domingo, 16 de agosto de 2026

Alexandra Moraes - Ombudsman Jornalista ou blogueiro: será que tanto faz diante do STF?, FSP

 Na Folha, Elio Gaspari foi logo dando nome aos bois. Ainda em março, o colunista alertou: "Moraes autoriza busca em equipamentos de jornalista e ameaça proteção de fontes". Tratava da investigação contra Luís Pablo Conceição, autor de reportagem sobre suposto uso irregular de carro do Tribunal de Justiça do Maranhão pela família de Flávio Dino, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Àquela altura, a Folha se referia a Luís Pablo, alvo do ministro Alexandre de Moraes, como "blogueiro", e o tratamento continuou sendo o preferido até meados da última semana. A exceção eram os editoriais, que já o chamavam de jornalista desde a eclosão do caso. Não parece ser novidade o caráter pejorativo de "blogueiro" nesse contexto, e a discreta desqualificação profissional poderia servir à ideia de que a garantia constitucional vale para uns casos e não para outros.

A natureza jornalística do trabalho de Luís Pablo foi reconhecida por entidades de imprensa, que se manifestaram desde a primeira operação contra ele. Pode haver outras razões para que se questionem seus métodos e eventuais conexões, mas isso nunca foi motivo para cassar a qualificação de quem quer que seja.

"Estão querendo me diminuir porque eu tenho um blog de notícias. Tenho meu registro como jornalista profissional", declarou Luís Pablo em entrevista ao Metrópoles na sexta (14). "Se jornalistas de Brasília e da grande imprensa vêm sofrendo isso, imagina um jornalista no Maranhão que tem um site independente."

Ilustração mostra vários dispositivos, incluindo computador, tablet, smartphone, rádio e jornal, todos com ícones de cadeado. Os dispositivos estão atrás de barras verticais que simulam uma grade, simbolizando restrição ou bloqueio de acesso à informação.
Ilustração de Carvall para coluna da Ombudsman de 16.ago.2026. - Carvall/Folhapress

De acordo com sua apuração, depois da denúncia o STF teria enviado a solicitação formal do veículo oficial para o uso de Dino. O caso veio na esteira de uma trama mais intrincada e grave na política maranhense. Os processos estão em sigilo, mas, segundo Moraes, a segurança de Dino e de sua família foi colocada em risco por uma organização criminosa.

Até aqui, porém, as ações tomadas contra o jornalista não podem deixar de suscitar preocupação. O sigilo da fonte, como já escreveram outros autores na última semana, não é privilégio, e sim uma peça-chave para o escrutínio do poder. A Constituição o garante no inciso XIV de seu artigo 5º (aquele do "todos são iguais perante a lei"), que deixa "assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".

Isso não impede nenhum jornalista de ser processado nem de ter de "provar a veracidade daquilo que relatou ­—a responsabilidade judicial pela publicação de uma informação ‘off-the-record’ é do jornal ou do jornalista, não da fonte", lembra o Manual da Redação da Folha. O papel do sigilo é tentar garantir o caminho da informação até quem possa entregá-la ao público.

Foi isso que reconheceu o ministro Gilmar Mendes, em 2019, ao impedir investigação contra o jornalista Glenn Greenwald pelo material publicado no The Intercept Brasil que detonou a Vaza Jato.

Entre quarta (12) e quinta (13), a Folha conseguiu redirecionar o tratamento dado a Luís Pablo. No dia seguinte à manchete do "blogueiro", a capa registrava: "Decisão de Moraes prejudica imprensa, afirma jornalista". Valia também no texto interno: "Jornalista alvo de inquérito de Moraes nega ter monitorado Dino no MA".

Um aspecto destacado por Luís Pablo ainda carece de explicação. "Em março, eu fui acusado de estar monitorando o ministro. E agora foi revelado que eu recebi um material sobre isso. Ainda assim, buscam alternativas de condenação. Agora, eles querem dizer que eu recebi dinheiro para falar mal do ministro, e isso não faz o menor sentido", afirma o jornalista. "Eu procurei o gabinete do ministro Flávio Dino antes de publicar a reportagem. Quem persegue faz isso? Eu procurei a presidência do Tribunal de Justiça. Não me responderam. Apurei, vi que era um fato de interesse público e publiquei", afirma Luís Pablo ao Metrópoles.

É perfeitamente possível questionar a qualidade dessas (e das nossas próprias) publicações, mas daí a negar-lhes de cara o caráter jornalístico vai uma distância grande.

Vale lembrar que no Brasil cerca de 10% da população vivem nos chamados desertos de notícias. São municípios onde não há registro de veículo de comunicação local, segundo a definição do Atlas da Notícia, que faz um levantamento anual desde 2017 —o próximo deve sair em novembro. Outros 17% estão em quase desertos. Não é o caso de São Luís (MA), mas a atuação de Luís Pablo se insere numa realidade midiática mais atomizada.

O deserto vem diminuindo justamente com a atuação pessoal nas plataformas online e em circunstâncias mais vulneráveis do que as de grandes veículos. "Embora o ato jornalístico seja um ato coletivo, ao modelo de informação tradicional está sendo adicionado um novo, baseado em indivíduos. E essas iniciativas individuais ajudam a povoar os desertos de notícias", afirma o coordenador-geral do Atlas da Notícia, Sérgio Lüdtke, para quem ainda há "questões a enfrentar" nesse campo.

sábado, 15 de agosto de 2026

Edição de Sábado: O apetite chinês, MEIO

 

Por Caio Mello

Quando a China lançou seu 15º Plano Quinquenal para Agricultura e Modernização Rural, pouca gente no Brasil deu atenção ao documento que define as estratégias chinesas para o campo pelos próximos cinco anos. Naqueles dias frios do início de junho, os brasileiros estavam, uma vez mais, absortos pelas renovadas ameaças do presidente americano Donald Trump de taxar os produtos brasileiros pelo que ele chamava de “práticas irrazoáveis”. Mas quem reservou tempo para destrinchar o longo documento não demorou muito para perceber que o prenúncio de tempos difíceis não reside apenas nas diatribes comerciais americanas. É da China, na verdade, que vêm as maiores ameaças à economia brasileira nestes tempos estranhos de reestruturação da ordem mundial.

O documento chinês não tem subterfúgios. A potência do Extremo Oriente quer reduzir de forma profunda sua vulnerabilidade na produção de alimentos. E isso, dizem os próprios chineses, se traduz em mais produção interna e uma redução sensível na dependência externa de commodities agrícolas estratégicas, em especial a soja e outros grãos. Não é preciso entender chinês para compreender os impactos que essa nova diretriz terá para a economia brasileira, cuja balança comercial é, há mais de década e meia, dependente das exportações de grãos para os chineses.

Hoje 70% da soja que o Brasil exporta têm como destino a China, algo como 86 milhões de toneladas. Com a tonelada da soja valendo pouco mais de US$ 425 na bolsa de Chicago, a matemática do estrago que uma redução, por menor que seja, poderá causar à balança comercial brasileira é ao mesmo tempo simples e assustadora. Pelos planos chineses, até 2030 o país quer reduzir suas importações de soja em 25%, o equivalente a 23,5 milhões de toneladas. O Brasil, que responde por 60% da soja importada pela China, dificilmente passará incólume em uma redução tão drástica. Até agora, nada mudou, mas quem entende do assunto adverte: o Brasil precisa se preparar de maneira urgente para acomodar os potenciais impactos do plano chinês.

O novo plano quinquenal chinês não é um sinônimo de eliminação das compras de alimentos no exterior. Mas Pequim quer reduzir vulnerabilidades e depender menos dos poucos abastecedores que hoje alimentam parte da sua imensa população de 1,4 bilhão de pessoas. O temor dos chineses é se verem hiperdependentes de um só mercado — como é hoje do Brasil — e, assim, estarem expostos a choques de mercado em um mundo marcado pela profunda instabilidade.

Essa não é uma preocupação nova, é claro, mas vem crescendo ano a ano, em especial após as experiências traumáticas da Covid-19. A pandemia acabou expondo falhas nas cadeias de suprimento pelo mundo e a certeza de que fornecedores estarão sempre disponíveis se houver recursos financeiros em abundância foi colocada em xeque. Portos fecharam, fábricas pararam por meses, e um choque de oferta afetou os preços em todos os países. Logo depois, a guerra na Ucrânia piorou o cenário, com uma escassez importante na oferta de fertilizantes, essenciais para a agricultura moderna e de alta produtividade como a brasileira.

Não bastassem as guerras tradicionais, as guerras comerciais com seus tarifaços, sanções e bloqueios têm acrescentado uma camada de complexidade e riscos que os chineses agora buscam mitigar com sua nova política agrícola. Em um país tão populoso, que há poucas décadas experimentou momentos traumáticos por conta da fome, a alimentação é tema de segurança nacional.

A China é uma potência agrícola. Nenhum país produz tantos grãos quanto os chineses. Só no ano passado foram produzidas mais de 700 milhões de toneladas por lá, o dobro do que foi produzido no Brasil. Ainda assim, a China precisa ir ao mercado externo comprar mais cereais para alimentar sua população. Enquanto o país é recordista na produção de trigo e o segundo maior produtor de milho, é profundamente deficitário em soja, grão essencial para converter proteína vegetal em proteína animal na forma de frangos e porcos. Nos próximos cinco anos, a China quer ampliar em mais de 30% a sua produção de soja, hoje na casa de 20 milhões de toneladas.

Os chineses pretendem usar a mesma estratégia que vem sendo aplicada no Brasil: ampliar a produtividade de suas terras agricultáveis com tecnologia. A ideia é aumentar a mecanização do plantio e da colheita, desenvolver sementes transgênicas de maior produtividade e adaptação, além de desbravar terras áridas com o uso massivo de sistemas de irrigação. Outra estratégia é encurtar a distância e o tempo em que os grãos saem da terra e chegam às indústrias ou ao prato dos chineses. Para isso, o país está investindo em aprimorar sua cadeia logística e buscando aproximar as áreas de produção de grandes centros consumidores. A curto prazo, a estratégia tem dado resultado. Em julho de 2026, os alimentos estavam 1,5% mais baratos do que em julho de 2025 na China.

Além de ampliar a produção, os chineses também querem reduzir o consumo de grãos estratégicos, em especial a soja, na qual reside sua principal vulnerabilidade. Para isso, iniciaram um processo de substituição de ingredientes da ração básica para animais, dando mais espaço para um subproduto processado do milho, o DDG, e reduzindo o uso do farelo de soja. A longo prazo, a China não esconde que pretende se transformar em um país autossuficiente na produção do grão.

Mas essa, no entanto, não será uma tarefa fácil. Apesar de ser o maior país do mundo, a China não tem terras agricultáveis em volume suficiente para conseguir expandir sua produção de alimentos sem uma verdadeira revolução tecnológica no campo. Há espaço para aumento na produção, mas o limitador de terras talvez seja o principal empecilho para um crescimento exponencial no volume produzido no país. Hoje quase 30% do território chinês é composto por desertos, que demandariam esforços incríveis de logística e energia para torná-los aptos à produção. “A China dificilmente substituirá dezenas de milhões de toneladas de soja importada apenas aumentando sua produção doméstica”, diz Alê Delara, especialista em agro e diretor da Cartago Escola de Negócios. Delara sabe do que fala. Ele acompanha o agronegócio há quase 30 anos e examina com uma lupa as variações na produção chinesa. Para ele, a produção chinesa de soja seguirá limitada pela disponibilidade de terra e água, pelo clima e pela concorrência direta com outras culturas.

Esse parece ser um consenso entre analistas brasileiros que acompanham o mercado chinês. O economista Bruno Capuzzi, do Insper Agro Global, reforça esse diagnóstico. Ele diz que “não há espaço para aumento de área”, e o que resta à China é investir em ganhos de produtividade por hectare plantado. Pablo Ibañez, professor de geopolítica e coordenador do Centro de Estudos Avançados da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) concorda. Segundo ele, o setor agrícola não funciona como os setores industriais em que a China já obteve sucesso acelerado, como o de carros elétricos e a indústria de defesa. Agricultura, diz Ibañez, envolve variáveis que não podem ser totalmente domadas pela tecnologia. “Há condições climáticas, condições do solo, condições geomorfológicas, não é como desenvolver um novo motor e passar a fabricá-lo num ambiente controlado”, diz.

“Nós sabemos que quando a China põe metas nos planos quinquenais ela busca cumprir. Mas nos últimos anos a China tem comprado mais soja do que nunca”, diz Lucas Beber, produtor rural e presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja). Beber, assim como Ibañez e outros especialistas ouvidos pelo Meio, é cético em imaginar a China autossuficiente na produção de soja a curto e médio prazo. Os números explicam esse ceticismo: se a produção doméstica chinesa de soja gira em torno de 20 milhões de toneladas por ano, as importações somam mais de 100 milhões de toneladas na mesma safra. A distância entre esses dois números é grande demais para ser fechada apenas com ganhos de eficiência.

A aparente incapacidade chinesa de se tornar autossuficiente em soja não significa que o Brasil esteja livre de impactos importantes na balança comercial. Pouca gente acredita que haverá uma redução súbita nos embarques para a China se o plano agrícola divulgado recentemente for, de fato, colocado em prática. O risco está em uma desaceleração gradual, porém constante, da demanda chinesa. “O que preocupa, na verdade, é mais uma redução no poder de negociação do que um corte brusco no volume embarcado”, diz Henry Quaresma, conselheiro de administração da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Segundo ele, quando um comprador depende menos de um fornecedor específico, ganha margem para impor condições mais duras em preços, prazos e exigências sanitárias.

Por isso, especialistas como Delara acreditam que o efeito mais imediato de uma eventual redução de compras da China recairia sobre os preços, não sobre os volumes. Afinal, a soja que deixasse de ser comprada pela China precisaria encontrar outro destino e, como poucos países têm capacidade de absorção semelhante, o mercado teria de oferecer preços mais baixos para estimular a demanda. “Isso pressionaria Chicago, os prêmios nos portos brasileiros e, consequentemente, o preço recebido pelo produtor”, completa.

Ao mesmo tempo, Bruno Capuzzi descreve essa relação como uma dependência de mão dupla. “Se der um problema na safra brasileira, a China tem grande parte da sua segurança alimentar comprometida”, argumenta. “Do nosso lado, como a gente fala aqui, se a China espirrar, a gente pega um resfriado, tamanha a participação deles”. Ainda assim, ele pondera que essa mesma concentração pode se transformar em vantagem em um cenário de tensão entre Pequim e Washington, já que o Brasil se consolidou como um “fornecedor tradicional e seguro” para os chineses.

O histórico recente reforça esse pessimismo moderado. Beber, da Aprosoja, lembra que fatores internos chineses tendem a sustentar a demanda mesmo com o discurso oficial de contenção. “A população chinesa começa a envelhecer também, porque a taxa de natalidade é menor”, pondera. “Mas os chineses nos últimos anos têm melhorado a sua renda per capita, e ainda ocorre o êxodo rural, ou seja, pessoas indo para os centros urbanos que vão trabalhar na indústria, melhoram também essa capacidade de compra, e isso pode manter esse mercado estável.”

Isso não significa, porém, que o setor recomende acomodação. O momento, dizem os produtores, é de buscar novos parceiros comerciais, sem que isso signifique que a China deixe de ser o principal cliente do agronegócio brasileiro. Beber cita a Índia como um mercado de grande potencial futuro, tanto para a soja quanto para o milho. Mesmo com a peculiaridade de que cerca de 40% dos indianos sejam vegetarianos e mais de 80% limitam de alguma forma o consumo de carnes, o Brasil poderia impulsionar seu mercado de lácteos e, no caso do milho, se não for para a ração animal, o grão pode ser direcionado à produção de biocombustíveis, dado o compromisso indiano com metas de redução de emissões de gases poluentes.

Mas a saída mesmo para um problema que se aproxima, dizem os especialistas, seria o Brasil ampliar o valor do que produz. “Ainda exportamos muitas commodities e capturamos apenas uma parte do valor gerado pelas cadeias produtivas”, diz Henry Quaresma. Mais processamento e mais tecnologia no produto gerariam mais renda. Até lá o país precisa se preparar para os impactos de uma política estatal que, sem dúvida alguma, trará impactos importantes para a economia brasileira. Procurados, o Ministério da Agricultura e da Pecuária e o Ministério da Fazenda não se manifestaram sobre o tema.



Ruy Castro - Lixão de cacarecos em órbita, FSP

 Começou em outubro de 1957, quando a URSS botou no espaço o Sputnik, o primeiro satélite artificial. Dava 15 voltas por dia ao redor da Terra e, quando passava sobre os EUA, seu "bip-bip" —o único som que emitia— era captado pelos radioamadores e aterrorizava os ingênuos americanos. Um mês depois, em novembro, antes que os EUA pudessem respirar, a URSS mandou outro, o Sputnik 2, tendo a bordo uma infeliz cachorrinha vira-lata, Laika, que não sobreviveu para contar. Os EUA, já com 2 a 0 contra, lançaram o deles em janeiro de 1958, o Explorer, e logo depois equilibraram o jogo. Começava a guerra nas estrelas, com um infernal disparo de satélites.

Em 1959, um deles caiu no galinheiro de Oscarito, no filme "O Homem do Sputnik", dirigido por Carlos Manga, talvez a melhor chanchada da Atlântida. No Carnaval de 1961, em "A Lua é dos Namorados", marchinha de Klecius Caldas e Armando Cavalcanti, Ângela Maria protestou com "Lua, ó Lua/ Querem te passar pra trás/ Lua, ó Lua/ Querem te tirar a paz".

Em 1965, Pery Ribeiro e Leny Andrade intitularam "Gemini V", missão tripulada da Nasa que ficou uma semana no espaço, um dos shows mais vibrantes da chamada Space Age. E, em 1967, Gilberto Gil fez coro à angústia de "A Lua é dos Namorados" com a marcha bossa nova "Lunik 9", sonda soviética que pousara na Lua e enviava fotos para a Terra.

O problema é que tudo que se manda para o espaço, exceto os humanos, fica por lá e, nesses quase 70 anos, o cinturão de cacarecos em órbita chegou a níveis dramáticos. Estima-se que haja hoje 1 milhão de objetos de até 10 cm em órbita, voando a 28 mil quilômetros por hora, e dezenas de milhares maiores do que isso. Só que o choque de uma arruela de 2 cm contra uma nave pode furar o revestimento desta e provocar despressurização. Colisões geram mais detritos e estes, ainda mais poluição.

O homem não se contenta em emporcalhar as terras, os mares e a atmosfera. Manda sua sujeira até para o espaço e periga fazer de nós o galinheiro do Oscarito.

Lixo espacial
Imagem gerada pela Agência Espacial Europeia (ESA) mostra a Terra cercada por milhares de pontos que representam o lixo espacial - Divulgação/ESA