segunda-feira, 15 de junho de 2026

O que dá para comprar com US$ 1.000.000.000.000?, The News

 

Até a última semana, essa pergunta pertencia estritamente aos livros de ficção científica ou aos exercícios teóricos de economia. Afinal, a mente humana é programada para entender o mil, o milhão e, com algum esforço, o bilhão. O passo seguinte parece distante demais.

Mas, na última sexta-feira, Wall Street serviu de palco para uma quebra de recorde histórica quando a SpaceX finalmente estreou na Nasdaq.

(Imagem: Victor J. Blue | Getty Images)

O maior IPO da história da humanidade. A empresa de Elon Musk captou US$ 75 bilhões — superando o recorde anterior da Saudi Aramco — e viu suas ações dispararem 20% logo no primeiro dia.

Com o empurrão dos investidores, a oferta teve uma demanda quatro vezes maior que o volume disponível, elevando o valor de mercado da companhia para US$ 2 trilhões.

O desfecho veio para entrar nos livros… Sendo dono de 42% da empresa, uma fatia que agora vale US$ 765 bilhões, Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da planeta.

  • Para você ter uma dimensão, se o patrimônio pessoal dele fosse o PIB de um país, estaria no G21. Apenas 21 nações produzem um trilhão de dólares em um ano inteiro.

O que nos leva a um ponto principal: Essa ascensão do Musk não é algo pontual. Na verdade, faz parte de um fenômeno que vem redesenhando a economia global nos últimos 15 anos.

Vamos voltar alguns anos… ⏳

Em 2011, o planeta contava com 1.011 pessoas que haviam atingido a marca dos bilhões. Juntas, elas controlavam US$ 4,5 trilhões.

De lá para cá, entre crises globais, o mundo assistiu à consolidação dos smartphones, à enxurrada de dinheiro injetada nos mercados durante a pandemia, à ascensão das criptomoedas e, mais recentemente, a corrida pela AI.

(Imagem: New York Times)

O balanço de 2026 mostra que a riqueza concentrada no topo mudou:

💸 O clube dos super-ricos agora abriga 3.373 bilionários globais.
💸 O patrimônio somado desse grupo atingiu a marca inédita de US$ 20,1 trilhões.
💸 Desse montante, 40% de crescimento aconteceu em apenas 24 meses.
💸 O bolo acumulado por essas poucas famílias equivale a quase 1/5 de tudo o que a humanidade produz em um ano.

O motor por trás de tudo isso, tá na palma da sua mão ou nas abas que você costuma abrir no seu computador: as BIG TECHs.

A estreia da SpaceX não mexeu apenas com o setor aeroespacial, como reforçou a confiança dos investidores no ecossistema de satélites e AI.

  • Empresas como Nvidia, Apple, Microsoft, Alphabet e Meta viram os seus valores de mercado explodirem recentemente.

Diferente das indústrias do século passado, onde se juntava mão de obra e uma quantidade grande de operários para gerar valor, o mercado agora precisa apenas de chips e grandes computadores — ou como você conhece, os data centers.

A Bolsa de Valores é o cenário onde isso dá resultado, mas não é para qualquer um… Os planos de previdência e pequenos investimentos dão uma prévia, mas dados mostram que o 1% mais rico da população detém metade de todas as ações do mercado.

É só colocar na ponta do lápis: Um grupo seleto de apenas 135 mil famílias americanas, o topo 0,1%, acumula US$ 13,7 trilhões em ações — o que representa praticamente o dobro de tudo o que os 90% mais pobres — cerca de 115 milhões de famílias — possuem juntos no mercado financeiro.

O de cima sobe e o de baixo desce 📉

O crescimento surpreendente desse topo da pirâmide acontece porque a riqueza recente dos bilionários é baseada muito mais em investimentos de capital do que na contratação de funcionários.

Com as chamadas "empresas superestrelas" — gigantes de tecnologia que dominam setores inteiros e lideram o avanço da inteligência artificial —, os fundadores e investidores iniciais conseguem reter a maior parte dos lucros para si, já que o número de colaboradores necessários para rodar essas estruturas é relativamente pequeno.

Para dar tração a esse movimento, as mudanças nas leis tributárias na última década jogaram a favor.

  • Nos EUA, por exemplo, cortes drásticos nas taxas de impostos corporativos permitiram que as companhias gerassem um caixa livre gigantesco para recomprar as próprias ações.

  • Essa dinâmica inflou diretamente os ativos dos acionistas majoritários e fez com que a fortuna desse grupo avançasse em um ritmo muito mais acelerado do que antes.

Mais do que o tamanho das contas bancárias, o verdadeiro impacto desse acúmulo extremo está no futuro. Como a maior parte dessas fortunas gigantescas passa longe da tributação tradicional e das regras do jogo comum, esse patrimônio promete ser transmitido intacto, formando uma nova e duradoura aristocracia financeira global.

Seja como for, com o primeiro trilionário da história coroado e os super-ricos quebrando a barreira dos US$ 20 trilhões, a economia opera sob uma nova lógica

Perfuração na Foz do Amazonas deve levar o dobro do tempo previsto, Eixos

 A Petrobras comunicou ao Ibama que prevê concluir a primeira perfuração em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas até 7 de agosto. (BNamericas)

  • Caso a projeção se confirme, a campanha do poço exploratório Morpho vai durar dez meses, o dobro dos cinco meses previstos inicialmente.  
No momento, a companhia está a mil metros do objetivo do poço, iniciando a sexta fase da perfuração, disse a presidente da estatal, Magda Chambriard, a jornalistas na noite de quinta-feira (11/6).
  • “Perfurar na Guiana até de cabeça pra baixo a gente faz, agora quero ver perfurar na Foz do Amazonas, com a correnteza atrapalhando”, disse no evento de lançamento da Seleção Petrobras de Jornalismo, no Rio.  
Parte do atraso se deve a um incidente no começo de janeiro, quando a estatal precisou interromper a atividade por mais de um mês, após o vazamento de 18.440 litros de fluido de perfuração. A previsão inicial da estatal era que o custo desse poço na costa do Amapá ficaria em R$ 842,4 milhões
  • Entretanto, o atraso — e a multa decorrente do incidente — podem encarecer o projeto.  
Grande aposta da Petrobras para a reposição de reservas de petróleo nos próximos anos, a exploração na Bacia da Foz do Amazonas teve início em outubro de 2025, depois de um controverso processo de licenciamento ambiental
  • A estatal demorou mais de cinco anos para conseguir a autorização do Ibama para a atividade e teve, inclusive, o primeiro pedido de licenciamento negado, em 2023, o que demandou aprimoramentos no processo. 
  • A área ambiental do governo é contra a abertura da nova fronteira exploratória na Margem Equatorial. 
  • O presidente Lula (PT), no entanto, defende a exploração na região: “Nós vamos ocupar. Vamos explorar petróleo com a maior responsabilidade”, afirmou ao citar a Margem Equatorial em evento na Refinaria de Paulínia (Replan), em maio. 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

PMs arrombam porta e prendem outra vez fiscal da Fazenda que chefiou esquema de R$ 1 bi em propinas, OESP

 olto há uma semana, o ex-auditor fiscal da Fazenda de São Paulo Artur Gomes da Silva Neto voltou à prisão por determinação do juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens da Capital. Apontado pelo Ministério Público como líder de um esquema bilionário de corrupção no Fisco paulista, Artur foi preso na quarta-feira, 10, em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo.

O Estadão pediu manifestação da defesa de Artur. O espaço está aberto.

A prisão de Artur foi realizada por volta das 6h. Segundo o boletim de ocorrência, os agentes precisaram arrombar a porta da residência porque o ex-auditor não atendeu aos chamados para abrir o imóvel. Durante a ação, foram apreendidos R$ 10 mil em espécie.

Artur foi levado para a carceragem da Delegacia de Polícia de Ribeirão Pires e, posteriormente, encaminhado à Cadeia Pública de Santo André
Artur foi levado para a carceragem da Delegacia de Polícia de Ribeirão Pires e, posteriormente, encaminhado à Cadeia Pública de Santo André Foto: Reprodução

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Após a captura, Artur foi levado para a carceragem da Delegacia de Polícia de Ribeirão Pires e, posteriormente, encaminhado à Cadeia Pública de Santo André.

Na decisão que autorizou a prisão preventiva, o juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner anota que “Artur foi apontado como o comandante do maior esquema de corrupção da história da SEFAZ-SP”.

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O magistrado avalia que Artur “exercia papel central no grupo criminoso destinado a prática de crimes envolvendo a movimentação de expressiva quantia de dinheiro, tratando-se de grupo complexo e com facilidade na reinserção de membros nas atividades ilícitas”.

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“As particularidades e complexidade do crime evidenciam o risco concreto de destruição de provas, além da comunicação entre os integrantes do grupo criminoso”, assegura a decisão.

No dia 28 de maio, o juiz Thiago Baldani Gomes De Filippo, da 1ª Vara de Crimes Tributários de São Paulo, revogou um primeiro decreto de prisão preventiva de Artur Gomes da Silva Neto, principal alvo da Operação Ícaro e suspeito de receber R$ 1 bilhão de gigantes do varejo, entre elas Ultrafarma e Fast Shop, segundo investigação do Ministério Público de São Paulo.

Principal alvo da Operação Ícaro, Artur foi detido pela primeira vez em agosto de 2025. Ele permaneceu 294 dias preso preventivamente até obter a substituição da custódia por medidas cautelares.

Artur é réu confesso, chegou a tentar um acordo de delação premiada que não foi aceito, e as investigações o colocam no topo da organização criminosa como mentor do esquema bilionário de propinas envolvendo a devolução antecipada de créditos de ICMS.

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Segundo os promotores do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos, o Gedec, Artur teria orientado empresas em pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS-ST, compilando documentos para serem enviados à Secretaria da Fazenda e, em alguns casos, acelerando procedimentos e autorizando internamente os pedidos.