terça-feira, 23 de novembro de 2021

Ambev quer ajudar restaurantes a reduzir contas de energia. Como?, Exame.com

 

Fonte: Exame.com - 17.11.2021
São Paulo - A Ambev quer ajudar os pequenos restaurantes e bares a reduzir custos ainda mais. A fabricante de bebidas se uniu às distribuidoras de energia elétrica Schneider Electric e Gebras e ao Pacto Global da ONU para expandir o acesso a uma ferramenta digital que permite a análise e dá sugestões para redução nas contas de energia. A meta é alcançar mais de 1 milhão de pontos de venda que comercializam as bebidas da empresa.

A plataforma, chamada de SaveE, foi desenvolvida com foco na indústria, e para trazer mais eficiência aos centros de distribuição próprios da Ambev. No primeiro ano de funcionamento, a economia para a multinacional foi de 20%.

Agora, a parceria entre as empresas também olha para a eficiência energética de estabelecimentos comerciais que atuam na ponta da cadeia de distribuição da Ambev, com a intenção de trazer mais eficiência à operação desses comércios.

“Queríamos criar um canal para compartilhar boas práticas de eficiência energética para os nossos fornecedores e qualquer outra indústria do Brasil que tivesse nessa jornada de redução de consumo de energia e descarbonização”, diz Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos da Ambev. “Com esse lançamento, queremos alcançar e ajudar mais esse segmento na redução do consumo de energia e, consequentemente, reduzir o custo operacional dos nossos clientes. Agora, nosso objetivo é expandir para 1 milhão de PDVs”.

Com o uso da plataforma, a redução nas contas de energia chega a 15% nos primeiros três meses, segundo a Ambev.

A SaveE faz um diagnóstico completo do uso de energia nos pontos de venda a partir da análise de algumas variáveis como o segmento de atuação da empresa e consumo energético por período. “É uma espécie de consultoria completa self assessment, diz Figueiredo. A avaliação completa é feita em menos de uma hora e é entregue junto com um plano de ação para a redução nas contas, em busca de mais eficiência.

A proposta com os pontos de venda é fazer com que gestores reconheçam os principais gargalos dos bares e restaurantes que lideram, e assim, possam traçar um plano para poupar de fato nas contas de luz. Para isso, a plataforma também oferece conteúdos educativos com recomendações de boas práticas, sob a curadoria dos especialistas da Ambev e da Schneider Electric, com dicas para melhorar a gestão de energia, procedimentos para otimizar a eficiência energética de equipamentos, instalação de temporizadores, entre outros equipamentos que possam criar boas oportunidades de economia.

Para além de ajudar pontos de venda em um cenário tortuoso de crise energética e problemas com a escassez de água, a iniciativa também é uma extensão na jornada sustentável da Ambev.

A parceria com o Pacto Global, por exemplo, busca engajar organizações na adoção dos dez objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU. “Não dá para pensar em uma jornada de descarbonização que não comece pela redução e otimização do consumo de energia. E, sendo uma empresa do tamanho da Ambev, que já olha para seu consumo energético, resolvemos trazer essa discussão para nossos parceiros e, junto deles, sabemos que o impacto positivo gerado será infinitamente maior”, diz Figueiredo.

A Ambev se comprometeu a reduzir em 25% as emissões de carbono em toda a cadeia de até 2025, além de ter 100% dos produtos feitos com embalagens retornáveis ou de materiais reciclados.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Indefinição nas prévias do PSDB é secundária em legenda desunida; leia análise, OESP

Rafael Cortez, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2021 | 05h00

As prévias tucanas definem não apenas o possível candidato do partido em 2022, mas o nome que pode liderar a legenda em um dos momentos mais cruciais de sua história, em busca do protagonismo que perdeu em 2018, com a vitória do presidente Jair Bolsonaro.

Aquele pleito deslocou o PSDB da organização da competição política no Brasil, colocando um desafio para o partido no próximo ano; retomar o papel de legenda com capacidade de formular e executar um projeto de Nação ou permanecer como sigla satélite no interior da constelação partidária, orientando sua sobrevivência à política local.

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Prévias do PSDB
Os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS), além do ex-senador Arthur Virgílio, disputam as prévias do PSDB que definirão o candidato do partido ao Planalto em 2022; votação foi pausada após problemas em aplicativo. Foto: Dida Sampaio/Estadão - 21/11/2021

Esse delicado momento do PSDB, paradoxalmente, ocorreu justamente quando o PT, seu maior adversário, passou por crises profundas com o mensalão e, depois, a Lava Jato. Se seu maior adversário passa por um processo de impeachment, e seu maior rival não ganha votos, é sinal de risco de sobrevivência organizacional.

Curiosamente, o resultado das prévias pode se tornar secundário diante da falta de coesão entre as lideranças tucanas e de identidade junto ao eleitorado.

O adiamento das prévias significa não apenas mais um capítulo de uma novela marcada pelo questionamento das regras de seleção dos candidatos, mas parece traduzir os dilemas organizacionais.

O partido segue sem um projeto minimamente coeso apoiado por suas lideranças. Se no passado as acusações sobre a falta de unidade e o conflito entre os caciques ficavam atrás das cortinas, o atual momento tucano é marcado por acusações públicas.

Reconquistar uma identidade política é o primeiro desafio do vencedor das prévias. O partido parece repetir o erro de 2018, quando entrou em uma eleição apoiando um governo rejeitado.

Hoje, mesmo sem apoiar o governo Bolsonaro, o PSDB parece não ter encontrado sua marca. Além disso, o partido é ameaçado pelo ex-juiz Sérgio Moro na mobilização da terceira via.

Não por um acaso, a eventual não candidatura a presidente segue como opção dos tucanos. 

Assim, o resultado das prévias pode ser secundário diante da falta de união partidária rumo à 2022. Na prática, o atraso traz mais tempo para a solução dos dilemas existenciais.

*CIENTISTA POLÍTICO E SÓCIO DA TENDÊNCIAS CONSULTORIA 

Extra faz liquidação às vésperas da marca ser extinta, FSP

 


SÃO PAULO

Se antecipando às promoções de Black Friday, a rede Extra Hiper, que está prestes a deixar de existir, já iniciou a queima de estoques.

Unidades da rede de supermercados do Grupo Pão de Açúcar (GPA) que serão transformadas em lojas da atacadista Assaí, de acordo com acordo estabelecido em outubro, estão em liquidação para se desfazer dos estoques armazenados.

"Todas as unidades do Extra estão com queima de estoque, tanto as que vão para o Assaí, quanto as que ficam com o GPA", informou a assessoria do grupo, em nota.

Estacionamento do Extra Hipermercado na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, em São Paulo
Estacionamento do Extra Hipermercado na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, em São Paulo - Mathilde Missioneiro - 8.abr.2020/Folhapress

O fim da bandeira Extra foi acertado em um acordo com o Assaí, grupo de atacarejo do francês Casino, que também é controlador do GPA. O segmento vem enfrentando dificuldades em crescer diante da concorrência com o atacarejo e pelos impactos da pandemia sobre os consumidores.

Pelo acordo, calculado em até R$ 5,2 bilhões, o GPA vai passar para o Assaí 71 lojas Extra Hiper que serão convertidas para modelos de atacarejo.

O GPA terminou o primeiro semestre com 103 lojas Extra Hiper. Os demais 32 hipermercados serão convertidos em outros formatos do GPA (como Mercado Extra e Pão de Açúcar) ou fechados, em processo ainda em avaliação pela empresa.

O Assaí vai pagar R$ 4 bilhões pelas lojas, em prestações que vencem entre dezembro deste ano e janeiro de 2024. O R$ 1,2 bilhão restante será pago por um fundo imobiliário que tem garantia do Assaí.

Em relação aos colaboradores, o GPA diz que o principal direcionamento é o reaproveitamento interno nas demais unidades dos negócios envolvidos na transação, o que inclui a priorização da contratação dos funcionários do Extra Hiper nas novas unidades do Assaí.

"O GPA está conduzindo um processo de mapeamento de 100% dos colaboradores dessas unidades para entender o interesse individual e, desta forma, direcionar os esforços para que a transição seja feita de maneira humanizada", diz a empresa.

Além disso, segundo o GPA, pelo perfil da operação, uma loja Assaí gera até o dobro de empregos do que um Extra Hiper, "portanto, o movimento de conversão gerará ainda novos postos de trabalho nas cidades contempladas —serão aproximadamente 20 mil novos empregos".