quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Florianópolis é a cidade mais competitiva do Brasil,The News

 

Florianópolis é a cidade mais competitiva do Brasil

BRASIL

(Imagem: Exame | Reprodução)

Floripa está em alta. Além de ser famosa por suas praias e restaurantes charmosos, a capital de Santa Catarina ficou no TOP 1 do Ranking de Competitividade dos Municípios em 2023.

  • Isso significa que ela é a cidade com a maior capacidade de fornecer serviços públicos de qualidade no Brasil.

Associando o indicador ao bem-estar social, o ranking enxerga que um município competitivo “é aquele que atende o cidadão da melhor forma possível”, possibilitando a “melhor qualidade de vida”.

Quando esse levantamento começou a ser feito, lá em 2020, Florianópolis estava em quarto lugar. Depois disso, a cada ano, a cidade subiu uma posição, até alcançar a liderança em 2023.

Com mais de 500 mil habitantes, a capital de Santa Catarina teve uma boa avaliação nas áreas de saúde, segurança e capital humano. Além disso, a coleta de resíduos e abastecimento de água tiveram nota máxima na cidade.

O que mudou nos últimos 3 anos?

O município já seguia um padrão na maioria dos índices, mas o destaque foi o capital humano, que subiu 42 posições desde que o ranking começou a ser feito.

Nessa área, é analisada a qualificação dos trabalhadores em empregos formais e as taxas de matrícula em ensino superior, técnico e profissionalizante.

🇧🇷 Completando o TOP 10, estão as cidades de São Paulo (SP), Barueri (SP), Porto Alegre (RS), São Caetano do Sul (SP), Curitiba (PR), Campinas (SP), Vitória (ES), Santana de Parnaíba (SP) e Santos (SP).

ESTADÃO / BLOG DO FAUSTO MACEDO Gilmar rebate críticas por voto sobre descriminalização das drogas: ‘Não há um direito a drogar-se’

 O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu nesta quinta-feira, 24, no plenário, às críticas que recebeu pelo voto para descriminalizar o consumo de drogas para uso pessoal. Ele adequou o posicionamento para alcançar apenas o porte de maconha. 

O voto gerou forte reação entre parlamentares da bancada evangélica, líderes religiosos e bolsonaristas. “O evento foi objeto de muita desinformação, potencializada pelas disputas ideológicas e moralismos que orbitam esta delicada controvérsia”, disse o ministro ao acrescentar que as críticas ao tribunal são “absolutamente infundadas”.


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também chegou a se manifestar publicamente contra o julgamento. O senador defende que a regulação das drogas cabe ao Congresso e não deveria estar sendo discutida no STF.


Antes da retomada da votação, Gilmar defendeu o “diálogo institucional” e negou uma invasão de competências do Legislativo: “Não houve, em nenhum momento, um gesto do tribunal em direção à liberação de entorpecentes, nem mesmo qualquer espécie de avanço indevido sobre as competência do Congresso Nacional quanto ao reconhecimento do caráter ilícito do porte drogas, ainda que para consumo próprio.”


O ministro também afirmou que o julgamento tem sido alvo de fake news. “Como se a proposta apresentada representasse um aceno do Poder Judiciário à liberação das drogas ou um salvo-conduto para o uso indiscriminado em vias públicas de substância psicotrópicas”, reagiu. “Não há um direito a drogar-se e permanecer drogado.”


O decano também voltou a defender que os esforços no combate às drogas drogas sejam deslocados do campo penal para o da saúde pública. “É necessário conjugar esforços para, sem moralismos ou preconceitos, arquitetar uma solução multi-disciplinar que reconheça a interdependência e a natureza complementar das atividades de prevenção ao uso de drogas, atenção especializada e reinserção social”, sugeriu. “O que se busca é uma solução eficaz e constitucionalmente adequada desse grave drama social.”


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STF julga descriminalização das drogas: conheça argumentos contra e a favor, FSP

 SÃO PAULO

STF (Supremo Tribunal Federal) retomou nesta quinta (24) o julgamento da descriminalização do porte de drogas para uso pessoal.

Os ministros avaliam a constitucionalidade do artigo 28 da lei 11.343/2006, a chamada Lei de Drogas. O artigo considera crime adquirir, guardar, transportar ou cultivar drogas para consumo pessoal. O placar está em 4 a 0 a favor da descriminalização.

A ação foi movida pela Defensoria Pública de São Paulo. O órgão argumenta que o uso de drogas não afronta a saúde pública, apenas a saúde do próprio usuário, quando muito. Afirma ainda que o artigo 28 contraria o princípio da intimidade e da vida privada.

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Flores de maconha; STF julga descriminalização das drogas - Pedro Ladeira/Folhapress

O Ministério Público, por sua vez, defende que o artigo é constitucional. Em memorial enviado ao STF, o procurador-geral de Justiça Mário Luiz Sarrubbo afirma que a criminalização da posse de drogas é algo "imperativo" no momento atual do Brasil.

"Se declarada a inconstitucionalidade do artigo 28, como se controlará a posse e o consumo das drogas: poderá se dar em qualquer lugar público ou apenas nos recantos da vida privada? Onde poderá o usuário fumar sua porção de crack? Na calçada da escola? Será admitida a injeção de cocaína na corrente sanguínea numa praça, em plena luz do dia? Aliás, quem venderá a droga? Tais 'liberdades' estão realmente de acordo com a Constituição Federal brasileira? Cremos que não", escreveu.

A retomada do julgamento no Supremo desagradou parlamentares. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por exemplo, disse que o debate sobre a descriminalização das drogas é competência do Congresso Nacional.

"Se pretender legalizar ou descriminalizar, que é uma tese que pode ser sustentada por aqueles que defendem que a questão é mais de saúde pública do que uma questão judicial ou uma questão penal, o foro de definição dessa realidade é o Congresso Nacional", disse Pacheco no último dia 3.

Conheça os argumentos de outras entidades que já se manifestaram a respeito da descriminalização das drogas:

ARGUMENTOS A FAVOR DA DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS

Pastoral Carcerária e Conectas Direitos Humanos

Citam a marginalização, com a repressão ao tráfico, de grupos já vulnerabilizados e defendem a inconstitucionalidade do artigo 28 também por violação à intimidade e à vida privada. Leia trechos de documento enviado ao STF:

"A guerra às drogas tem legitimado operações policiais em territórios majoritariamente negros, que culminam no aumento de conflitos e de mortes dessa população. Não há qualquer constrangimento por parte dos agentes do Estado em promover um apagamento racial. Não há observância da lei ou de ordens judiciais no cumprimento dessas operações."

"Além da violação aos primados da lesividade, da intimidade e da vida privada, conclui-se que também o malogro da política repressora aplicada a usuários e dependentes de drogas, que contribui para estigmatização e marginalização de grupos historicamente vulnerabilizados, o que serve de forte argumento ao reconhecimento da inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei nº 11.343/2006."

Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas

Cita o fracasso da guerra às drogas e defende a fixação de um "standard probatório" para o crime de tráfico. Veja trechos de manifestação enviada ao STF:

"Por mais que tenha crescido a incidência de políticas repressivas de combate às drogas, com a criação de mecanismos internacionais, legislações mais severas e aumento do financiamento da guerra às drogas, percebe-se, em verdade, o aumento do tráfico nas últimas décadas. Se a intenção do legislador era reduzir o consumo de drogas, podemos dizer que o fracasso é retumbante. Esta afirmação se baseia no 'Relatório Mundial sobre Drogas 2021', do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas". (...) As projeções atuais sugerem um aumento de 11% no número de pessoas que usam drogas globalmente até 2030".

"Compete à acusação o ônus de provar a existência de interesse negocial (ânimo mercantil) do autor do
crime, eis que a ausência de tal elemento (intento mercantil) resultaria na presunção de que a posse da droga seria para "consumo pessoal", levando à impossibilidade de que a ocorrência seja caracterizada como crime de tráfico".

Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas

Afirma que a população negra é a mais afetada pelos impactos da Lei de Drogas e propõe que o debate seja feito a partir de uma perspectiva racializada. Leia trecho de manifestação apresentada ao STF:

"A população negra, além de ser a que mais sofre com a discricionariedade estatal na definição do que é tráfico e do que é consumo, também é a que mais é afetada com a ausência de políticas públicas de saúde que enfrentam a questão da dependência como deveria ser. É uma via de mão dupla, que atropela na ida e na volta."

ARGUMENTOS CONTRA A DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS

CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria)

Em nota conjunta divulgada no último dia 16, afirmam que a descriminalização das drogas pode resultar no "aumento do consumo, no comprometimento da saúde (de indivíduos e pública) e no fortalecimento do narcotráfico". Também fazem críticas ao uso terapêutico da Cannabis.

"Para o CFM e a ABP, o consumo da maconha —mesmo sob alegação 'medicinal'— representa riscos à saúde de forma individual e coletiva. Trata-se de droga que causa dependência gravíssima, com importantíssimos danos físicos e mentais, inclusive precipitando quadros psicóticos (alguns não reversíveis) ou agravando sintomas e a evolução de padecentes de comorbidades mentais de qualquer natureza, dificultando seu tratamento, levando a prejuízos para toda a vida."

Adepol (Associação dos Delegados de Polícia do Brasil)

Em manifestação enviada ao STF ainda em 2015, quando foi iniciado o julgamento, e reafirmada neste ano, a Adepol se posicionou contra a descriminalização das drogas. Leia um trecho:

"Sob o ponto de vista da segurança pública, é de sabença comum que descriminalizar o uso das drogas é fazer o consumo crescer. E mais usuários significarão mais traficantes de drogas e de armas pesadas. Mais traficantes, mais violências no cotidiano, com verdadeira 'guerrilha urbana' nas grandes cidades."

CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)

Em vídeo divulgado recentemente, o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, reafirmou a posição da entidade contra a descriminalização das drogas.

"O uso indevido de drogas interfere gravemente na estrutura familiar e social. Está entre as causas de inúmeras doenças, de invalidez física e mental, de afastamento da vida social", disse Hoepers. "A liberação do consumo de drogas facilitará a circulação dos entorpecentes. Haverá mais produtos à disposição, legalizando uma cadeia de tráfico e de comércio, sem estrutura jurídica para controlá-la", acrescentou.