desenvolvimento do BM-C-33 este ano.

“Hoje, olhamos e vemos a Bolívia demonstrando que não só as reservas estão caindo, mas que são um supridor que se demonstrou não confiável a partir do momento que optaram por fazer arbitragem entre Brasil e Argentina no passado recente”, disse a vice-presidente da Equinor do Brasil, Claudia Brun, em entrevista recente ao estúdio epbr.

O GASBOL VAI FICAR VAZIO? A TBG esclareceu à agência epbr que a redução da entrada de gás boliviano por Corumbá  tem sido compensada por recebimento regular de gás natural pela EMED Gascar – onde a malha da TBG se conecta à malha da NTS. 

Significa dizer, na prática, que a Petrobras tem injetado mais gás nacional – e GNL importado – na TBG, para compensar a queda dos volumes bolivianos. 

Nenhum ajuste na malha, segundo a TBG, foi necessário até o momento; nem o uso do serviço de balanceamento do sistema – contratado junto à Galp.

Numa perspectiva de mais longo prazo, contudo, a TBG enxerga a necessidade de mudanças no sistema.

“A TBG vem estudando soluções, inclusive discutindo com o mercado e a ANP, para a possível alteração da logística de atendimento ao seu mercado, tendo em conta também as alternativas de fontes de suprimento (gás proveniente do pré-sal, GNL e gás argentino, via Bolívia ou pelo sul do país)”, citou, em nota.

Uma das mudanças previstas, frente ao declínio do gás boliviano, é o aumento da capacidade da interconexão das malhas de gasodutos da NTS e TBG.

A NTS espera tomar este ano a decisão de investimento sobre a 1ª fase do projeto “Corredor Pré-Sal”, que prevê aumentar a capacidade de oferta de gás do pré-sal no Gasbol. A 1ª etapa (uma nova estação de compressão) está prevista para entre 2025 e 2026; e o projeto como um todo deve ficar pronto a partir de 2028, ampliando, para 25 milhões de m3/dia a capacidade de entrega ao gasoduto binacional.

E o trecho Norte? A entrada crescente do gás do pré-sal no Gasbol tende a preencher o trecho Sul do gasoduto, mas há dúvidas hoje sobre a capacidade de preenchimento do trecho do Mato Grosso do Sul – onde a bitola é maior e a demanda menor. 

O risco é que esse pedaço do Gasbol fique ocioso. A importação de gás argentino, via Bolívia, é a alternativa para reocupar o duto.

AGENDA REGULATÓRIA Essa nova dinâmica do mercado demandará ajustes na regulação. O atual empilhamento de tarifas, no caso de troca de gás da malha de uma transportadora para outra, é um assunto que precisa evoluir para dar conta desse novo fluxo.

A agenda regulatória da ANP prevê, para 2025, a conclusão da nova resolução sobre Interconexão e interoperabilidade de gasodutos de transporte.

Além disso, o decreto regulamentador da Nova Lei do Gás abre espaço para fusão das áreas de mercado (da NTS, TAG e TBG), para aumento da liquidez das negociações.

No caso de uma fusão, duas ou mais áreas de mercado vizinhas fundem totalmente suas zonas de balanceamento – o regime de balanceamento passa a ser comum a todos os usuários da rede dentro da área de mercado integrada, com ampla coordenação entre transportadores.

E aí entra um regime de repasse de receitas, um recálculo das tarifas do sistema.

E por falar em tarifa… Investimentos no ajuste da malha, para dar conta desse novo fluxo de gás no sistema, claro, vão para a tarifa. O real impacto para o consumidor, no entanto, dependerá do comportamento da demanda, da entrada de gás novo no sistema e pode ser compensado também pela amortização de investimentos já realizados. 

Morre João Carlos Cauduro, conhecido pela identidade visual do Metrô e da Paulista, FSP

Caio Sens
SÃO PAULO

Morreu nesta quarta feira (23), aos 88 anos, o arquiteto João Carlos Cauduro, expoente do design gráfico moderno no Brasil e pioneiro do chamado Design Total. Ao lado de seu sócio Ludovico Martino, morto em 2011, foi responsável por projetos icônicos, tanto no mundo corporativo quanto no setor público.

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Avenida Paulista logo após o fim da reforma, em 1974. (FOTO: Divulgação/Acervo Cauduro Associados)(FOTO: Divulgação/Acervo Cauduro Associados)

A dupla ficou conhecida principalmente por trabalhos na cidade de São Paulo, mas atuou em diversas partes do país. Juntos, idealizaram projetos como o mobiliário urbano e sinalização da avenida Paulista, além da identidade visual dos ônibus, trens e metrô de São Paulo e do zoológico da cidade. No mundo corporativo, tiveram como clientes a TV Cultura, além do banco Banespa, a antiga Tam e a escola Cultura Inglesa.

Em 1960, Cauduro se formou arquiteto na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde mais tarde se tornaria professor notório. Após receber seu diploma, conquistou uma bolsa e partiu para Florença estudar desenho industrial. Lá conheceu nomes de peso entre Le Corbusier e Tomás Maldonado.

De volta a São Paulo, se juntou ao designer industrial Karl Heinz Bergmiller, com quem projetou mobiliários urbanos da USP. A parceria com Ludovico começou logo na sequência, quando atuaram juntos pela primeira vez em uma exposição. A sociedade se concretizou na fundação do escritório Cauduro Martino Arquitetos Associados, em 1964.

O escritório funcionou por 48 anos, criando projetos para mais de 350 empresas privadas e públicas do país. Trabalhos que marcaram a vida de milhões de cidadãos que olham e se orientam por seu trabalho todos os dias, mesmo que não conheçam o designer por trás daquelas sinalizações e mobiliários.

Mas nem tudo sobreviveu às constantes reconstruções da cidade. Na avenida Paulista, por exemplo, sobrou apenas um resquício do seu projeto original. Os totens foram um dia coloridos. Os azuis indicavam pontos de ônibus, os verdes informavam a direção dos bairros. Hoje, sobraram os pretos, indicando as ruas que cruzam a avenida. "Projetamos estruturas retas porque sua forma não atrapalha a visão panorâmica da avenida, como acontece com os postes encurvados. A Paulista é marcada por edifícios e os mastros seguem essa forma", explicou Cauduro.

Os pontos de ônibus e o mobiliário urbano desenhados por Cauduro e Martino, feitos em fibra de vidro, também não existem mais. Em seu livro, "Design Total", o designer Celso Longo avalia que os totens são hoje um patrimônio abandonado. "O projeto subsiste sucateado pela falta de manutenção e de interesse pelas sucessivas administrações públicas".

O trabalho da dupla se enquadra no conceito de Design Total ao apresentar projetos sistêmicos de identidade visual corporativa e ambiental. A intenção era pensar o espaço urbano e arquitetônico como parte de uma mesma identidade unificada, acessível e massificada. O projeto de arquitetura na mão de João e Ludovico ganhou importância, abraçando todos os aspectos da usabilidade de prédios e cidades.

Para Cauduro e Martino, o design é parte indissociável da sua função didática e orientadora. A dupla abraçou as lições da Bauhaus e do modernismo, advogando em nome da simplicidade e da clareza, superando a estética complexa que ainda dominava grande parte do design brasileiro.

Se o passante de maneira geral não repara no trabalho de Cauduro e Martino, esse talvez seja o maior elogio possível para a dupla. A proposta era justamente integrar o design de maneira tão eficaz na cidade que seu trabalho fluísse de maneira natural para o público. Em entrevista à revista Superinteressante, quando perguntado sobre a sensação de andar pela cidade e ver sua obra por todos os lados, o próprio Cauduro assumiu que "Ah, a gente estava acostumado. Eu nem percebia." 

Isto não é um anúncio, José Henrique Mariante, FSP


Morreu na última semana João Carlos Cauduro, arquiteto e designer responsável pela programação visual do metrô paulistano e dos totens da avenida Paulista, entre muitos outros projetos. Símbolos e equipamentos que estão no imaginário afetivo da cidade, mas que passam batido por terem sido concebidos para funcionar de modo discreto e eficiente, não para chamar a atenção.

Conceito de uma arquitetura que interfere e organiza o ambiente, o design total de Cauduro e Ludovico Martino, seu sócio, morto em 2011, resta como uma camada geológica de sucesso que se empilha entre outras tantas, a maioria medíocre, na maior cidade da América Latina. Um sinal esparso de como ela foi um dia ou poderia ter sido. São Paulo é um amontoado dessas tentativas, poucas em busca de soluções.

A capital precisa de muita ruminação. Jaime Lerner gastava a manhã pensando apenas em Curitiba, só despachava à tarde. São Paulo, no entanto, condiciona seus prefeitos ao curto prazo, todos querendo deixar marcas de olho no próximo pleito. Canhão eleitoral, alça governantes a voos maiores, dizem analistas. A ideia, então, é chamar os holofotes para si. Design total soa como dinamarquês nesse cenário.

O prefeito de turno, Ricardo Nunes (MDB), não foge à regra, basta notar a quantidade de propaganda de sua gestão no ar. Parte dela é publicada na Folha em formato de conteúdo patrocinado ou "branded content", como se diz no mercado de mídia. Uma equipe do departamento comercial, sem laços com a Redação, produz artigos, vídeos e até eventos encomendados por clientes.

Publicar material bancado por terceiros é uma das saídas encontradas pela imprensa diante da crise imposta pelo impacto da internet em seu modelo de negócios. Grosso modo, há dois tipos: conteúdo que tem o apoio de patrocinadores, mas sem implicação editorial, ou seja, cabe apenas à Redação decidir o que é e como é publicado (Seminários e algumas coberturas de Ambiente são exemplos na Folha); conteúdo ditado pelos patrocinadores, em que a Redação não participa (identificado como Estúdio Folha no jornal).

Na ilustração vemos um homem  vestindo uma espécie de colete no qual são colocados anúncios: o conhecido homem-sanduíche. Neste anúncio vemos uma página de jornal. O fundo é texturizado na cor marrom.
Folhapress

Por transparência, é preciso bem distinguir conteúdo patrocinado do editorial. Concepção visual diferente e tarjas são ferramentas usuais para sinalizar a natureza do produto publicado. Assim funciona há anos na Folha e em outros jornais, no Brasil e no mundo.

Há pouco mais de um mês, no entanto, um leitor acessou uma página custeada pela prefeitura acreditando estar lendo uma reportagem regular. Ao perceber que se tratava de propaganda, contatou o ombudsman. Em crítica interna, alertei a Redação de que não havia indicação clara sobre ser um produto patrocinado.

A questão voltou à baila na quarta-feira (23). O Intercept publicou que o Estúdio Folha recebeu R$ 2,3 milhões da agência de publicidade contratada pela administração municipal. O texto faz inferências, mas não apresenta nada de concreto além, é claro, da falta de um marcador mais explícito de conteúdo não editorial.

É evidente que o problema está no cliente se chamar Prefeitura de São Paulo. Para muitos leitores, a Folha deveria se recusar a abrigar, ainda que em forma de anúncio, peça de promoção do prefeito candidato. Ótimo, mas aí seria preciso, por isonomia e por equilíbrio jornalístico, recusar comerciais de entes públicos em geral, governos e estatais. Ótimo em dobro, mas algum órgão da imprensa nacional tem assinantes suficientes para sustentar tamanho prurido? Jornais não andam recusando recursos, pelo contrário. Este diário, em plena pandemia, publicou anúncio de médicos defendendo tratamento alternativo à Covid. Um escândalo, do qual não cogitou recuar.

Indagada, a Secretaria de Redação reiterou a estrita separação entre departamento comercial e Redação. "O Estúdio Folha produz material publicitário que, como todo material publicitário veiculado na Folha, é editado de modo a deixar clara a sua diferença para o conteúdo noticioso. A cobertura jornalística da gestão municipal, como a de todas as instâncias de governo no país, obedece aos preceitos do Manual da Redação. Tem sido crítica, independente e apartidária e assim continuará."

Sobre a falta de um marcador mais claro para o conteúdo patrocinado, o jornal respondeu: "A avaliação sobre a apresentação de material publicitário, o que inclui o produzido pelo Estúdio Folha, é diária e feita caso a caso. Frequentemente são solicitados ajustes pela Redação para deixar patente a diferenciação em relação ao material jornalístico."

Efeito ou não dos questionamentos, as páginas da prefeitura ganharam enfim avisos na sexta-feira (25). Meio tarde.

O jornal deveria se espelhar em Cauduro. Ser eficiente é melhor do que chamar a atenção.