—Estrupa (sic), mas não mata. A falta de votos nas urnas e a Justiça o jogaram no ostracismo —e, por vários anos, cumpriu prisão domiciliar. Há pouco devolveu alguns milhões de dólares desviados de uma obra pública paulistana. A quantia roubada dava para construir vários outros túneis e viadutos. Mesmo enredado, com suas digitais sangrentas na cena no crime, negava as suspeitas em ríctus indignado. Mentia sem Rivotril. A falta de votos nas urnas e a Justiça o jogaram no ostracismo —e, por vários anos, cumpriu prisão domiciliar. Há pouco devolveu alguns milhões de dólares desviados de uma obra pública paulistana. A quantia roubada dava para construir vários outros túneis e viadutos. Mesmo enredado, com suas digitais sangrentas na cena no crime, negava as suspeitas em ríctus indignado. Mentia sem Rivotril. Em tempos mais pretéritos, promotores de Justiça avançaram sobre as espertezas de Orestes Quércia. A política da época congelou as investigações. Descobriu-se, para pouco espanto da plateia, que o preço do quilômetro do metrô paulistano era o dobro do cobrado no túnel sob o Canal da Mancha, entre França e Inglaterra. Se levantado o tapete roto, estariam ali as mesmas construtoras logo flagradas nos dutos da Petrobras. 2/5 Em tempos mais pretéritos, promotores de Justiça avançaram sobre as espertezas de Orestes Quércia. A política da época congelou as investigações. Descobriu-se, para pouco espanto da plateia, que o preço do quilômetro do metrô paulistano era o dobro do cobrado no túnel sob o Canal da Mancha, entre França e Inglaterra. Se levantado o tapete roto, estariam ali as mesmas construtoras logo flagradas nos dutos da Petrobras. Em tempos mais pretéritos, promotores de Justiça avançaram sobre as espertezas de Orestes Quércia. A política da época congelou as investigações. Descobriu-se, para pouco espanto da plateia, que o preço do quilômetro do metrô paulistano era o dobro do cobrado no túnel sob o Canal da Mancha, entre França e Inglaterra. Se levantado o tapete roto, estariam ali as mesmas construtoras logo flagradas nos dutos da Petrobras. Parece ser um ciclo vicioso, ora à direita, ora à esquerda. No caso, os dois espectros políticos de braços dados. Para qualquer grande obra pública, necessita-se de comprovada capacidade técnica. Não há no país mais de uma dezena de empresas com currículo para construir uma linha de metrô. Acontece, como já foi verificado pelos promotores paulistas, a formação de cartel —e, assim, sobem os preços combinados. Parece ser um ciclo vicioso, ora à direita, ora à esquerda. No caso, os dois espectros políticos de braços dados. Para qualquer grande obra pública, necessita-se de comprovada capacidade técnica. Não há no país mais de uma dezena de empresas com currículo para construir uma linha de metrô. Acontece, como já foi verificado pelos promotores paulistas, a formação de cartel —e, assim, sobem os preços combinados. A saída? Abrir às empresas estrangeiras a participação nas concorrências. Bem, aí os sindicatos de trabalhadores, nas mãos do PT e de outros afamados, são contra a presença internacional. Alegam que defendem seus empregos. Curiosamente, empresas como a Odebrecht, com financiamento brasileiro, fizeram obras em países da América do Sul. Assim caminham amasiadas a direita oportunista e a esquerda corporativa. A turma do Dallagnol, conhecida como os santinhos de Curitiba, não queria ficar com a grana recuperada da Petrobras para uma fundação administrada por eles? Mesmo assim, ele recebeu mais de 300 mil votos de patriotas paranaenses. A saída? Abrir às empresas estrangeiras a participação nas concorrências. Bem, aí os sindicatos de trabalhadores, nas mãos do PT e de outros afamados, são contra a presença internacional. Alegam que defendem seus empregos. Curiosamente, empresas como a Odebrecht, com financiamento brasileiro, fizeram obras em países da América do Sul. Assim caminham amasiadas a direita oportunista e a esquerda corporativa. A turma do Dallagnol, conhecida como os santinhos de Curitiba, não queria ficar com a grana recuperada da Petrobras para uma fundação administrada por eles? Mesmo assim, ele recebeu mais de 300 mil votos de patriotas paranaenses. 3/5 Maluf, Quércia, Marin (este puxando cana nos Estados Unidos), entre outros, são muitos os nomes da direita agora no ocaso, mas antes vistos como líderes messiânicos. Por eles, seus seguidores pegariam resfriado. Falou-se em malufismo, como ainda também em quercismo. Na essência, eram a mesma coisa: um modo ou mau hábito operante do dinheiro público e do lupanarinato político. Nunca se falou de um malufismo sem Maluf, porque a falta de voto deixou inanimada qualquer descendência. Depois das derrotas, a Justiça, sem a pressão política de seus cargos, andou até colocá-lo na prisão. Maluf, Quércia, Marin (este puxando cana nos Estados Unidos), entre outros, são muitos os nomes da direita agora no ocaso, mas antes vistos como líderes messiânicos. Por eles, seus seguidores pegariam resfriado. Falou-se em malufismo, como ainda também em quercismo. Na essência, eram a mesma coisa: um modo ou mau hábito operante do dinheiro público e do lupanarinato político. Nunca se falou de um malufismo sem Maluf, porque a falta de voto deixou inanimada qualquer descendência. Depois das derrotas, a Justiça, sem a pressão política de seus cargos, andou até colocá-lo na prisão. O enredo malufista acima guarda ainda poucos paralelos com o ocaso de Bolsonaro — por enquanto, pessoal. Ao menos Maluf, a despeito das lentes bifocais, era um tipo simpático e desafinou o coro da ditadura apoiada pelo capitão. Mas ambos, em vários momentos, se transformaram na esperança da direita e da extrema direita. Só que os dois foram abatidos pelas circunstâncias venais; seus truques logo cansaram as plateias e os patriotas de sempre. O enredo malufista acima guarda ainda poucos paralelos com o ocaso de Bolsonaro — por enquanto, pessoal. Ao menos Maluf, a despeito das lentes bifocais, era um tipo simpático e desafinou o coro da ditadura apoiada pelo capitão. Mas ambos, em vários momentos, se transformaram na esperança da direita e da extrema direita. Só que os dois foram abatidos pelas circunstâncias venais; seus truques logo cansaram as plateias e os patriotas de sempre. O caso de Bolsonaro se mostra ainda mais trágico. Perdeu a eleição apesar de estar no cargo, do uso indiscriminado dos instrumentos de Estado em benefício próprio — quem pagou aquelas motociatas? não foi o Valdemar... —e da distribuição de verbas sob critérios escusos. Grande parte do Centrão eleito deve-se aos recursos do orçamento secreto. O caso de Bolsonaro se mostra ainda mais trágico. Perdeu a eleição apesar de estar no cargo, do uso indiscriminado dos instrumentos de Estado em benefício próprio — quem pagou aquelas motociatas? não foi o Valdemar... —e da distribuição de verbas sob critérios escusos. Grande parte do Centrão eleito deve-se aos recursos do orçamento secreto. 4/5 Bolsonaro como cabo eleitoral? Bolsonarismo sem Bolsonaro? Com a ajuda do aparato estatal se viu derrotado. Assim como muitos taparam o nariz ao votar em Lula, outros muitos esconderam as joias ao escolher Bolsonaro. Tal episódio histórico jamais ocorrerá novamente. Basta acompanhar a fé indelével dos evangélicos no futuro do capitão. Em breve, Lula será o líder deles, nada lhes faltará, apostam. Dízimo não tem ideologia. No pós-Bolsonaro, a caminho de ele ser um corretor de imóveis, especula-se sobre herdeiros. Assim como, na ditadura, também pensou-se numa direita de terno em lugar da farda. Uma direita proativa, empreendedora, do tipo que joga tênis. E que faz obras e combate a corrupção. Sempre em defesa dos pés descalços. Deu em Collor cassado e transformado num político municipal. Depois no Maluf em prisão domiciliar. Ao contrário de magnatas russos, que suspeitamente despencam de prédios, tal direita teve um pouco mais de sorte.
segunda-feira, 3 de julho de 2023
A estranha democracia lulista, - Lygia Maria ,FSP
Ao falar sobre a Venezuela, Lula disse que "o conceito de democracia é relativo". Segundo o petista, o governo do ditador Nicolás Maduro é democrático, já que lá há eleições.
O discurso remete a um conceito caro à antropologia. Em oposição à visão evolucionista, que considera que há culturas menos e mais desenvolvidas, o relativismo cultural parte do pressuposto de que não há cultura superior ou inferior. Cada uma tem suas crenças e práticas, que devem ser interpretadas dentro de seus contextos, em vez de julgadas pelos padrões de outras culturas.
O conceito é precioso, por valorizar diversidade e apontar opressões imperialistas. Contudo relativismo cultural não implica relativismo ético, como denota a fala de Lula.
Afinal, não se trata de comparar samba com Bach ou cachaça com champanhe, mas de princípios universais como os direitos humanos.
A democracia não se resume ao pleito. Tal regime se caracteriza por Estado de Direito, respeito aos direitos individuais e às liberdades civis, pluralismo político, e, quanto às eleições, devem ser livres e justas. A Venezuela falha em todos os quesitos.
O Tribunal Penal Internacional abriu investigação por crimes contra a humanidade no país. Segundo relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU, autoridades são responsáveis por assassinatos, uso sistemático de tortura e detenções arbitrárias. No ranking de liberdade de imprensa do Repórteres Sem Fronteira, a Venezuela ocupa a 159ª posição na lista de 180 países. Eleições são realizadas sem o escrutínio de observadores internacionais, como é de praxe no mundo democrático.
A falácia de Lula não só é um acinte aos direitos humanos como estimula a polarização ideológica aqui.
Segundo o Datafolha, 52% dos eleitores acham que o Brasil corre risco de virar comunista. Uma insensatez, por óbvio, mas um presidente que defende regime autoritário de esquerda tende a respaldá-la, acirrando extremismos numa sociedade já dividida —um perigo para a democracia, como prova a Venezuela.
Você sabe por que é importante calcular quantas horas de trabalho custam sua aposentadoria?, FSP
Saber o valor de algo é o primeiro passo para que lhe seja atribuída a devida importância. Isto é o caso quando se fala de aposentadoria. Muitos adiam o início do planejamento, pois não entendem o real valor de se começar mais cedo. O entendimento deste valor passa por saber como calcular quantas horas de trabalho ela te custa.

Você provavelmente já ouviu falar que tempo é dinheiro, certo?
Costumamos falar isso de forma despretensiosa, por exemplo, quando estamos esperando alguém atrasado. Entretanto, esta afirmação carrega uma mensagem mais ampla.
Vou propor um desafio. Você saberia dizer agora, sem calcular, quanto você ganha por hora de trabalho?
Esbanjadores, usualmente, não sabem esta conta.
Talvez você não ache isso relevante ou não tenha parado para calcular. Então, faça agora. Saber esta informação é fundamental no controle de seu orçamento. Desta forma, vou ajudar você na conta.
Considere que você ganha R$ 8 mil por mês líquido de IR. Sim, é preciso considerar o valor líquido, pois a parcela de IR não te pertence. A parcela do IR é a parte que você trabalha para a sociedade. Queremos saber a parcela que você trabalha para si próprio.
Se você tem uma rotina de trabalho de 40 horas semanais e considerando apenas 4 semanas em um mês, então, sua hora de trabalho vale cerca de R$ 50. Significa que sempre que você compra algo de R$ 50, isto te custou uma hora de trabalho.
Portanto, precisamos ponderar melhor nossos gastos, pois eles custam horas de trabalho. Adicionalmente, sabemos que uma hora de nosso tempo no trabalho é mais importante que o que ganhamos por ela. Assim, chegamos à reflexão central de hoje.
Começar a poupar mais cedo para a aposentadoria pode economizar muitas horas em sua rotina trabalho. Veja o cálculo.
Devemos começar com a estimativa do patrimônio financeiro necessário para se aposentar com a renda desejada. Lembra da fórmula dos 4% ou dos 300?
Esta é uma fórmula de bolso para estimar o patrimônio necessário para se aposentar.
Para isso, basta multiplicar 300 pela renda mensal que você deseja. Por exemplo, se pretende se aposentar ganhando um adicional ao INSS de R$ 4 mil mensais, multiplique 4.000 por 300. Fazendo este cálculo, se chega ao valor de R$ 1,2 milhões de patrimônio financeiro necessário no momento de se aposentar.
Se você tem 30 anos de idade e pretende se aposentar aos 65 anos, precisaria poupar R$ 1,08 mil por mês se considerarmos um retorno de IPCA+5% ao ano. Isso representa 21 horas ou próximo de meia semana de trabalho. Este esforço de poupança parece muito razoável. Mas, muitos acabam adiando.
Se você esperar chegar aos 40 anos para se preocupar e pretende se aposentar com a mesma idade de 65 anos, vai precisar poupar mensalmente R$ 2,04 mil para ter o mesmo complemento.
Logo, isso vai custar para você uma semana de trabalho. Para muitos, esta despesa se torna um peso difícil de sustentar no orçamento. Ou seja, o adiamento de 10 anos te custou meia semana a mais de trabalho por mês e um esforço no orçamento muito maior.
Sabe quantas horas o mesmo indivíduo teria de trabalhar para ter esta aposentadoria se esperar os 50 anos de idade para começar?
Ele teria que trabalhar mais de duas semanas só para pagar a aposentadoria desejada. A poupança necessária é de R$ 4,5 mil mensais. Concorda que, para quem tem uma renda líquida de R$ 8 mil, poupar este valor parece inviável?
Não é à toa que muitos que esperam chegar aos 50 anos, já não ligam mais e até criticam quem fala de investimento para aposentadoria como estou alertando agora. Estes dizem que é melhor você aproveitar a vida.
O planejamento de suas metas financeiras é essencial para entender o melhor caminho para atingir suas metas financeiras. Iniciar antes este planejamento vai poupar muitas horas de seu trabalho.
Tenho certeza de que você prefere trabalhar menos a trabalhar mais para atingir as mesmas metas, certo? Então, vamos planejar juntos o quanto antes.
Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.
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