sexta-feira, 5 de junho de 2026

Votar deixou de ser trend?, The News

 

Depois da mobilização juvenil nas eleições de 2022, o interesse dos adolescentes pelas urnas parece ter esfriado. Dados do TSE mostram que o número de eleitores de 16 e 17 anos caiu mais de 20% em relação a quatro anos atrás.

Essa queda pode ser explicada pela burocracia. Neste ano, o cadastro biométrico exige comparecimento presencial, enquanto em 2022 o título eleitoral podia ser emitido de forma totalmente digital.

O clima de engajamento que transformou o voto em tendência nas redes sociais também acabou. Sem grandes campanhas de incentivo ao voto juvenil, analistas enxergam um menor interesse dos progressistas em mobilizar um eleitorado que vem demonstrando posições cada vez mais conservadoras. (Aprofunde)

O varejo virou espetáculo?, The News

Os imóveis comerciais estão deixando de ser apenas vitrines e compras. Para sobreviver ao e-commerce, o varejo físico global está se transformando em polos de entretenimento e experiências imersivas.

Tradicionalmente, a proporção de shoppings seguem o padrão 70% lojas e varejo tradicional e 30% praça de alimentação e lazer — e a métrica principal sempre foi faturamento de vendas diretas por m2.

Agora, ao que parece, a proporção está se invertendo e a métrica “tempo de permanência do cliente” tem ganhado mais relevância. Os shoppings estão deixando de ser centros de consumo para virarem destinos de lazer.

Espaços antes ocupados por grandes lojas de departamento agora dão lugar a arenas de e-sports, simuladores de golfe, parques temáticos e gastronomia gourmet. Em tempo de copa, até a pontos de trocas de figurinhas… risos.

Os fatores de atração:

  1. Imersão: Consumidores — especialmente os mais jovens — buscam experiências coletivas que não podem ser replicadas em uma tela de celular.

  2. Efeito Halo: O entretenimento atua como a nova "loja âncora". O cliente vai pelo evento ou pelo lazer e, por consequência, acaba consumindo no varejo físico e nos restaurantes locais.

  3. Resiliência imobiliária: Proprietários que adaptaram seus portfólios para o modelo híbrido (varejo + entretenimento) registram taxas de vacância significativamente menores e maior valorização dos ativos.

Boa parte do varejo de conveniência migrou para o digital. O papel do espaço físico parece, cada vez mais, ser gerar conexão emocional e entretenimento.

Governos Bolsonaro e Lula fizeram pouco ou nada contra o crime organizado; a soberania se deteriorou, OESP

O movimento de repulsa à decisão do governo Trump de considerar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas vem levando em conta apenas questões de soberania, como a eventual possibilidade de intervenção do governo dos Estados Unidos em negócios internos do Brasil.

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Não leva em conta que tanto o governo Bolsonaro como os três governos Lula nada ou quase nada fizeram para combater o crime organizado e, com isso, permitiram a deterioração da soberania do Brasil.

São organizações cuja atuação corrói as instituições; em seu lugar, implantam um Estado paralelo. Financiam-se com o narcotráfico, o tráfico de armas, a lavagem de dinheiro, o contrabando, a sonegação fiscal e a sujeição do cidadão comum a todo tipo de fraude e de extorsão.

As propostas de segurança pública do PT são vagas e não preveem mecanismos para rastrear o dinheiro ilícito que sustenta esses crimes
As propostas de segurança pública do PT são vagas e não preveem mecanismos para rastrear o dinheiro ilícito que sustenta esses crimes Foto: Werther Santana/Estadão

Arrebatam das instituições estatais o monopólio do uso da força e sujeitam comunidades inteiras a seu comando. Lá, o Estado não entra ou, quando entra, deixa meia dúzia de policiais por apenas um ou dois dias para, logo em seguida, deixar o campo livre para a volta dos que lá estavam.

Essas organizações se infiltram nas administrações municipais. Onde podem, por meio de chantagens, ameaças ou simplesmente por meio de suborno, assumem secretarias de governo, os serviços de polícia, o controle das prisões e solapam o Poder Judiciário.

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Não há correntista de banco ou possuidor de cartão de crédito que não tenha sido vítima de fraudes ou de tentativas de fraudes. O roubo de celulares é pandêmico. E, no entanto, os governos assistem a tudo inertes. Limitam-se a fazer alguma estatística sobre ocorrências e deixam tudo solto.

Os últimos documentos do PT que se propuseram a definir diretrizes de governo elegem como inimigos a combater as elites neoliberais; os rentistas financeiros que concorrem, segundo eles, para endividar o trabalhador; a burguesia exploradora, que captura o espaço público e contribui para a precarização do trabalho. Mas silenciam sobre as atividades do crime organizado que solapam a vida democrática.

As propostas sobre política de segurança pública do PT são propositalmente vagas. Falam em Sistema Único de Segurança Pública e em uso obrigatório das câmaras corporais pelas polícias, mas não falam sobre a criação de mecanismos destinados a seguir os rastros do dinheiro ilícito que sustenta esses crimes para eliminá-los.

Em outubro de 2025, o presidente Lula declarou que os traficantes são “vítimas dos usuários”. Depois, tentou remendar, como se tratasse de “frase mal colocada”. Mas atos falhos desse tipo dizem mais. Dizem que, no DNA do PT, a maioria dos bandidos deve ser considerada vítima do sistema, e não inimiga do Estado e da classe trabalhadora.

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Opinião por Celso Ming

Comentarista de Economia